5 Capítulo

Renan: Então, Flora, estava me seguindo ou só dando uma de espiã? – Sorrindo, ele olhou para ela com um sorriso divertido.

Flora: Não estava te seguindo, só estava dando uma volta por aí. – Tentando disfarçar, ela olhou para o chão, nervosa.

Renan: Claro, claro... só dando uma voltinha pela rua à noite, sem mais nem menos. – Arqueando uma sobrancelha ele cruzou os braços, rindo baixo.

Flora: Exatamente. – Com um sorriso forçado, ela olhou para o lado, desconfortável.

Renan: Tá bom, não precisa se justificar. Eu entendo. Todo mundo tem seus momentos de curiosidade, né? – Rindo, ele se aproximou mais dela, com um tom de brincadeira.

Flora: Não é isso. Só... só queria caminhar um pouco. – Desviando o olhar, ela tentou manter a calma.

Renan: Então, você não está fugindo de nada, não? Não está tentando me seguir ou investigar a minha vida, né? – proximando-se dela, ele sorriu de forma provocadora.

Flora: Não, claro que não. Eu nem sei o que você está falando. – sentindo-se incomodada, ela tentou se afastar um pouco.

Renan: Você é boa nisso, sabia? Não dá pra perceber nada, fica toda séria e desconcertada... Mas, se você estivesse realmente me seguindo, ia ser uma ótima espiã. – ele deu uma risada baixa.

Flora: Eu não estava te seguindo! – ela ficou um pouco mais tensa.

Renan: Relaxa, Flora, estou só brincando. Não se assuste. – ele deu um sorriso tranquilo, mas os olhos ainda brincavam.

Renan: Eu vou te acompanhar até em casa. Não se preocupe, vou só garantir que você chegue em segurança. – com um sorriso travesso, ele deu um passo à frente, olhando-a com um sorriso desafiador.

Flora: Não precisa, sério. Eu posso ir sozinha, não tem problema. – ela tentou desviar, mas Renan não deu espaço.

Renan: Nada disso, Flora. Vai ser rápido. Só me deixe ser cavalheiro por uma vez. – ele a observou de perto, dando um sorriso descontraído.

Flora: Não é necessário, Renan. Eu não gosto de ser acompanhada o tempo todo. – ela se afastou um pouco, mas ele continuou a caminhar ao lado dela.

Renan: Relaxa, é só uma caminhada. Vai ser tranquilo. Eu só não consigo deixar uma garota como você andar sozinha à noite. – dando um passo mais perto, ele sorriu de forma charmosa, mantendo o ritmo.

Flora: Por que ele não desiste? – pensando consigo mesma, ela olhou para o chão, tentando não demonstrar incomodada, mas sentindo uma certa pressão.

Após mais alguns minutos de caminhada, Flora olhou para a rua e parou.

Flora: Aqui é a minha casa. – ela apontou para o portão à frente.

Renan: Ah, entendi. – ele olhou para ela, ainda sorrindo, mas sem insistir.

Flora: Agora você pode ir.

Renan: Tudo bem, então. Fica bem, Flora. – ele se aproximou e, para surpresa dela, deu um rápido beijo na bochecha dela.

Flora: O que você está fazendo? – ela se afastou imediatamente, tocando sua bochecha com a mão, sem saber o que fazer.

Renan: Só uma despedida. Fica tranquila. – ele começou a se afastar, dando-lhe uma última olhada antes de virar a esquina.

Flora ficou parada por um momento, ainda processando o que aconteceu. Ela não sabia como reagir, e, finalmente, entrou em casa rapidamente, fechando a porta atrás de si.

No dia seguinte, Flora acordou cedo, mas o peso da carta ainda estava em sua mente. Ela se arrumou automaticamente, sem muita vontade de encarar mais um dia, mas algo dentro dela a impulsionava a ir à escola. Ao sair de casa, Lúcia estava lá, como sempre, pronta para acompanhá-la.

Lúcia: E aí, como você está hoje? Preparada para mais um dia? — sorri enquanto ajeita a mochila no ombro

Flora: Acho que sim. Só... um pouco cansada. — tenta sorrir, mas abaixa o olhar e mexe na alça do fone no pescoço

Lúcia: O que aconteceu? Está com alguma coisa na cabeça? — inclina a cabeça, observando Flora com atenção

Flora: Não, é só... coisa de escola mesmo. Nada de mais. — hesita, cruzando os braços como se estivesse desconfortável

Lúcia: Se precisar conversar, é só falar. Sabe que pode contar comigo, né? — toca de leve no braço de

Flora e sorri com gentileza

Flora: Claro, obrigada. — acena com a cabeça, dando um pequeno sorriso, enquanto ajeita os cabelos

Enquanto caminhavam para a escola, Flora não conseguia parar de pensar na carta. Quem estaria por trás daquelas palavras misteriosas? E, o mais importante, o que significavam? Ela sentiu que algo estava prestes a acontecer, mas não sabia o quê.

Ao chegarem na escola, tudo parecia como sempre: os mesmos grupos de amigos, os professores se preparando para as aulas, e, claro, o movimento constante dos alunos. Mas, apesar de estar rodeada de pessoas, Flora se sentiu estranhamente sozinha, como se estivesse envolta em um mistério que ninguém mais sabia.

Durante o intervalo, Flora estava na fila da cantina quando viu Renan de longe. Ele estava conversando com seus amigos, rindo e jogando conversa fora, mas algo nele parecia diferente. Ela não sabia o que era, mas havia algo em seu comportamento que parecia... estranho, como se ele estivesse escondendo algo.

Ela não conseguiu resistir e, discretamente, observou Renan, tentando entender se havia alguma pista que a conectasse com o mistério das cartas.

Renan: O que foi? Está me espionando? — olha diretamente para Flora, notando seu olhar curioso

Flora: Não, é só... nada. Eu estava pensando. — desvia o olhar rapidamente, visivelmente desconcertada, e mexe no fone no pescoço

Renan: Pensando? Não parece muito convencida. Se quiser conversar, é só me chamar. — dá um sorriso de lado, cruzando os braços de forma descontraída

Flora: Eu... vou pegar algo para comer. Já volto. — tenta desviar a atenção enquanto se vira para sair apressada

Flora se afastou rapidamente, sentindo um misto de desconforto e curiosidade. As palavras de Renan ecoavam em sua mente; ela não sabia se ele estava apenas brincando ou se havia algo mais por trás de seu tom. Com o coração acelerado, ela não podia ignorar que a carta misteriosa, guardada às pressas em sua bolsa, parecia conectada a tudo isso

Depois de pegar seu lanche na cantina, Flora se sentou com seus amigos. Eles conversaram sobre os trabalhos da escola e provas , mas Flora mal conseguia se concentrar. A carta continuava a rondar seus pensamentos, e a breve interação com Renan ainda a deixava inquieta.

Quando o sinal tocou, indicando o fim das aulas, Flora arrumou suas coisas e seguiu para casa. No quarteirão onde costumava se despedir de Lúcia, parou para dar um abraço na amiga.

Flora: Até amanhã, Lúcia. Descansa e não esquece de revisar para a prova de matemática. — sorriu, tentando parecer tranquila.

Lúcia: Pode deixar. E você, não fica pensando demais, hein? Qualquer coisa, me chama. — disse com um olhar carinhoso antes de seguir para sua rua.

Flora suspirou, ajeitando o fone no pescoço enquanto continuava caminhando. Foi então que ouviu passos apressados atrás dela.

Renan: Flora, espera!

Ela parou e se virou, surpresa. Renan vinha caminhando rápido, com as mãos nos bolsos e o semblante mais sério do que o habitual.

Flora: O que foi? — perguntou, tentando esconder o nervosismo.

Renan: Quero conversar com você. — ele parou a alguns passos dela, olhando-a com intensidade.

Flora: Sobre o quê? — tentou manter a calma, mas o tom dele a deixava desconfortável...

Flora observava Renan parado à sua frente, como se estivesse decidindo as palavras certas para dizer. Antes que ele pudesse continuar, o celular dele começou a tocar.

Ele deu uma rápida olhada na tela e suspirou ao ver o nome que aparecia: Filipa.

Flora: Não vai atender? — perguntou, tentando soar indiferente, mas claramente curiosa.

Renan: Não agora. — ele apertou o botão para silenciar o celular e colocou o aparelho no bolso.

Flora arqueou as sobrancelhas, surpresa. Não era comum ele ignorar ligações, especialmente de Filipa, sua namorada.

Flora: Problemas no paraíso?

Renan: Não. — respondeu, mas seu tom não era ríspido; parecia mais cansado.

Antes que pudessem continuar a conversa, o celular tocou novamente. Renan olhou para a tela e bufou, como se estivesse sem paciência.

Renan: Só um segundo. — disse, atendendo a ligação e se afastando alguns passos de Flora.

Renan: O que foi, Filipa? — falou com um tom baixo, mas não o suficiente para Flora não ouvir.

Do lugar onde estava, Flora conseguiu captar pedaços da conversa.

Renan: (...) Eu tô ocupado agora. (...) Não, não é nada disso. (...) Depois a gente fala, tá?

Ele encerrou a ligação rapidamente, guardando o celular no bolso com um olhar frustrado.

Renan: Desculpa por isso. Onde a gente estava?

Flora: Eu não sei... talvez na parte onde você ignora sua namorada para falar comigo? — ela soltou, tentando esconder o tom provocador.

Renan: Não começa. — ele sorriu de lado, mas havia um certo desconforto em seu olhar. — Filipa não tem nada a ver com o que eu queria te dizer.

Flora: E o que você queria me dizer?

Renan respirou fundo, o olhar sério voltando ao rosto.

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