Do outro lado da cidade, **Léo** ainda estava dormindo profundamente em seu pequeno apartamento. Ele tinha o hábito de trocar o dia pela noite, e o som constante da cidade não o incomodava. Mas dessa vez, o toque estridente do celular o despertou com um sobressalto.
— Que foi? — resmungou, a voz rouca, ao atender.
— Você ainda tá dormindo? — a voz de **Vitor**, seu parceiro de gangue, soou impaciente. — O carregamento já tá no porto, e você tá atrasado! O Rogério tá perguntando por você.
Léo suspirou e passou a mão pelos cabelos bagunçados. Ele sabia que não podia demorar. Esse carregamento era importante, algo que eles esperavam há meses.
— Tô indo, calma.
Desligou o telefone e vestiu a primeira roupa que encontrou: uma camiseta preta, jeans escuros e botas gastas. Antes de sair, pegou as chaves da sua moto de alta cilindrada, seu xodó. Assim que girou a chave na ignição, o rugido do motor cortou o silêncio da garagem. Ele acelerou pelas ruas estreitas do Setor Vermelho, ganhando velocidade à medida que se aproximava do centro da cidade.
Enquanto isso, Ana e suas amigas já estavam a caminho da balada. Elas caminhavam animadas pela avenida principal, rindo e conversando. Ana, sempre distraída, soltou o elástico que prendia seu cabelo e começou a brincar com ele entre os dedos.
Foi então que aconteceu. Enquanto atravessava a rua, o elástico escapou de sua mão e caiu no asfalto. Ela parou instantaneamente para pegá-lo, sem perceber que um farol vinha dobrando a esquina em alta velocidade.
Léo surgiu na curva. Ele viu Ana no meio da rua e, mesmo com seus reflexos rápidos, não conseguiu evitar o impacto completamente. Ele freou bruscamente, mas sua moto ainda a atingiu de leve, fazendo-a cair no chão.
Ana sentiu o impacto nas mãos e no cotovelo, que ficaram ralados, mas não parecia nada grave. Assim que levantou os olhos para encarar o responsável, viu um homem alto, musculoso, com tatuagens nos braços e olhos intensos que a encaravam com uma mistura de irritação e preocupação.
Léo, por sua vez, estava pronto para soltar uma enxurrada de reclamações, mas as palavras morreram em sua garganta quando viu os olhos de Ana. Eles eram de um tom verde profundo, e as lágrimas que começavam a se acumular neles fizeram algo dentro de Léo pulsar de um jeito que ele não entendia.
— Você tá bem? — perguntou ele, a voz mais suave do que pretendia.
Ana não respondeu de imediato. Estava atordoada, tanto pelo acidente quanto pela presença dele. Ele era lindo, de uma forma quase intimidadora, e sua postura confiante só o tornava mais fascinante.
Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, suas amigas, **Marcela** e **Lívia**, correram até ela, preocupadas.
— Clara, você tá bem? Meu Deus, olha o seu braço! — exclamou Lívia.
— Foi esse maluco que fez isso? — perguntou Marcela, encarando Léo com desconfiança.
Léo tentou falar, mas as amigas de Ana começaram a falar todas ao mesmo tempo, criando uma confusão. Ele sabia que estava atrasado para o encontro no porto, e o celular em seu bolso começou a vibrar novamente.
Sem outra opção, ele puxou um cartão de dentro da carteira e o entregou a Ana.
— Aqui. Se precisar de alguma coisa... remédios, hospital, qualquer coisa, me liga.
Ana pegou o cartão, ainda meio sem palavras. Léo subiu na moto e saiu sem olhar para trás, acelerando na direção oposta.
Por um longo momento, Ana ficou ali, encarando o cartão em suas mãos. O papel era simples, com apenas um nome e um número de telefone: **Leonardo S.**.
As amigas ainda falavam, mas Ana mal ouvia. Sua mente estava presa à figura daquele homem misterioso que a havia atropelado e, de alguma forma, deixado seu coração acelerado.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 52
Comments
Emily Silva
meu deus eu não esperava por Esse final/Facepalm/
isso faz com que, eu ame mas ainda essa obra.💖💖💖
2025-02-26
1
EatYourHeartOut
Obrigada por esse livro incrível, autora. Agora, por favor, nos dê mais capítulos para continuar a história!
2025-02-18
2