8 Capítulo

Flora, sentindo o desconforto crescente, deu um passo para trás, tentando encontrar uma maneira de se desvencilhar da situação.

Flora: Eu realmente precisava ir. — Ela começou a se mover em direção à saída, mas Filipa foi rápida em interromper. Filipa queria manter o controle da situação e não deixar Flora escapar sem que ela tivesse a última palavra.

Filipa: Não seja apressada, Flora. A gente não se vê todos os dias, não é? — Filipa lançou um olhar para Renan, como se o estivesse pedindo permissão para continuar o jogo. Ele, por sua vez, parecia mais distante, mas sua expressão mostrava claramente que estava ficando irritado.

Renan: Filipa, acho que é melhor a gente ir. — Ele olhou para Flora com uma expressão pensativa, mas não conseguiu esconder a frustração. Algo na presença de Gabriel o deixava desconfortável.

Gabriel: Vai mesmo, Renan? Não parece tão animado para ir embora assim. — Gabriel não deixou de provocar. Ele estava se sentindo um pouco mais à vontade, apesar da tensão no ar. Ele sabia que estava mexendo com Renan, e isso o deixava mais confiante.

Filipa: Renan, deixa eles. Flora está bem com Gabriel.— Filipa se aproximou de Renan e colocou a mão sobre o braço dele, tentando acalmá-lo. Mas isso só fez aumentar a tensão entre os três.

Renan: Não gosto de ver ela sendo tratada assim... — Renan olhou diretamente para Gabriel, seus olhos mais frios agora. Ele queria defender Flora, mas sabia que não poderia fazer isso de forma agressiva.

Flora: Acho que todos precisamos de um pouco de espaço, né? Eu realmente preciso ir. — Flora se virou rapidamente, sem esperar pela resposta de ninguém, e foi até a porta da sorveteria, tentando escapar da situação que só parecia piorar a cada segundo.

Gabriel, notando a retirada de Flora, olhou uma última vez para Renan e Filipa antes de se virar para sair também.

Gabriel: Foi bom ver você, Flora. Até a próxima... — Ele disse de maneira casual, mas com uma carga de sarcasmo, dirigindo um olhar rápido para Renan, que não parecia mais interessado na conversa.

Filipa, vendo que Flora já estava se afastando, olhou para Renan com um olhar de reprovação.

Filipa: Não seja tão bobo, Renan. Você já tem tudo o que precisa. — Ela disse de maneira ríspida, claramente irritada, antes de se virar e sair da sorveteria com Renan, que a seguiu em silêncio, deixando Gabriel e Flora para trás.

Flora, agora na rua, sentiu o peso do momento. O encontro com Renan e Filipa a deixou com uma sensação estranha no peito, algo que ela não conseguia entender completamente. Ela olhou para o sorvete que ainda estava em suas mãos e suspirou.

Flora: O que está acontecendo comigo? — Ela balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos confusos. O caminho até sua casa parecia mais longo do que o normal. Ela sabia que algo estava prestes a mudar, mas não sabia o que exatamente.

Flora, ainda tentando organizar os próprios pensamentos, caminhava ao lado de Gabriel. Ele não disse mais nada, mas se manteve ao lado dela, como se soubesse que sua presença era o suficiente naquele momento.

Gabriel: Você mora por aqui, né? Posso te acompanhar até em casa? — Ele quebrou o silêncio com um tom calmo, como se já tivesse decidido que não a deixaria sozinha.

Flora: Não precisa, Gabriel, eu sei o caminho. — Ela respondeu, ainda um pouco hesitante, mas havia algo no olhar dele que a fez sentir que talvez fosse bom aceitar a companhia.

Gabriel: Eu insisto. Não custa nada. — Ele sorriu suavemente, ajustando o ritmo para caminhar ao lado dela. Sem argumentos, Flora apenas assentiu.

Enquanto seguiam em direção à casa dela, o silêncio predominava. Gabriel parecia respeitar o espaço de Flora, mas ao mesmo tempo, estava ali, atento a cada detalhe. Quando chegaram à porta da casa, ele parou ao lado dela, olhando-a com gentileza.

Gabriel: Pronto, missão cumprida. Agora você está segura. — Ele disse com um tom leve, tentando aliviar o clima, enquanto Flora se virava para ele, ainda surpresa com o cuidado que ele demonstrava.

Flora: Obrigada, Gabriel. De verdade. Você não precisava... — Ela olhou para ele com um misto de gratidão e curiosidade. Ele era sempre tão cuidadoso, mas algo nos gestos dele parecia mais profundo.

Gabriel: Eu faço porque quero, Flora. Se precisar de qualquer coisa, sabe onde me encontrar. — Ele deu um sorriso antes de se afastar, mas não sem antes lançar um último olhar.

Flora: Tchau, Gabriel. — Ela entrou em casa e fechou a porta lentamente, sentindo-se estranhamente aquecida pela gentileza dele. Sozinha, encostou-se na porta, ainda processando o momento.

Enquanto Gabriel se afastava pela rua, ele olhou brevemente para trás, quase como se quisesse ter certeza de que ela estava bem. Ele não sabia o que o futuro reservava, mas uma coisa era certa: ele faria o que fosse preciso para estar ao lado de Flora.

Flora fechou a porta da casa com um suspiro pesado. Ainda estava processando o encontro na sorveteria e o abraço de Gabriel. Quando se virou, não teve tempo de dar um passo antes de ouvir vozes apressadas e ansiosas.

Mãe de Flora: Flora! Graças a Deus, você está aqui!

— Sua mãe correu até ela, a expressão uma mistura de alívio e preocupação.

Pai de Flora: Onde você estava? Nós estávamos desesperados! — Ele apareceu logo atrás, cruzando os braços com um olhar severo, mas claramente aliviado por vê-la em segurança.

Avô de Flora veio da sala apoiado na bengala, a respiração levemente acelerada. Ele segurou o peito como se quisesse se certificar de que o coração estava no lugar.

Avô de Flora: Minha neta, você não sabe o susto que nos deu... achei que algo tivesse acontecido com você.

Flora, assustada com a reação, deu um passo para trás, tentando processar o porquê de todos estarem tão alarmados.

Flora: O que foi? Por que todo esse alarde?

Mãe de Flora: Você desapareceu, Flora! Seu celular estava desligado, já estávamos quase ligando para a polícia!

Pai de Flora: Não nos deixe assim de novo! Pensamos no pior.

Flora passou a mão pelo rosto, tentando conter o estresse que crescia. Ela não queria ter deixado todos assim, mas também precisava de um momento de paz.

Flora: Meu celular acabou a bateria, eu não planejei ficar fora por tanto tempo... eu só precisava de um pouco de espaço, só isso!

Avô de Flora: Espaço é importante, minha querida, mas precisamos saber onde você está. Se algo acontecesse com você... — Ele parou, claramente abalado.

Flora sentiu o peso da preocupação deles e abaixou a cabeça, segurando as próprias mãos.

Flora: Eu não queria preocupar vocês, juro. Desculpa.

Mãe de Flora: Nós entendemos que você precise de um tempo, mas precisamos que você se cuide, Flora. Somos sua família, queremos o melhor para você.

Flora suspirou e deu um leve sorriso para o avô, que ainda estava visivelmente abalado.

Flora: Eu prometo que vou ser mais cuidadosa...

Pai de Flora: É só isso que queremos ouvir. Agora venha, você deve estar cansada.

Eles a levaram para dentro, e enquanto a tensão diminuía, Flora sentiu o cansaço emocional tomar conta. Sabia que precisava lidar melhor com seus sentimentos e encontrar uma maneira de equilibrar suas necessidades com as da família.

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