Ana respirou fundo, sentada na cama do quarto que dividia com Marcela e Lívia. O coração parecia prestes a saltar do peito. Olhou para as amigas, que conversavam sobre algo banal, sem imaginar a bomba que ela estava prestes a soltar.
— Gente… hoje eu vou na casa do Léo.
As duas pararam de falar ao mesmo tempo e se voltaram para ela.
— E…? — Marcela arqueou uma sobrancelha.
Ana engoliu em seco.
— E eu… vou me entregar pra ele.
O caos foi imediato.
— O QUÊ?! — Lívia gritou, enquanto Marcela batia palmas freneticamente.
— Finalmente! — Marcela exclamou.
— Você tem certeza? — Lívia questionou, ainda chocada.
Ana mal conseguiu responder. As duas falavam ao mesmo tempo, gesticulando como se tivessem recebido a notícia mais bombástica do ano. Sua cabeça começou a girar com a gritaria.
— Vocês podem parar?! — ela implorou, tampando os ouvidos.
Marcela e Lívia se entreolharam por um segundo e, sem trocar uma palavra, tomaram uma decisão silenciosa.
Lívia, num movimento rápido, segurou Ana por trás, imobilizando-a.
— Ei! O que vocês estão fazendo?! — Ana se debateu, mas Lívia era surpreendentemente forte.
— DEPILAÇÃO! — Marcela anunciou, puxando a saia de Ana para baixo.
— O QUÊ?! NÃO! — Ana gritou, mas já era tarde demais.
Elas a arrastaram para o banheiro, enquanto Ana protestava inutilmente.
— Fica quieta, mulher! A gente tá te ajudando! — Marcela disse.
— É pro seu bem! — Lívia completou.
Dentro do banheiro, Ana cruzou os braços, emburrada, enquanto as duas preparavam tudo.
— Tá, mas vocês não acham que estão exagerando?
— Claro que não — Marcela respondeu. — Esse momento é especial, tem que estar tudo perfeito!
— Aliás — Lívia se sentou na beira da banheira — você tá preparada mentalmente pra isso?
Ana hesitou.
— Eu… estudei.
As amigas arregalaram os olhos.
— Como assim estudou?! — Marcela riu.
— Fiz pesquisas. Vi umas coisas na internet.
Houve um silêncio.
— O que você viu? — Lívia perguntou, desconfiada.
Ana ficou vermelha.
— Algumas cenas reais… algumas… fetiches…
Marcela bateu no próprio peito como se estivesse passando mal de tanto rir.
— Ah, minha amiga, você viu coisa que talvez nem o Léo saiba que existe!
Ana revirou os olhos.
Depois do processo de "preparo", as amigas ajudaram-na a escolher a lingerie e a roupa. Ana se olhou no espelho, sentindo um frio na barriga.
Porém, quando faltavam poucos minutos para as 19h, seu celular vibrou.
Léo: Aconteceu um imprevisto na boate. Não vou conseguir te buscar hoje. Precisamos remarcar.
O sorriso dela se desfez.
— Não acredito… — murmurou.
— O que houve? — Marcela perguntou.
— Léo não vem mais.
Ana sentiu um nó na garganta. Não queria chorar, mas a decepção veio forte demais. Uma lágrima solitária escorreu, e Marcela e Lívia a abraçaram.
— Espera aí — Marcela disse. — Você sabe onde fica a boate dele?
Ana fungou.
— Não…
Lívia deu um grito.
— MEU DEUS, NEM ISSO VOCÊ SABE!
— Mas eu sei o nome… é Inferno Urbano.
Marcela sorriu.
— Então é só procurar no Google Maps.
Em poucos minutos, as três estavam arrumadas novamente, chamando um táxi.
— Vamos buscar esse homem no Inferno Urbano — Marcela declarou.
Em pouco tempo elas descem do táxi e olham pra boate.
---- Chegamos! Dizem as três juntas.
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Atualizado até capítulo 52
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