Era sexta-feira à noite quando Ana Clara finalmente decidiu apresentar Léo para suas amigas da república. O convite veio de forma despretensiosa, mas por dentro ela sabia que estava ansiosa. Marcela e Lívia eram como irmãs para ela, e queria que aprovassem o homem por quem estava apaixonada.
— Você tem certeza disso? — Léo perguntou enquanto subiam as escadas do prédio.
— Elas vão gostar de você — Ana assegurou, apertando sua mão.
Ao abrir a porta do apartamento, foram recebidos por Marcela, que usava um pijama de ursinhos, e Lívia, que segurava um pote de sorvete.
— Então esse é o famoso Leonardo? — Marcela cruzou os braços, analisando-o de cima a baixo.
— Ele é alto — comentou Lívia, dando uma piscadela para Ana.
Léo, que estava acostumado a inspirar medo, sentiu-se um pouco deslocado diante das duas. Mas conforme a conversa fluiu, percebeu que gostava da energia delas. Marcela era brincalhona e Lívia, perspicaz. Apesar das provocações, ele sabia que, no fundo, as duas queriam proteger Ana.
— Bom, eu e Lívia temos um filme para assistir — Marcela disse de repente, piscando para Ana. — Divirtam-se.
Ana revirou os olhos, pegando a mão de Léo e o levando até seu quarto.
O quarto de Ana era pequeno, mas aconchegante. As paredes tinham fotos dela com as amigas, luzes pisca-pisca pendiam do teto e um cheiro doce de baunilha impregnava o ambiente.
Léo olhou ao redor, sentindo-se deslocado em um espaço tão puro. Ele se sentou na cama, observando Ana fechar a porta.
— Então... — ele começou, puxando-a pela cintura até que ela estivesse entre suas pernas.
Ana sorriu e inclinou-se para beijá-lo. O contato começou suave, mas logo a temperatura subiu. As mãos de Léo percorreram sua cintura, subindo pela curva das costas. Ana suspirou, puxando seus cabelos, aprofundando o beijo.
Quando ele tentou ir além, puxando-a mais para si, sentiu-a hesitar. Ela afastou o rosto do dele, respirando fundo antes de sussurrar:
— Léo... eu nunca fiz isso antes.
O corpo dele tensionou. Ele piscou, processando suas palavras.
— Você é virgem?
Ana assentiu, mordendo o lábio. Um leve rubor tingia suas bochechas.
Léo passou a mão pelo rosto, soltando um suspiro. Sentia-se dividido entre desejo e respeito. Então, riu baixinho, balançando a cabeça.
— Você realmente é única.
Ana franziu a testa.
— Isso é um problema?
— Não. É perfeito. Você é perfeita.
Ele segurou seu rosto com as duas mãos e a beijou novamente, dessa vez com ternura. Não precisava apressar nada. Pela primeira vez, Léo "Sombra" queria algo que o tempo não poderia roubar.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Emily Silva
uhm...
2025-02-26
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