Lúcia: Eu sou a Lúcia. Vi você chegando e pensei que já devia te dar as boas-vindas. Sou da sua turma! — Disse com um sorriso amigável.
Flora: Como você me conhece? — Perguntou, curiosa, olhando para Lúcia com interesse.
Lúcia: Ah, todo mundo na escola já sabe quem você é! Estavam falando sobre você lá na diretoria, que você é a nova aluna. E também me disseram que você veio de outra cidade... Eu sempre fico de olho nas novidades! — Disse rindo, como se fosse algo normal.
Flora: Ah, entendi. Acho que fui “notada” antes de entrar, então. — Riu timidamente, se sentindo um pouco mais à vontade.
Lúcia: Não se preocupa, logo vai se acostumar. Eu te mostro onde é a sala de aula. Vamos, o pessoal é tranquilo. — Sorriu, fazendo um gesto para Flora a seguir.
Lúcia me conduziu pelos corredores da escola, e aos poucos fui me sentindo mais tranquila. A maneira como ela me acolheu foi reconfortante.
Flora: Talvez esse lugar não seja tão ruim assim. — Pensou, enquanto caminhava ao lado de Lúcia.
Quando chegamos à sala de aula, Lúcia me indicou um lugar vazio perto dela.
Lúcia: Aqui está ótimo! Senta aí, vai ser divertido. — Apontou para o lugar ao seu lado, animada.
Eu me sentei e ela se acomodou ao meu lado, conversando comigo sobre a escola e algumas matérias. Assim que o professor entrou, todos ficaram em silêncio.
Professor: Bom dia, turma! Vamos começar o primeiro dia de aula com calma. — Disse, com uma voz calma e autoritária.
A aula começou, e apesar da minha ansiedade inicial, comecei a me sentir mais relaxada com a presença de Lúcia ao meu lado. O fone no meu pescoço parecia me conectar a um mundo mais familiar, me dando um pouco de conforto enquanto tentava me enturmar. Talvez, depois de tudo, esse novo começo não fosse tão assustador quanto eu imaginava.
A aula seguiu tranquila, e aos poucos fui me acostumando com os rostos novos ao meu redor. Lúcia continuava me ajudando, me explicando algumas coisas sobre a escola e a turma, o que me deixou mais à vontade. Durante o intervalo, ela me convidou para sentar com ela e alguns outros alunos.
Lúcia: Vem cá, senta com a gente! O pessoal daqui é bem legal. — Disse com um sorriso amigável, enquanto se levantava.
Flora: Tá bom, vou aceitar o convite. — Tentou sorrir, agradecendo o convite.
Fomos até uma mesa onde estavam mais três pessoas. Um rapaz com cabelos curtos e um sorriso fácil, uma garota de cabelo liso e óculos grandes, e outro rapaz com o cabelo um pouco mais longo e uma atitude tranquila.
Lúcia: Apontando para os amigos — Essa é a Júlia, o Gabriel e o Henrique. Gente, essa é a Flora, a nova aluna. — Apresentou, sorrindo, com um brilho amigável no olhar.
...Lúcia👇...
Júlia: Oi, Flora! Eu vi você lá na sala. Como está se saindo? — Disse sorrindo, olhando com simpatia para Flora.
Flora: Oi, Júlia. Acho que estou indo bem... até agora— Tentou relaxar, sorrindo timidamente.
Gabriel: Deve ser difícil mudar de escola. Eu nunca ia conseguir. — Olhou para Flora com interesse, como se realmente se preocupasse com a situação dela.
...Gabriel👇...
Flora: É, não é fácil, mas... acho que me adapto. — Riu nervosamente, tentando disfarçar a ansiedade.
Henrique: Não se preocupa, logo você vai se enturmar. E, se precisar de alguma coisa, é só falar. A gente está sempre aqui para ajudar. — Disse, dando um sorriso amigável, transmitindo uma sensação de acolhimento
...Henrique...
Flora: Já volto, vou pegar alguma coisa na cantina. — Olhou para Lúcia, fazendo um gesto de despedida antes de caminhar em direção à cantina.
Lúcia: Beleza! Se precisar de ajuda, é só chamar. — Respondeu, sorrindo e acenando enquanto Flora se afastava.
Caminhei até a cantina, ainda com o fone pendurado no pescoço, e observei as opções no cardápio. Escolhi um salgado de frango com catupiry.
Enquanto eu esperava na fila para pagar o salgado, senti alguém se aproximando. Antes que eu pudesse reagir, uma voz confiante surgiu ao meu lado.
Garoto: Você é nova aqui, né? Difícil não notar. —Disse, com um sorriso descontraído e postura confiante.
Virei-me rapidamente e vi um garoto alto, com cabelos castanhos perfeitamente arrumados e um sorriso que parecia praticado no espelho. Ele tinha uma postura descontraída, quase desafiadora.
Flora: É... sou nova. — Respondeu, desconcertada, tentando se recompor.
Garoto: Imaginei. Ninguém aqui esquece um rosto bonito. — Disse com um sorriso de canto, olhando-a de forma avaliativa.
Fiquei sem reação por alguns segundos. O jeito como ele falou, com tanta naturalidade, me deixou desconfortável e lisonjeada ao mesmo tempo.
Flora: Obrigada... — Tentou manter a calma, mas estava visivelmente desconcertada.
Ele deu um passo para o lado, me olhando como se estivesse me analisando.
Renan: Sou o Renan. E você? — Perguntou, com um tom casual, como se já se sentisse à vontade para conversar.
...Renan👇...
Flora: Flora.
Renan: Flora... gostei. Um nome bonito para alguém tão interessante.
Antes que eu pudesse responder, uma voz alta e cheia de autoridade ecoou da entrada da cantina.
Garota: Renan! O que você pensa que está fazendo?— Disse, irritada, aproximando-se rapidamente de Renan e o encarando com um olhar severo.
Virei-me para encontrar a dona da voz. Era uma garota deslumbrante, com roupas impecáveis, maquiagem perfeita e um olhar que misturava irritação e desprezo. Ela marchou em nossa direção como se a cantina inteira fosse dela.
...Filipa👇...
Garota: Quem é ela? — Perguntou, olhando para Flora de cima a baixo com um olhar crítico e desdenhoso, avaliando Flora com desconfiança.
Renan: Relaxa, Filipa. Só estou dando boas-vindas à nova aluna. Isso é crime agora? — Disse calmamente, mas com um tom provocador, como se se divertisse com a situação.
Filipa: Não é crime, mas não é como se ela precisasse da sua atenção. — Respondeu sarcasticamente, olhando para Flora com um sorriso forçado, antes de lançar um olhar que parecia dizer: “Fique no seu lugar.”
Flora: Eu... só estou comprando um salgado. — Disse desajeitada, sentindo a tensão no ar enquanto tentava explicar sua presença ali.
Filipa: Que ótimo! Seja bem-vinda, então. Só cuidado para não se meter onde não deve. — Falou com um sorriso falso, claramente tentando estabelecer seu domínio.
Renan: Filipa, para com isso. Você tá assustando a garota. — Riu baixo, tentando aliviar a tensão, mas não parecia muito convencido por suas próprias palavras.
Filipa: Vamos, Renan. Não temos tempo para perder com... conversas desnecessárias.— Disse, puxando-o para longe de Flora com firmeza, como se estivesse reivindicando sua “propriedade”.
Renan: Até mais, Flora. — Disse, dando uma última olhada em Flora antes de ser arrastado por Filipa.
Fiquei ali parada, com o salgado na mão, enquanto eles se afastavam. Não sabia se sentia raiva, nervosismo ou alívio.
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Atualizado até capítulo 30
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