Renan: Sobre você ir embora. — disse com um tom suave, mas os olhos cheios de curiosidade.
Flora: Como você sabe disso? — perguntou, surpresa e desconfiada, cruzando os braços.
Renan: Eu ouvi a diretora falando com sua mãe. — ele deu um sorriso de canto, tentando amenizar a situação. — Não foi intencional, mas tava lá e acabei escutando.
Flora ficou sem palavras por um momento, tentando processar o que ele dizia.
Flora: Eu não contei pra ninguém porque ainda não é certo.
Renan: Mesmo assim, podia ter falado comigo. — ele inclinou a cabeça levemente, o tom provocador surgindo no sorriso. — Ou tá querendo fugir de mim?
Flora: Não seja ridículo. — respondeu, revirando os olhos, mas sentindo o rosto esquentar.
Renan: Só tô dizendo... — ele deu de ombros, mas a voz manteve um tom carinhoso. — Se você for embora, eu vou sentir falta de ter alguém pra implicar todo dia.
Flora deu um sorriso pequeno, mesmo tentando manter a postura séria.
Flora: Talvez eu sinta falta disso também.
Renan pareceu surpreso por um momento, mas logo voltou a sorrir, daquele jeito que sempre fazia Flora se sentir desconcertada.
Renan: Então não vai embora. — disse, meio brincando, mas com uma sinceridade que ela não esperava.
Flora o encarou, o coração acelerado. As provocações dele sempre a deixavam sem saber como reagir, mas, naquele momento, havia algo mais naquelas palavras. Algo que ela não sabia se estava pronta para lidar.
Flora olhou para Renan, tentando entender se ele estava falando sério ou apenas brincando, como sempre fazia.
Flora: Você fala isso como se fosse tão simples. — disse, tentando manter a calma, mas o nervosismo se refletia em seu tom de voz.
Renan deu um passo mais perto dela, como se estivesse ponderando as palavras.
Renan: Não é simples, eu sei... — respondeu, com a voz mais baixa, mas ainda com aquele toque provocador. — Mas acho que você tem mais opções do que imagina.
Flora: O quê? — perguntou, um pouco desconcertada pela forma como ele estava falando.
Renan: Você não precisa tomar decisões sozinha, Flora. — ele sorriu, suavemente, como se estivesse tentando acalmá-la. — Se precisar de alguém para conversar, eu tô aqui.
Flora engoliu em seco. Não esperava esse lado mais sério de Renan, e isso a deixou ainda mais confusa. Ele sempre fora provocador, brincalhão, mas agora parecia falar de forma diferente.
Flora: Eu... não sei o que fazer. — disse, olhando para o chão, sem saber como reagir às palavras dele.
Renan: Você não precisa saber agora. — ele inclinou a cabeça para o lado, com um sorriso carinhoso, mas ainda mantendo a provocação na voz. — Só pensa no que é melhor para você.
Flora sentiu o peso das palavras dele, como se estivessem carregadas de algo que ela não podia identificar. Ela olhou nos olhos dele, tentando entender o que ele queria dizer com tudo aquilo.
Flora: E você, o que pensa sobre isso? — perguntou, sem saber ao certo por que estava perguntando, mas sentindo que, de algum jeito, precisava saber.
Renan sorriu, aquele sorriso que ela conhecia tão bem.
Renan: Eu... — fez uma pausa, como se estivesse decidindo se deveria ou não continuar. — Eu acho que, se você for, vou sentir sua falta mais do que imagina.
Flora ficou em silêncio, observando-o. Havia algo na forma como ele dizia aquilo que a fazia questionar tudo o que sentia. Ela nunca pensou que Renan poderia ser tão direto, e agora ela estava completamente perdida.
Renan percebeu o desconforto de Flora e, sem dizer mais nada, fez um gesto com a mão.
Renan: Vamos, te acompanho até em casa. — disse com um sorriso descontraído, mas ainda demonstrando que se importava.
Flora hesitou por um momento, mas, sem muitas opções, aceitou. Eles caminharam em silêncio pelas ruas, a luz suave do final da tarde iluminando seus rostos enquanto o vento suave balançava os cabelos de Flora. Ela não sabia o que pensar sobre tudo aquilo—Renan parecia estar em um lugar diferente, mais maduro, mas sua provocação ainda estava presente, como sempre.
Quando chegaram na porta de sua casa, Renan parou e se virou para ela, com um sorriso mais sério, porém carinhoso.
Renan: Aqui é onde eu te deixo. — ele deu um passo à frente, parecendo hesitar um pouco.
Flora: Obrigada por me acompanhar. — ela sorriu, sentindo-se estranhamente grata, mas também nervosa.
Renan olhou para ela por um momento, a expressão dele suavizando. Então, ele puxou o celular do bolso e, antes que Flora pudesse entender o que ele estava fazendo, digitou algo rapidamente.
Renan: Esse é meu número. — disse, estendendo o celular para ela. — Se precisar de qualquer coisa... ou se quiser conversar, só me chamar, tá?
Flora ficou surpresa com o gesto. Ela olhou para o número na tela, hesitando. Nunca imaginou que Renan fosse tão direto em relação a isso. Ele sempre a provocou, mas agora parecia genuíno, e isso a fazia se sentir desconcertada.
Flora: Você é... muito direto, sabia? — disse, tentando disfarçar o nervosismo, mas sorrindo.
Renan: Não tenho tempo para rodeios. — ele sorriu, um sorriso caloroso e provocador ao mesmo tempo. — E, claro, me avise se mudar de ideia sobre ir embora.
Flora sentiu uma mistura de emoções. Ela não sabia o que fazer com aquele gesto, mas, de alguma forma, algo em seu peito parecia mais leve agora.
Flora: Pode deixar. — ela aceitou o celular dele, sentindo o coração batendo mais rápido, antes de guardar o número com cuidado.
Renan: Até mais, Flora. — ele deu um sorriso e, sem dizer mais nada, virou-se para ir embora, mas parou por um momento e olhou para trás. — E, só pra constar, você vai me fazer falta se for.
Flora observou ele se afastar, a sensação de confusão e expectativa misturando-se em sua mente. Ela não sabia o que o futuro reservava, mas, por algum motivo, sentia que Renan não era alguém que ela poderia simplesmente ignorar.
Flora chegou em casa e chamou por seus pais e avô, mas ninguém respondeu. Na cozinha, encontrou um bilhete da sua mãe explicando que ela tinha ido ao mercado com seu avô e que seu pai estava no trabalho. Flora suspirou, sentindo o silêncio da casa. Rapidamente preparou um prato simples para o almoço e sentou-se à mesa, ainda pensativa.
Enquanto terminava de almoçar, o celular tocou. Era Lúcia.
Flora: Oi, Lúcia! — Ela atendeu, tentando soar animada.
Lúcia: Oi, Flora! Tudo bem? Pensei em te chamar pra gente estudar juntas. O que acha? — Lúcia sugeriu, com o tom animado.
Flora: Parando por um momento, Flora olhou ao redor da casa vazia e teve uma ideia — Na verdade, que tal você vir até a minha casa? A gente pode conversar e estudar aqui.
Lúcia: Surpresa, mas curiosa, Lúcia concordou. Sério? Claro, passa o endereço que já estou indo!
Flora: Tá bom, anota aí... Ela ditou o endereço.
Lúcia: Com um sorriso na voz, respondeu: Já estou a caminho!
Flora desligou o celular e começou a organizar a sala, tentando deixar tudo pronto para a chegada da amiga.
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Atualizado até capítulo 30
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