Acordei com minha cabeça pesada, esfreguei o rosto antes de abrir os olhos. Mas ao abri-los, me deparei com o rosto de Ulrik que estava deitado ao meu lado, estávamos um virado para o outro, milímetros de distancia. Minha única reação foi gritar e o empurrar pra longe de mim, o derrubando da cama.
— Que mostro foi este?
Murmurou ele se levantando, ele estava praticamente nu na minha frente, então gritei novamente tampando o rosto com o lençol.
— Por que você está gritando? Pare de ser escandalosa. Vai acordar toda hospedaria.
— Por que você está nu? E pior dormindo na cama comigo? — Baixei um pouco o lençol o olhando, um sorriso torto e assanhado tomou conta do seu rosto.
— Que lástima. Não se lembra da nossa noite incrivelmente satisfatória? — Arregalei os olhos. Ele não esta a supondo que nós... há não, ele não deveria.
— Pelos deuses, o que nos fizemos? — Ele arqueia a sobrancelha de maneira maliciosa.
— Não é óbvio, princesa?
O olhei praticamente nu, em seguida olhei debaixo dos lençóis e estava completamente nua, tapei o rosto de vergonha.
— Como pude ser tão irresponsável? Céus, me sinto uma meretriz. — Ele gargalhou me olhando. Aquele sorriso não saia de seus lábios. — Isso não tem graça. Pra você é normal, passam tantas mulheres por sua cama. — Ele coloca a mão no peito como se o ofendesse.E realmente estava. — Mas é de minha honra que estamos falando. — Ele cessa o riso.
Como ele pode ser tão egoísta a ponto de fazer isso comigo? E pior, eu deveria estar bêbada. Céus, sou uma mula ingênua, como pude deixar isso acontecer?
— Não precisava me ofender, foi a melhor noite da sua vida.— Ri de nervoso.
— O que? Mequetrefe ordinário. Foi a pior noite isso sim.— Ele balança a cabeça negativamente.
— Foi você quem disse, diversas vezes aos gritos.E disse mais. — Ele arqueia a sobrancelha cruzando os braços. — Disse que eu era lascivo, gostoso e muito amável.Tudo isso em meio a ... — O interrompo.
— Pare, não quero saber. — Respiro fundo tentando não chorar. — Poderia sair, para me vestir?
— Acho que não tem necessidade, decorei cada pedacinho do seu corpo noite passada.
— Pare de falar, Ulrik, por favor. — Suspirei frustada com o que havia acontecido. Se quer conseguia olhar para seu rosto.
— Você está bem? — Não respondi. — Freya , olhe pra mim. — Neguei balançando a cabeça. — Freya. — Fechei os olhos. — É brincadeira — Ele se senta na beirada da cama erguendo meu rosto. — Ei ... Não aconteceu nada, você não fez nada. — O olhei entristecida, com vontade de sumir daquele quarto rapidamente.
— Como,se estamos nus e na mesa cama?
— Me desculpe, não imaginei que fosse reagir assim. Pensei que jogaria coisas em mim, me bateria. Mas não assim. — Respiro fundo.
— O que realmente aconteceu aqui? — Questionei.
— Você não se sentiu bem, vomitou sobre mim e em você mesma. Coloquei as roupas para secarem enquanto dormíamos. Foi apenas isso.— Respirei aliviada.
— Está dizendo a verdade? Ulrik, não minta. — Ele sorri acariciando meu queixo.
— Jamais me aproveitaria da situação. Não sou tão cafajeste assim.— Seu Sorriso assanhado volta. —Contudo a parte do lascivo e gostoso foi verdade. — Bato em seu braço.
— Animal, eu jamais diria isso.
— Mas você disse. — Ele se levanta vestido as calças. — Vou sair para poder se vestir. E tenha em mente que não te olhei quando retirei suas roupas.
— Rá... Nisto é o que menos acredito.
Ele ri colocando seu tabarde, pega as botas e sai do quarto. Me levanto conferindo os lençóis, não há nada de incomum. Certamente ele disse a verdade, não aconteceu nada entre nós na noite anterior. Respirei aliviada,me dirigí até minhas roupas penduradas no fogareiro já apagado. Me vesti rapidamente, olhei pela janela, a tempestade havia passado, mas a névoa deixada por ela era enorme.
Ulrik me aguardava no corredor quando saí do quarto.
— Vamos tomar nosso desjejum e saímos em seguida. — Seu rosto estava inchado e com um roxo próximo ao olho direito. De onde aquilo tinha saído?
— Onde se feriu desta forma? — Pergunte levando a mão na escoriação.
— Isso aqui sim foi por sua honra. — Eu não me lembrava de nada, o que eu fiz pra ele ter se machucado daquela forma?
— O que aconteceu? — Ele simplesmente sorriu com minha pergunta.
— Um bárbaro tentou levar você de mim. Mas dei um jeito nele.
Pelos deuses, nem quero imaginar o que teria me acontecido se Ulrik não tivesse lá pra me ajudar.
— Vamos, precisamos sair antes que outra tempestade se forme.
Descemos para o salão e havia poucas pessoas sentadas nas mesas. Nos sentamos próximo a entrada e tomamos nosso desjejum, quando estávamos saindo um homem robusto de barba grande e cicatrizes pelo rosto nos parou.
— Vejo que está sã e salva, Freya.— Ele sabia meu nome, mas não me recordava daquele homem.
— Estou sim, senhor, obrigada. — Ele sorriu olhando para Ulrik.
— Ela não se lembra, não é rapaz? — Questionou ele a Ulrik que riu silenciosamente.
— De nada, nadinha. — O homem riu jogando a cabeça para trás.
— Certo, a garota é fraca para bebidas. Vão em paz, nos vemos por aí. — Sorri e saímos da estalagem.
— Quem era aquele homem? Espere... me recordo que o vi quando descemos e você disse pra não encará-lo.
— Você não só o encarou como, cantou com ele e se sentou na mesa dele o enchendo de perguntas. Teve sorte dele estar em um no dia.
— Como deixou eu fazer tais coisas?Você é um péssimo amigo, sabia?
— Sinto muito, mas estava se divertindo tanto. Estava feliz e te ver como ontem, me deixou bastante curioso.
— Absolutamente sem decoro, sem recato e completamente entregue a embriaguez? Devo ter perdido o juízo em deixá-lo me fazer beber tanto. — Ulrik gargalha enquanto ajeita nosso cavalo.
— Apenas paguei a bebida, princesa, você quem pediu inúmeras vezes, se esbanjando.
— Só me pergunto o quê mais eu deva ter feito e falado. — Cruzo os braços o olhando.
Firmo meus pensamentos, tentando me recordar mas parece inútil.Devo ter dito inúmeras coisas que vá me arrepender, só de cantar em meio a pessoas, coisa que não faço nunca, imagino coisas piores. Será que eu disse algo sobre o corpo dele? Céus, isso seria uma tremenda falta de decencia de minha parte.
— Está me ouvindo, Freya? — Balancei a cabeça dispersando, os pensamentos. — Onde está com a cabeça?
— O que você disse? — Indago confusa.
— Eu disse que acho melhor você ir na traseira, assim você terá mais estabilidade . — Acatei com um sorriso. — O que foi? Ficou estranha repentinamente.
— Não é nada. — Ele montou o cavalo e me estendeu a mão.
— Tem certeza? — Subi no cavalo me ajeitando. — Parece desconfortável.
— Impressão sua.
Fora o fato da noite anterior, meus pensamentos voltavam ao Lorde da Escuridão e como seria minha vida dali em diante. Mas só teria certeza quando estivesse lá, nas garras do monstro.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Lucilene Palheta
poxa eles irão ou já estão apaixonados
2022-06-10
1
Joelma Oliveira
esses dois ainda vai dar coisa 😎
2022-05-10
2