15° Capítulo

Enquanto isso, Flora estava na cozinha preparando algo para comer. Tentava ignorar o turbilhão de emoções que Renan havia deixado para trás. No entanto, cada vez que olhava para a carta, sentia seu coração apertar. Ela sabia que, em algum momento, teria que enfrentar a situação e descobrir quem havia escrito aquelas palavras.

Sua mãe entrou na cozinha e percebeu a expressão distante da filha.

Mãe de Flora: Está tudo bem, querida? Você parece perdida nos pensamentos.

Flora: Ah, está tudo bem, mãe. Só estou pensando em algumas coisas da festa de ontem.

A mãe de Flora sorriu, mas parecia saber que havia algo mais.

Mãe de Flora: Bem, se precisar conversar, estou aqui.

Flora assentiu, grata pelo apoio da mãe, mas sabia que aquele era um assunto que precisava resolver sozinha.

Mais tarde, enquanto estava no quarto, Flora pegou a carta novamente e a leu pela décima vez. Decidiu que não podia continuar ignorando aquilo. Precisava descobrir quem havia escrito aquelas palavras e, mais importante, por quê.

Com o coração acelerado, Flora pegou a carta e saiu de casa, determinada a desvendar o mistério.

Flora saiu de casa com passos firmes, mas sentindo um nó no estômago. A carta ainda pesava em sua mente, e ela sabia que precisava de respostas para seguir em frente. Ao fechar a porta atrás de si, respirou fundo e olhou ao redor da rua calma.

Flora: Tenho que descobrir quem mandou isso... Mas onde começar? — murmurou, ajeitando os cabelos enquanto caminhava.

Enquanto isso, Flora chegou à casa de sua amiga Lúcia, alguém em quem ela confiava e que poderia ajudá-la a esclarecer a situação. Bateu na porta e esperou, ansiosa. Quando Lúcia apareceu, notou a expressão séria de Flora.

Lúcia: O que aconteceu, Flora? Você está com uma cara...

Flora: Precisamos conversar. É sério. — Flora entrou apressada, olhando ao redor para garantir que estavam sozinhas.

Lúcia fechou a porta, preocupada, e as duas foram para a sala.

Lúcia: Pode falar. O que houve?

Flora tirou a carta da bolsa e a colocou sobre a mesa.

Flora: Isso. Essa carta apareceu lá em casa de novo. Eu continuo sem saber quem mandou, mas Renan viu e ficou louco querendo saber quem escreveu.

Lúcia pegou a carta e leu em silêncio. Seus olhos se arregalaram ao terminar, e ela olhou para Flora com um misto de surpresa e curiosidade.

Lúcia: Uau... Isso é bem intenso.

Flora balançou a cabeça, frustrada.

Flora: E o pior é que Renan achou que era pra ele, e agora está me pressionando pra saber quem mandou.

Lúcia: Tá, mas... você quer descobrir quem foi? Ou prefere deixar isso quieto?

Flora suspirou, cruzando os braços.

Flora: Eu preciso descobrir. Não consigo ignorar isso.

Lúcia: Sabe, Flora, no começo eu achei que fosse o Renan — comentou Júlia, dobrando a carta e entregando de volta. — Mas pelo jeito que ele ficou surpreso, acho que estou enganada.

Flora cruzou os braços, sentindo a tensão no ar.

Flora: Ele estava furioso, Júlia. Como se eu tivesse feito algo errado por receber uma carta.

Júlia sorriu de lado, apoiando o queixo na mão.

Lúcia: Tipicamente ciumento, mas não acho que ele escreveu isso. E, se não foi ele... Será que não foi o Gabriel?

Flora piscou, surpresa com a sugestão.

Flora:Gabriel? Não, isso não faz sentido.

Lúcia: Não faz? — insistiu Lúcia, inclinando-se para frente. — Ele sempre te olha de um jeito diferente, sabe? E teve aquela vez na festa em que ele parecia nervoso quando você estava conversando com Renan...

Flora revirou os olhos, mas não conseguiu evitar que as bochechas esquentassem.

Flora: Lúcia, o Gabriel é só um amigo.

Lúcia: Um amigo que pode estar apaixonado — retrucou Lúcia, levantando as sobrancelhas de forma sugestiva.

Flora levantou-se, começando a andar de um lado para o outro.

Flora: Isso está ficando complicado demais. Renan e viu essa carta e agora está agindo como se eu devesse uma explicação. E agora você está dizendo que o Gabriel pode estar envolvido?

Lúcia deu de ombros.

Lúcia: Só estou tentando ajudar, Flora. Mas, se quiser, podemos perguntar diretamente ao Gabriel.

Flora: Claro, porque isso não seria nada constrangedor — respondeu Flora, com sarcasmo.

Lúcia riu, levantando-se também.

Lúcia: Relaxa, amiga. Só estou dizendo que, se você quer respostas, talvez precise ser direta.

Flora suspirou, sentindo a cabeça latejar.

Flora: Acho que a última coisa que eu quero agora é confrontar alguém. Já basta o Renan me perseguindo por causa disso.

Lúcia colocou a mão no ombro de Flora, tentando tranquilizá-la.

Lúcia: Tudo bem, Flora. Mas, se precisar, sabe que estou aqui para te ajudar.

Flora assentiu, guardando a carta na bolsa novamente.

Flora: Obrigada, Lúcia. Acho que preciso ir pra casa e organizar meus pensamentos antes de lidar com qualquer outra coisa.

Flora: Parece que alguém chegou — comentou Flora, olhando para a porta.

Lúcia se levantou rapidamente, ajeitando a camiseta.

Lúcia: Deve ser a Júlia. Vou abrir.

Ela caminhou até a porta, destrancando-a e revelando Júlia, que estava com uma expressão curiosa.

Júlia: Cheguei na hora certa? — perguntou Júlia, entrando e olhando para as duas. — Apareceu a sumida

Lúcia: É verdade. Primeiro você desaparece da festa, depois aparece com essa carta misteriosa... O que está rolando?

Flora suspirou, olhando para as duas amigas. Ela sabia que precisava explicar, mas também estava tentando escolher as palavras certas para evitar problemas.

Flora: Olha, gente, eu fui embora porque o Renan estava completamente bêbado. Ele estava tão mal que eu tive que levá-lo pra minha casa. Não tinha outra opção!

Júlia arqueou as sobrancelhas, visivelmente surpresa.

Júlia: Você levou o Renan pra sua casa? Flora, você tem noção da confusão que isso pode causar?

Lúcia balançou a cabeça, tentando não rir.

Lúcia: Agora tudo faz mais sentido! A Filipa estava uma fera na festa. Ficou rodando de um lado para o outro, perguntando por ele. Acho que ela até desconfiou que ele estava com você.

Flora franziu o cenho, preocupada.

Flora: Não era minha intenção causar confusão. Ele realmente precisava de ajuda. Eu só queria que ele ficasse bem.

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