Flora, Renan e Gabriel decidiram agir com cuidado para impedir o plano de Filipa. Eles sabiam que qualquer deslize poderia piorar a situação para Flora. Durante a aula, Renan sugeriu que esperassem o intervalo, quando a escola ficaria mais movimentada e seria mais fácil passar despercebido.
Quando o sinal do intervalo tocou, os três se encontraram no corredor perto dos armários. Renan analisou a área, garantindo que ninguém os estivesse observando. Carla havia saído com Filipa e a turma delas, deixando o corredor vazio.
Renan: Carla guardou o celular dela aqui. — Ele apontou para um dos armários. — Aposto que tem mensagens ou algo que prove o plano.
Gabriel: E como você pretende abrir o armário? Ele está trancado, não está? — Gabriel cruzou os braços, desconfiado.
Renan: Eu aprendi alguns truques. — Renan tirou um grampo de cabelo do bolso.
Flora: Renan! Isso é errado!
Renan: Errado é o que elas estão fazendo com você, Flora. Confia em mim.
Relutante, Flora concordou, e Renan começou a trabalhar no cadeado.
Filipa, Carla, e mais duas amigas apareceram no final do corredor, caminhando em direção a eles. O coração de Flora disparou.
Gabriel: Não acredito que você está fazendo isso, Renan! — Percebendo o perigo, tomou a frente e começou a improvisar.
Flora arregalou os olhos, confusa, mas Renan pegou a deixa rapidamente.
Renan: Eu só estou protegendo a minha namorada!
Filipa: O que está acontecendo aqui? — Flipa, intrigada, acelerou o passo.
Gabriel: Nada que te interesse, Filipa. — Virou-se para ela, fingindo irritação.
Carla: Parecem bem suspeitos para quem não está fazendo nada. — Carla cruzou os braços, desconfiada.
Renan: Você quer resolver isso? Então vamos resolver fora daqui. — Renan, mantendo a postura tensa, apontou para Gabriel
Gabriel assentiu, e os dois começaram a sair, mas
Filipa: Espera. Por que estavam perto do meu armário? — Filipa segurou o braço de Renan.
Flora: Estávamos discutindo. Não tem nada a ver com você. — Flora, tentando manter a calma, respondeu rapidamente
Filipa lançou um olhar desconfiado, mas antes que pudesse dizer algo, a diretora apareceu no corredor.
Diretora: O que está acontecendo aqui?
Todos ficaram em silêncio, mas Filipa rapidamente se adiantou.
Filipa: Diretora, eu preciso denunciar algo. Flora tentou roubar as respostas da prova na sua sala.
Flora ficou paralisada, enquanto Gabriel e Renan trocaram olhares rápidos. A diretora olhou para Flora, séria.
Diretora: É verdade, Flora?
Flora: Não! Isso é mentira! — Flora balançou a cabeça, desesperada.
Filipa: Eu vi quando ela entrou na sua sala ontem. E tenho certeza de que se procurar no armário dela, vai encontrar as respostas.
Diretora: Muito bem. Vamos verificar. Flora, venha comigo. — A diretora suspirou, parecendo cansada.
Todos seguiram para a sala da diretora, incluindo Filipa, Carla, Renan, e Gabriel. Assim que chegaram, a diretora pediu que abrissem o armário de Flora. Para surpresa de todos, as respostas da prova estavam lá.
Filipa: Eu disse. Ela é uma ladra. — Filipa sorriu vitoriosa.
A tensão na sala aumentava a cada segundo. Flora estava pálida, encarando as respostas da prova que haviam sido plantadas em seu armário. Renan e Gabriel estavam ao seu lado, tentando pensar em como virar a situação a seu favor. Filipa e Carla, por outro lado, tinham sorrisos de vitória estampados no rosto.
Nesse momento, a porta da sala se abriu com força, e Lúcia e Júlia entraram apressadas. Lúcia segurava o celular de Carla nas mãos, enquanto Júlia trazia um semblante determinado.
Lúcia: Diretora, nós temos a prova de que Flora não fez nada. Foi tudo uma armação!
Filipa: Do que vocês estão falando? Elas estão inventando coisas para defender essa ladra! — Filipa, visivelmente surpresa, tentou intervir.
Diretora: Lúcia, o que você quer dizer com isso?
Lúcia: Carla e Filipa planejaram tudo. Elas colocaram as respostas no armário de Flora para incriminá-la. Aqui está a conversa entre as duas, no celular de Carla.
Carla: Isso é mentira! Como vocês conseguiram meu celular? — Carla ficou pálida ao ouvir aquilo, mas tentou reagir.
Júlia: O suficiente para provar que vocês duas são as culpadas. Diretora, peça que Carla desbloqueie o celular para confirmar o que estamos dizendo.
Diretora: Não posso obrigar ninguém a desbloquear um celular. — A diretora hesitou.
Lúcia: Diretora, se a senhora não fizer isso, vai continuar permitindo que uma pessoa inocente seja humilhada.
Renan: Lúcia tem razão. A senhora tem o dever de investigar isso a fundo. — Renan deu um passo à frente.
Diretora: Carla, você pode desbloquear o celular? Se não tiver nada a esconder, não há motivo para recusar. A pressão foi aumentando, e a diretora, depois de um longo suspiro, olhou para Carla.
Carla: Eu… não preciso provar nada!
Lúcia: Se você não tem culpa, por que está tão nervosa? — Com a voz carregada de firmeza:
A diretora ficou impaciente e, por fim, pediu novamente.
Diretora: Carla, me dê o celular.
Depois de mais algumas tentativas de recusa, Carla finalmente desbloqueou o aparelho, com as mãos tremendo. A diretora começou a ler as mensagens, e a expressão no rosto dela mudou completamente.
Diretora: Isso é inaceitável. Vocês realmente planejaram incriminar Flora.
Filipa: Isso não prova nada! Vocês nem sabem se essas mensagens são reais!
Júlia interrompeu.
Júlia: Então veja isso.
Ela entregou outro celular, com um vídeo das câmeras de segurança que haviam sido recuperadas. Era possível ver Carla entrando na sala da diretora e mexendo nos papéis, enquanto Filipa aguardava do lado de fora.
Renan: Isso é suficiente, diretora?
Diretora: Vocês duas estão suspensas até segunda ordem. E isso será levado à direção superior da escola. — A diretora, furiosa, apontou para Filipa e Carla.
Filipa, indignada, tentou argumentar.
Filipa: Isso não é justo! Tudo o que fiz foi tentar proteger Renan de…
Renan: Proteger? Você destruiu a reputação de uma pessoa inocente! — Renan cortou, irritado:
Filipa, vendo que não tinha mais saída, saiu da sala furiosa, puxando Carla junto.
Diretora: Flora, me desculpe por tudo isso. Eu deveria ter investigado melhor antes de tomar conclusões precipitadas. — Diretora, olhando para Flora
Flora: Só quero que isso acabe. — Flora, ainda abalada, respondeu baixinho:
A diretora assentiu e saiu da sala, deixando o grupo sozinho. Assim que a porta fechou, Flora se virou para Lúcia e Júlia.
Flora: Eu não sei o que faria sem vocês.
Lúcia: Você faria o mesmo por nós, tenho certeza. — Lúcia, sorrindo
Gabriel: E agora? O que você vai fazer?
Flora: Vou tentar seguir em frente. E torcer para que Filipa finalmente me deixe em paz. — Flora, suspirando
Mas, no fundo, ela sabia que isso estava longe de acabar.
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Atualizado até capítulo 30
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