Carta
Você não me conhece, mas está me vendo agora. Cada passo seu foi observado, cada palavra sua registrada. Não se engane, Flora. Você está mais próxima de algo grande do que imagina. A cada dia, mais uma peça do quebra-cabeça se encaixa. Cuidado com o que deseja.
Flora: Quem... quem escreveu isso? — Ela virou a carta, procurando mais alguma pista, mas não havia assinatura, nem um simples "de" ou "assinado". A letra era completamente estranha, impossível de identificar de quem era.
Flora segurou a carta com as mãos trêmulas, sentindo um frio estranho no estômago. Aquela mensagem era inquietante, misteriosa. A sensação de estar sendo observada tomou conta dela, como se alguém a estivesse observando a cada movimento, esperando algo acontecer.
Flora: O que significa isso? Como isso apareceu aqui? — Ela olhou ao redor, mas o quarto estava vazio. As cortinas da janela estavam fechadas, como sempre. Nenhum som, nenhum movimento. Só o peso daquela carta nas suas mãos, como um segredo pesado demais para carregar sozinha.
Com uma sensação estranha de desconforto, Flora guardou a carta no fundo da gaveta, sem saber o que fazer com ela. O mistério que envolvia aquele papel parecia maior do que ela imaginava. E, por mais que tentasse não pensar nisso, a sensação de estar sendo observada não a deixou durante o resto da noite.
Após encontrar a carta misteriosa, Flora passou a noite inquieta, revirando-se na cama enquanto pensamentos confusos a assombravam. A sensação de estar sendo observada não a deixava em paz, e o conteúdo enigmático da carta ecoava em sua mente.
Na manhã seguinte, ao descer para o café, encontrou seu avô já à mesa, lendo o jornal.
José: Dormiu bem, minha querida? — Ele perguntou, levantando os olhos por cima dos óculos.
Flora: Mais ou menos, vovô. Tive um sonho estranho.
— Ela respondeu, tentando disfarçar a preocupação.
Durante o trajeto para a escola, Flora encontrou Lúcia no caminho.
Lúcia: Oi, Flora! Tudo bem? — Lúcia sorriu, ajustando a alça da mochila.
Flora: Oi, Lúcia. Tudo bem, e você? — Flora tentou sorrir, mas sua mente ainda estava presa à carta.
As aulas passaram lentamente, e Flora mal conseguia se concentrar. A imagem da carta e suas palavras misteriosas não saíam de sua cabeça.
Ao voltar para casa, Flora encontrou seu pai, na sala, revisando alguns documentos do hospital.
Alexandre: Oi, filha. Como foi a escola hoje? — Ele perguntou, sem levantar os olhos dos papéis.
Flora: Foi tudo bem, pai. — Ela respondeu automaticamente, sua mente ainda presa à carta.
Decidida a descobrir mais sobre o remetente misterioso, Flora subiu para o quarto e retirou a carta da gaveta. Observou cada detalhe: o papel amarelado, a caligrafia irregular, a ausência de assinatura. Virou o envelope de um lado para o outro, procurando por qualquer pista que pudesse ter passado despercebida.
De repente, notou uma leve marca d'água no canto inferior do papel, algo que não havia percebido antes. Era um símbolo pequeno, quase imperceptível: uma lua crescente entrelaçada com uma estrela.
Flora: O que isso significa? — Ela murmurou para si mesma, intrigada.
Determinada a desvendar o mistério, Flora decidiu investigar mais a fundo. Pesquisou na internet sobre o símbolo, mas não encontrou nada conclusivo. Resolveu, então, visitar a biblioteca local no dia seguinte, na esperança de encontrar alguma referência que a ajudasse a entender quem poderia estar por trás daquela carta enigmática.
A noite chegou, e Flora deitou-se, o coração acelerado com a perspectiva de sua investigação. Mal podia esperar pelo dia seguinte, determinada a descobrir a verdade por trás da misteriosa carta que havia surgido em sua vida.
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Dia seguinte
Após encontrar a carta misteriosa, Flora decidiu manter o segredo para si mesma, determinada a desvendar o enigma sem envolver mais ninguém. A cada dia, sua curiosidade aumentava, e ela se via cada vez mais imersa na busca por respostas.
Durante as aulas, sua mente frequentemente vagava, relembrando detalhes da carta e tentando decifrar o significado do símbolo enigmático. Nos intervalos, enquanto Lúcia e os outros colegas conversavam animadamente, Flora se afastava discretamente, aproveitando o tempo para refletir sobre possíveis pistas.
Certa tarde, após a escola, Flora decidiu explorar a biblioteca local em busca de informações que pudessem ajudá-la. Percorreu as estantes repletas de livros antigos, procurando por obras que mencionassem símbolos semelhantes ao que encontrara na carta. Após horas de pesquisa, encontrou um livro sobre simbologia antiga que apresentava uma figura semelhante: uma lua crescente entrelaçada com uma estrela mas não conseguiu encontrar informações conclusivas sobre o significado específico daquele emblema.
Frustrada com a falta de respostas, Flora decidiu que, por enquanto, manteria as cartas em segredo, aguardando que novas correspondências ou eventos futuros trouxessem mais clareza sobre o enigma que a intrigava.
Durante a noite, o pai de Flora revelou uma notícia não muito agradável para ela, que já estava se adaptando ao lugar em que estavam.
Alexandre: Vamos nos mudar novamente dentro de três meses. — Olhou para todos na mesa, esperando alguma reação.
Kátia: Outra mudança? — Suspirou, cruzando os braços. — Já sabíamos que isso podia acontecer, mas não deixa de ser cansativo.
José: Mudanças fazem parte da vida. — Mexeu no café com calma. — A questão é para onde vamos dessa vez.
Flora: Três meses? — Apertou os lábios, tentando esconder a decepção. — Achei que ficaríamos mais tempo aqui.
Alexandre: Eu sei que é difícil, filha. — Passou a mão pela nuca, com um olhar culpado. — Mas é a melhor oportunidade que temos agora.
Kátia: E dessa vez, podemos organizar tudo com calma. — Tentou soar otimista. — Nada de correria na última hora.
José: E não importa onde estejamos, o importante é estarmos juntos. — Sorriu de leve, tentando animar Flora.
Flora: É, eu sei... — Baixou os olhos para o prato, mexendo a comida com o garfo. — Só queria poder me estabelecer em algum lugar.
Alexandre: Vai dar certo, filha. — Tocou o ombro dela, tentando reconfortá-la. — Vamos enfrentar isso juntos, como sempre.
Flora: Eu não tô com fome. Vou para o meu quarto. — se levantando da mesa, tentando controlar a frustração
Flora saiu da mesa rapidamente, sentindo o peso da conversa ainda pairando no ar. Subiu as escadas, sem olhar para trás, e entrou em seu quarto. Ela se jogou na cama, sentindo o coração apertado. Olhou pela janela, com a cortina ainda fechada, e suspirou profundamente.
Flora: Como pode ser tão difícil... sempre a mesma coisa, toda vez.
Flora decidiu sair para caminhar, tentando clarear os pensamentos depois de tudo o que estava acontecendo em sua vida. Ela passeava pelas ruas tranquilas, com a mente ocupada, quando, ao virar uma esquina, avistou Renan de longe. Ele estava caminhando ao lado de uma garota. A cena a pegou de surpresa, pois ele estava com alguém que não era Filipa, sua namorada. A garota parecia ser um pouco mais baixa que ele, com cabelos longos e escuros, e vestia uma jaqueta vermelha. Eles conversavam animadamente, e o sorriso de Renan era largo, algo que Flora raramente via quando estava com Filipa.
Flora parou, tentando se esconder atrás de uma árvore para não ser vista. Ela não sabia o que fazer com aquela situação. A curiosidade começou a tomá-la, e ela pensava se deveria se aproximar ou continuar observando de longe.
Enquanto Renan e a garota passavam, Flora sentiu um aperto no peito. Algo naquela cena parecia errado. Era estranho ver Renan tão à vontade com outra garota, e ela se perguntava quem era ela e o que estava acontecendo.
Flora: Quem é ela? E por que ele está tão confortável com ela? Não pode ser só uma amiga.
Ela caminhava em silêncio, tentando manter distância, mas o seguia cuidadosamente, torcendo para não ser notada. Os passos de Renan estavam cada vez mais rápidos, e ele parecia não perceber que ela o estava seguindo. De repente, ele virou em uma esquina e, quando Flora alcançou o local, ele já não estava mais lá.
Flora: Como ele desapareceu tão rápido? Onde ele foi?
Ela olhou para os dois lados, sem conseguir vê-lo em nenhum dos caminhos. Sentiu um frio na espinha, como se algo estivesse errado. Tentou andar mais rápido, procurando-o, mas o som dos seus próprios passos na rua silenciosa parecia mais alto do que nunca. Ela começou a se sentir inquieta, até que...
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Gigliolla Maria
estranho esse renam
2025-02-19
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