Uma hora depois as nossas roupas já estavam quase secas, porém estávamos famintos.Nos vestimos e descemos para o salão lotado. Parecia que eles não tinham nem se movido, ainda estavam todos alí, bebendo e rindo alto.Ulrik se aproximou do meu ouvido e sussurrou.
— Nem pense em sair de perto de mim.
Sua mão deslizou por meu braço pegando minha mão.Aquele contato tão íntimo, me fez estremecer.
Kilian era o meu único amigo, poderíamos nadar de roupas de baixo, mas ele nunca me tocou desta forma. Aquele beijo no rosto foi nosso único contato físico.
Nos sentamos em uma única mesa vazia, havia dois homens barbados com cicatrizes no rosto, um tinha o olho branco com uma cicatriz horrível por cima. Tentei imaginar o quê havia feito aquilo com ele.
— Duas cervejas por favor. — Pediu Ulrik enquanto olhava aquele pobre homem a nosso lado, nossos olhares se encontraram e fiz uma saudação. — Para de encarar, Freya.
— Não estou encarando — Olhei para Ulrik sentado a minha frente. —, apenas imaginando o que ouve. — Ele se curvou sobre a mesa se aproximando.
— Estes homens não são pessoas boas, a maioria aqui são mercenários. Então, por gentileza, não os encare. — Suspirei.
— Claro. — Duas canecas foram colocadas sobre nossa mesa.— Você conhece todos eles? — Perguntei enquanto levava a cerveja a boca.
— Não é preciso conhecer pra saber o que fazem. — A cerveja era amarga e não consegui deixar de fazer careta. — Nunca havia tomado cerveja? — Perguntou aos risos.
— Apenas vinho, meu pai dizia que bebidas fortes eram para homens. — Ele gargalhou.
— Beba novamente, garanto que a segunda golada fica melhor.
O olhei enquanto provava a bebida novamente, mas desta fez realmente era mais saborosa, seu sorriso se esticou ao perceber que havia gostado.
— Boa menina.— Mas não parei de engolir, assim tomando todo o caneco o batendo na mesa. Ulrik me olhava intrigado.
— Quero mais uma, isso é muito bom. — Respirei fundo.
— Vai com calma princesa.
Ulrik pediu mais uma, enquanto bebíamos ele me contava suas intermináveis batalhas com os outros reinos. Então veio mais uma caneca e mais outra, até que perdi as contas. Riamos tanto, estava alegre, nunca havia me sentido tão feliz como naquele momento. Me levantei cantando uma antiga canção sobre dragões que Brigitte sempre cantava quando brincávamos no jardim.
— Olha o dragão, cheio de mistério.As asas são enormes...
— Gigantescas ... — Um dos homens completou.
— Os dentes são pontudos, as garras afiadas e os olhos são escuros. — Continuei. Ulrik me olhava sorrindo.
—Ele cospe fogo... — O homem barbudo com o olhos branco prosseguiu. Me aproximei da sua mesa.
—Fera que não teme nada. — Prossegui.
—Ele é muito grande é maior que um gigante. — Ele cantarolou erguendo o caneco.
— Tema o dragão. — Todos ajudaram e ergueram as canecas cheias de cerveja.
Aplaudi empolgada, os outros continuaram a canção e me sentei na mesa do barbudo.
— Eu sei como é. Também tenho cicatrizes imensas nas costas.
— Isso aqui? — Ele apontou para o olho, assenti. — Isso foi no trabalho. — Ulrik apareceu atrás de mim.
— Me desculpe, ela está fora de si, bebeu demais. — O homem riu.
— No trabalho? Como? — Ulrik apertou meus ombros.
— Sou mercenário menina. — Ergui as sobrancelhas.
— Legal... — Apoiei os cotovelos sobre a mesa e as mãos no rosto.— Como é ser um mercenário? — Ulrik riu.
— Melhor voltarmos para nossa mesa Freya. — Ele apertou mais meus ombros.
— Deixa a garota, eu gostei dela. — Sorri.
— Ouviu Ulrik, ele gosta de mim.
— É fascinante. — Ele gesticulou com o dedo pra me aproximar. — Sou do tipo que trás a morte entende? — Concordo levemente rindo.
— E conseguiu a cicatriz lutando, interessante. Gostei de você, é valente e engraçado. — Ele riu.
— Freya vamos voltar pra nossa mesa. — Revirei os olhos, me aproximando do grandão.
— Não liga pra ele, diferente de você, ele é estraga prazeres. — Fiz uma pausa.— O que tem de beleza tem em chatisse. — O homem riu.
— É o quê? — Questionou Ulrik.
— Sou Brutos Rerber. — Ele estendeu a mão.
— Freya Rewart. — Apertei sua mão firme.
— Agora precisamos ir . — Ulrik me faz levantar. —, acho que você bebeu demais pra uma noite.
— Foi bom te conhecer Brutos, espero te ver novamente. — Falei enquanto Ulrik me puxava pra nossa mesa.
— O prazer foi meu Freya. Caso precise, é só me chamar.
— Creio que não será nescessário, senhor. — Respondeu Ulrik. — Você é louca? — Sussurou enquanto seu cenho se franziu— Ou está tentando morrer? — Não consegui segurar o riso.
— Você fica tão lascivo quando está bravo. — Continuei rindo, era algo incontrolável.
— Pelos deuses, você está completamente bêbada.— Arqueou a sobrancelha — Melhor subirmos para o quarto.
— Ahh... Não Ulrekzinho, só mais uma caneca, estamos nos divertindo tanto. — Ele me encarou em seguida suspirou soltando todo ar dos pulmões.
— Precisamos descansar, Freya. Temos um longo caminho amanhã. — Debrucei sobre a mesa gemendo.
— Por favor, sei que nunca mais irei me divertir desta forma. — Ele analisa meu rosto sério.
— Okay, apenas mais uma. — Se levantou ajeitando as vestes. — Fique aqui, vou buscar e acertar nossas bebidas.
Assenti com um sorriso enorme, fiquei o olhando enquanto se dirigía ao balcão me ajeitando na cadeira. Um homem com um tapa olho e vestes estranhas se sentou na mesa me olhando enquanto sorria.
— Você canta bem.— Disse ele.
— Obrigada.
— Esta se divertindo? — Sorrindo o respondi.
— Bastante.Porquê? — Ele se aproximou do meu rosto através da mesa.
— Quer se divertir ainda mais? — Meus olhos se arregalaram junto com um enorme sorriso.
— Adoraria. Como podemos nos divertir ainda mais? — Ele sorriu indo até meu lado.
— Venha, vou te mostrar. — Segurando meu braço me levantou.
— Mas precisamos esperar meu amigo. — Ele começou a andar me guiando.
— Só precisamos de nós nesta diversão, boneca.
— Não vou se Ulrik não for. Me solte. — Ele me puxou beijando meu pescoço. — Me solte.
— Vamos subir e nos divertir um pouco. — Tentei o empurrar, mas ele era tão forte.
— ULRIK.... — Gritei o mais alto que consegui.
— Tire suas mãos sujas dela seu patife — Ulrik socou o homem o tirando de cima de mim. — , biltre, como ousa tocar nela.
— Você está em apuros rapaz.
O homem socou o rosto de Ulrik, mas ele revidou.Me afastei os olhando brigarem, até que Brutos apareceu tirando Ulrik do caminho.
— Leve Freya para cima, eu cuido deste calhorda.
— Vamos Freya, antes que se machuque.
Subimos para o quarto, Ulrik se sentou sobre a cama colocando a mão onde o homem havia socado em seguida me olhou.
— Você está bem? — Concordei. — Aquele canalha fez alguma coisa com você? — Neguei. — Tem certeza? — Suspirei.
— Ele só tentou me beijar. — Ulrik rosnou.
— Mequetrefe ordinário, como pode tentar aproveitar de uma mulher como você. — Ele se levantou vindo até mim, então pude ver seu ferimento.
— Oh céus, se feriu na luta. — Levei a mão mas ele a segurou.
— Estou bem. Coloque o vestido para terminar de secar. — Ele se afastou.
— Tudo bem. — Retirei minha túnica a entregando a ele, que a colocou próximo ao fogareiro novamente. — Me deixe limpar seu ferimento.
— Estou bem. — Ele se sentou na cama novamente. — Melhor ir descansar.
Me aproximei me ajoelhando entre suas pernas olhando o ferimento, minhas vistas estavam um pouco embaçada mais conseguia ver o ferimento.
— Me deixe cuidar disso.
Rasguei a manga de minha chemise, molho na bacia que está ao pé da cama segurando a goteira. Levemente passei sobre o ferimento, os olhos dele ficavam me olhando enquanto limpava.
— Por que está me olhando assim? — Sorrio sem mostrar os dentes.
— Então me acha lascivo? — Mordo o lábio. — Já respondeu.
— Apenas quando está bravo. — Olhei seus olhos brevemente.
— E o quê mais tem a me dizer? — Segurei o riso.
— Que tem o dom de me irritar, mas também sabe me fazer sorrir. Tem um sorriso perfeito,um abdômen incrivelmente chamativo e uma traseira que provavelmente apertaria. Mas seus lábios, nossa. — Declarei com os olhos fixos no ferimento, ele riu.
— Seu sorriso é lindo. — Sorri. — Você toda é linda.
— Obrigada. — Meu estômago estava começando a ficar embrulhado. — Pronto, vai sobreviver.
Ele segurou meu braço me olhando profundamente com um sorriso assanhado.
— Provavelmente não irá lembrar de nada amanhã pela manhã, não é? — Seus dedos percorrem meu rosto.
— Provavelmente. — Respondi.
— Você quer me beijar? — Engoli seco. — Sentir meus lábios nos seus? — Olhei para aqueles lábios que estavam me chamando.
— Quero, mas nunca fiz isso. Então não sei como é. — Ele sorriu, subi meu olhar para seus olhos.
— Então seria seu primeiro beijo? — Assenti — Nada me honraria mais.
Ele aproximou seu rosto do meu lentamente, meu estômago já não estava ajudando e piorou com sua aproximação.
— Ulrik. — Sussurrei tentando o avisar. — Ulrik.
Antes que seus lábios pudessem tocar os meus abaixei a cabeça vomitando toda cerveja sobre ele.
Me apoiei sobre o chão e continuei colocando tudo pra fora, ele ajuntou meus cabelos que estavam soltos os segurando.
— Sinto muito. — Disse em meio aos vômitos.
— Tudo bem, amanhã você estará melhor.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 146
Comments
Joelma Oliveira
a vergonha foi tão grande que tem q parcelar em muitas prestações kkkkk
2022-05-10
2
Cristiana Guerra
que vergonha é essa no crédito ou no débito 😂
2022-02-05
4