Cada passo em direção a sala do trono, era um tormento irrevogável.Um temor terrível estava tomando conta de todo meu corpo, minhas mãos suavam quanto mais caminhava naquele corredor.
Ao virar outro corredor, pude ver que Ulrik me aguardava próximo a uma porta dupla. Ele estava limpo e de vestes de couro justa, a blusa parecia camadas de couro, desenhando os músculos de seu abdômen avantajado, a calça mostravam as coxas grossas e torneadas, vê-lo assim me fez suspirar involuntariamente. Seu olhar me seguiu juntamente com um sorriso preguiçoso.
— Ainda nervosa? — Assenti em silêncio. — Ele não é o mostro que todos dizem. — Ele fez uma pausa pensativo. — Talvez um pouco, mas não precisa ter medo. — Direcionando o olhar para Analis ordenou. — Daqui eu assumo, obrigada por sua ajuda. — Analis assentiu com a cabeça, saindo em seguida. — Me escuta, vou te dar isso — Ele me mostrou uma adaga de prata embanhada. —, é apenas por precaução, pra ter algo pra se defender. — Olhei a adaga rapidamente voltando a seus olhos.
— Mas você disse que não precisava ter medo dele! — Ele sorriu a colocando em minhas mãos.
— Isso não é pra se defender de Caspian, mas de alguém que tente alguma gracinha com você, caso se não estiver perto. — A escondi entre os seios.— Ótimo lugar. — Ele sorriu.
— Obrigada. Acho que não tem como fugir agora, não é?
— Está pronta? — Neguei com a cabeça. — Só mantenha o queixo erguido, e tente não desviar olhar. Isso dará impressão de que é fraca e submissa.
— Certo, cabeça erguida e olhar fixo. Entendi.
Ele sorriu se virando para abrir a porta, meu estômago se revirou, mas me mantive firme. As portas rangeram ao serem abertas, ergui os olhos me colocando ereta.
Foi neste momento que meus olhos fixaram em Caspian. Que os deuses me ajudem, ele não era nada daquilo que imaginei. Diante de meus olhos, estava o homem mais lindo que havia visto. Ele é incrivelmente bonito e parece ser arrogante e frio.
Ele possui olhos cativantes que são uma poça de ouro e mel. Seus cabelos negros como as penas de um corvo, são curtos, mas com um comprimento que permite mechas caírem em sua testa. As maçãs de seu rosto são levemente ressaltadas, seus lábios perfeitamente desenhados, seu nariz reto se encaixa perfeitamente com seu maxilar em triângulo invertido. Sua pele é pálida em contraste com a cor de seus cabelos.
Ele está sentado em seu trono levemente inclinado, se apoiando no braço do trono, suas vestes são justas e negras como a noite, sua coroa parece ter sido feita de garras de dragões. Seus olhos estão fixos em mim enquanto me dirijo a sua presença, sua expressão seria e fria me causa um pouco de receio.
— Príncipe Caspian. — Ulrik se curva.
— Já não era tempo de você aparecer Ulrik. — Caspian se levanta. — Cheguei a imaginar que havia fugido com minha princesa. — Ele caminha lentamente em minha direção.Ulrik me olha rapidamente com meio sorriso.
— Fomos surpreendidos por uma tempestade no caminho até o castelo. — Caspian para em minha frente me olha sério.
— Está perdoado... Teve uma boa viagem Freya? — Ele arqueia a sobrancelha ao dizer meu nome.
— Sim, senhor. — Respondi. Ele respira fundo.
— Está perfumada como uma flor. — Seus olhos percorrem todo meu corpo parando em meus olhos. — Suponho que esteja cansada da viagem. — Assenti com a cabeça. — Imaginei, não irei tomar seu tempo. — Ele se vira voltando para o trono. — Descanse, nos vemos no jantar. Tire o dia pra descansar da viagem, pedirei aos criados que leve suas refeições no quarto. — Ele se senta majestosamente.
— Agradeço a compreensão. — Ele sorri esfregando o queixo.
— Pode se retirar, preciso tratar de assuntos importantes com Ulrik.
Assenti me virando pra sair, não fiz nenhuma questão de manter os modos na saída de sua presença. Lembrando-me dos ensinamentos de meu pai : "O rei pode fazer tudo o que quiser. Não tenha pressa em sair da presença dele e não insista em fazer uma coisa errada. Não te apresses em deixar a companhia do rei, nem te coloques em má situação apoiando uma causa errada, considerando que o rei faz o que bem lhe aprouver".
Mas pouco me importava se estava o dando as costas e saindo as pressas.
Voltei rapidamente para meus aposentos, fechando bruscamente a porta.
— Ele é só um homem como os outros, Freya, não há porque temer. — Suspirei rindo comigo mesma. — Ele deve ser da minha idade, e eu preocupada com esse principezinho mequetrefe? — Respirei fundo. — Ulrik tem razão, não há porque ter medo daquele garoto.— Me joguei sobre a cama. — Mesmo sua expressão sendo tão fria, seus olhos estavam cheios de fogo. Aqueles olhos ardentes vão ficar me atrapalhando, são tão lindos. — Barulhos de batidas na porta me tiram do devaneio dos olhos de Caspian.
— Senhorita? Trouxe sua refeição. — Disse Analis por detrás da porta.
— Estou deitada, pode entrar.
Ela entra com uma bandeja, seu sorriso é tão lindo e inocente, que me faz querer vê-lo a todo momento.
— A senhorita está bem? — Me sento me apoiando sobre as mãos.
— Sim, foi mais rápido e tranquilo que imaginei. — Afirmei. — Ele é tão jovem, quantos anos ele tem? — Ela seguiu até a varanda.
— O príncipe tem cento e vinte três anos, cento e vinte quatro daqui a seis luas. — Suspirei. Havia me esquecido de que ele é um dragão completo.Que eles tem magia suficiente para não envelhecer. — Venha, já preparei a mesa. — Me levantei indo até a varanda.
— Caspian não tem irmãos ou algum parente vivo? — Sondei enquanto me sentava.
— Os irmãos faleceram quando ele ainda era muito jovem, o rei Nefasto foi morto a dez anos, creio eu. O general e a senhora Astrid são os únicos parentes de sangue do príncipe.
— Eles são parentes? — Confirmou com um aceno sutil. — E porque diz de sangue?
— Por que o Rei Nefasto destituiu o irmão, pai dos dois, e renegou sua família. — Franzi o cenho pensativa. O que levaria um irmão destituir o outro? O que será que o irmão do Rei fez de tão grave? — Mas o senhor Caspian os tem como irmão, sempre cuidou dos dois.
— Entendo... Me responda uma coisa, de onde vem toda essa névoa sobre a ilha ? — Sua postura mudou com minha pergunta.
— Não sei se devo falar a respeito disso, o príncipe não gosta que falemos a respeito. — Ela olha para a porta de entrada.
— Não vou falar com ninguém a respeito, nem dizer que foi você quem me contou. — Ela parece desconfortável.
— A princesa vai descobrir que as paredes tem ouvidos por todo este castelo. — Rebateu enquanto apertava as mãos. — Mas tudo que posso dizer, é que é devido a uma maldita maldição.
— Maldição? — Questionei surpresa.
— Senhora, eu preciso voltar as minhas tarefas. Me perdoe não poder responder todas as suas perguntas. — Assenti.
— Mesmo assim eu agradeço.
Analis me deixa a sós, abro o cloche de prata que cobre o prato. Um maravilhoso assado com lentilha e aspargos será meu almoço, o cheiro é espetacular. Me alimento enquanto penso sobre o que Analis acabara de me contar. Será que a maldição teria algo relacionado com a destituição de sangue do irmão de Nefasto, ou seria uma mísera coincidência? Eu precisava descobrir mais sobre isso, sobre o reino, até mesmo sobre Caspian.
⚜️⚜️⚜️ Aviso ⚜️⚜️⚜️
As fotos são apenas referências para aqueles leitores que gostam de visualizar. As características dos personagens vão muito além das imagens, são apenas parecidos, semelhantes aos personagens criados por mim.
Dês de já agradeço.
🔸Autora
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Azura Jun
Parabéns pela instrução e pela história, estou presa aqui! 😍
2022-10-29
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Cristiane Bertoldo
eu que agradeço Janaini Silva as fotos são belas
2022-05-11
1
Joelma Oliveira
quem está presa sou eu a essa história 😆
2022-05-10
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