O fim da tarde tingia o céu de Nova Aurora com tons alaranjados quando Léo estacionou sua moto em frente à faculdade de Ana. Ele gostava de buscá-la. Era um jeito silencioso de mostrar que ela era dele.
Mas o que viu ao longe fez seu sangue ferver.
Ana estava sorrindo para um colega, um cara alto e magro, que gesticulava animado enquanto falava. Em um momento, o rapaz ergueu a mão e, com um toque casual, afastou uma folha presa nos cachos dela.
Léo não precisou de mais nada.
Num piscar de olhos, atravessou o pátio e agarrou o braço de Ana com firmeza.
— Vamos — disse, a voz baixa e carregada de ameaça.
— Oi? Léo, espera! — Ela tentou se soltar, mas ele a arrastava sem se importar com os olhares curiosos ao redor.
— Ele é só meu amigo! — protestou, quando já estavam afastados.
Léo parou, virou-se e encarou-a com os olhos sombrios.
— E desde quando amigo toca no seu cabelo?
— Meu Deus, você tá mesmo fazendo um escândalo por isso?
Ele respirava pesado, tentando se controlar. O peito subia e descia com a raiva contida.
— Você é minha, Ana — rosnou.
Ela cruzou os braços.
— Não sou propriedade sua. E até onde sei, namoro não significa posse.
O silêncio entre eles foi cortante. Ana bufou, virou-se e foi embora sem olhar para trás.
Léo passou a mão pelo rosto, frustrado. Nunca havia sentido ciúmes desse jeito antes. E detestava o fato de que, pela primeira vez, tinha algo a perder.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Emily Silva
meu deus e o boy já esta assim ciumento é ???
2025-02-26
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