11 Capítulo

Flora tentou manter a calma, mas seu coração estava acelerado. Renan, ao perceber que ela estava tentando se afastar, fez um movimento brusco e a puxou pela mão, levando-a em direção ao estacionamento. Ela hesitou, mas com medo de uma cena ainda maior na frente de todos, seguiu com ele.

Flora: Renan, me solta! Eu não quero conversar com você agora.

A voz dela estava tensa, mas Renan não parecia —ouvir. Ele olhou para ela com uma expressão misturada de frustração e um toque de arrependimento, mas não a soltou.

Renan: Eu não estou conseguindo aceitar, Flora... Não consigo ver você tão próxima dele, Gabriel. Você me confundiu. — A cada passo, ele falava com mais raiva, e Flora tentava se soltar, mas o aperto em sua mão não a deixava.

Flora: Não tem nada entre eu e Gabriel, Renan. Você precisa parar com isso! — Ela tentou ser firme, mas a presença dele e a intensidade da situação estavam dificultando qualquer reação. Ele parecia perdido em seus próprios sentimentos.

Renan: Você não percebe que está me machucando?

— Ele olhou para ela com uma mistura de dor e raiva, tentando fazer Flora entender o que ele estava sentindo.

Flora:Você não tem direito de me controlar! — Ela tentou ficar firme, mas sabia que a situação estava ficando cada vez mais desconfortável e que ele estava alterado.

Chegando ao estacionamento, Flora olhou ao redor, percebendo que estavam longe do centro da festa. A escuridão e o silêncio tornaram tudo mais tenso. Ela sentiu o medo se instalar, mas tentava manter o controle, olhando para Renan.

Flora: Renan, eu não vou ficar aqui discutindo mais. Deixa eu voltar pra dentro, por favor. — Ela falou de maneira calma, tentando apaziguar a situação, mas Renan, que estava quase bêbado, não a soltava.

Renan: Eu não consigo entender. Eu não posso deixar você com ele... — Ele parecia confuso, as palavras saindo de maneira desconexa, e Flora percebeu que ele estava fora de si. Ela precisava encontrar uma maneira de sair daquela situação.

Flora: Eu não sou sua, Renan! Não vou permitir que você me trate assim! — Ela gritou, mais uma vez tentando se afastar. Sentiu um impulso de liberdade, mas Renan estava obcecado com suas próprias emoções, e isso estava começando a ficar mais evidente.

Com uma última tentativa de escapar, Flora olhou para a entrada do estacionamento, pensando que, se conseguisse chamar a atenção de alguém, poderia sair dali. Mas Renan ainda estava ali, sem entender o que estava acontecendo, preso em seus próprios sentimentos. Ela sabia que precisava ser firme e não ceder a um jogo que não estava disposta a jogar.

Flora, depois da conversa tensa com Renan, achou que seria melhor ir embora. Ela já estava exausta, mas, antes de sair, percebeu algo que a fez parar. De longe, viu Renan caminhando pela rua, tonto e cambaleante, claramente bêbado. O medo a invadiu instantaneamente. Sozinho, àquela hora da noite, ele estava em risco.

Flora pensou que não podia deixar ele assim e correu atrás dele. A princípio, conseguiu ver apenas sua silhueta, mas logo ele desapareceu da sua vista. Com o coração acelerado, pegou o celular e ligou para ele. O som do toque parecia interminável, mas ninguém atendeu. Ela ligou novamente, e nada.

Flora, nervosa, sussurrou para si mesma, procurando por ele em todos os cantos da rua. Olhou para os lados e, desesperada, virou a esquina. Foi quando finalmente o viu. Renan estava sentado em um banco da praça, de cabeça baixa, parecendo completamente perdido.

Flora se aproximou dele, com o coração batendo forte. Ela não sabia o que esperar, mas o medo de ele fazer algo impulsivo a fazia caminhar mais rápido.

Flora: Renan, o que você está fazendo aqui sozinho?

— Ela se agachou ao lado dele, tocando seu ombro suavemente, mas ele não respondeu. Sua expressão estava distante, como se não estivesse ali.

Flora:Renan, me escuta. Você precisa voltar para casa. Não pode ficar aqui assim. — Ele levantou os olhos devagar, como se demorasse para reagir ao que ela estava dizendo. A voz dele saiu baixa, arrastada.

Renan: Eu não sei o que está acontecendo... não consigo mais lidar com isso... — Flora se aproximou mais, preocupada, e tentou acalmá-lo.

Flora: Renan, você está bêbado. Você precisa de ajuda. Vamos sair daqui, você não pode ficar sozinho. — Ela estendeu a mão para ele, mas ele parecia incapaz de se levantar. Flora, com dificuldade, o ajudou a se erguer, colocando seu braço ao redor dele para sustentá-lo.

Flora: Você vai me ajudar, não é? Só precisamos sair daqui. — Renan tentou dar um passo, mas tropeçou. Flora, com esforço, o segurou para evitar que caísse.

Flora: Vamos, Renan. Não está seguro aqui. Vou te levar para casa. — Ela o guiou com cuidado, passo a passo. Renan estava tonto, mas ela não deixou de segurá-lo firme.

Flora: Me escuta, Renan. Você não pode ficar aqui. Vamos logo.

Renan: Não... não sei se consigo... tudo está girando... — Flora sentiu uma dor no peito ao ouvir as palavras dele, mas não parou. Ela sabia que precisava mantê-lo seguro e não iria deixá-lo ali.

Flora sentiu um alívio imediato quando viu um táxi passando. Ela sabia que precisava agir rápido, mas ainda estava insegura sobre o que fazer. Olhou para Renan, que estava tonto e sem conseguir se manter de pé, e pensou que não poderia deixá-lo sozinho na rua. Sua mente corria para todas as possibilidades, mas não sabia onde ele morava. Depois de um momento de hesitação, ela decidiu levá-lo até sua própria casa.

Flora: Como vou fazer isso sem meus pais perceberem? Não posso deixá-lo aqui sozinho. — Ela pegou seu celular e tentou ligar para alguém que pudesse ajudá-la, mas para sua surpresa, o celular estava descarregado. Renan, ao seu lado, também estava com o celular sem bateria, o que a deixou ainda mais desesperada. Ela estava sozinha nessa situação, sem saber como prosseguir.

Flora: Não posso deixá-lo aqui... Preciso encontrar uma solução. — Com os pensamentos rápidos, ela não hesitou em dar o endereço para o taxista. Assim que o carro parou em frente à sua casa, Flora pediu ajuda ao motorista para tirar Renan do carro.

Flora: Por favor, me ajude a tirá-lo do carro. Ele não está bem. — O motorista, compreensivo, ajudou a levar Renan até a porta de sua casa. Flora sentiu um peso sair de seus ombros, mas a preocupação ainda estava lá. Ela sabia que tinha que dar um jeito de esconder tudo isso dos pais, e o desconforto de estar fazendo isso escondida só aumentava sua ansiedade. Ela não queria que a situação ficasse ainda mais complicada, mas não podia voltar atrás agora. — Depois que Renan foi acomodado na cama, Flora se sentou ao seu lado, ainda com a mente cheia de perguntas. Ela não sabia como tudo isso se resolveria, mas pelo menos ele não estava mais sozinho, e isso a fazia se sentir um pouco mais tranquila.

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