Assim que Lúcia chegou à casa de Flora, ela abriu a porta rapidamente.
Flora: Entra aí, Lúcia. Você quer um copo de água ou alguma coisa? — Flora perguntou, sorrindo enquanto dava espaço para a amiga passar.
Lúcia: Ah, um copo de água tá ótimo. Tá calor hoje! — Lúcia respondeu, entrando e deixando a mochila no sofá.
Flora: Vou buscar pra você, espera só um minuto. — Ela disse, indo até a cozinha.
Flora voltou com o copo de água nas mãos e entregou para Lúcia.
Flora: Aqui está. Então... como estão as coisas? — Ela perguntou, tentando soar casual enquanto sentava ao lado da amiga.
Lúcia: Tudo bem, nada de muito novo. E você? Parece meio pensativa. — Lúcia disse, observando Flora atentamente.
Flora: Ah, tô bem... só curiosa com algumas coisas. Você tem visto o Renan por aí? — Ela perguntou, olhando para Lúcia com um tom casual.
Lúcia: De vez em quando, né. Por que a pergunta? — Ela respondeu, levantando uma sobrancelha, desconfiada.
Flora: Nada demais, só achei ele meio... diferente esses dias. Ele me trouxe em casa ontem e hoje de novo. — Flora disse, desviando o olhar como se não fosse algo importante.
Lúcia: Diferente como? — Lúcia perguntou, cruzando os braços e inclinando-se para frente.
Flora: Mais gentil, sabe? Até me deu o número dele. É estranho porque ele normalmente é tão provocador. — Ela respondeu, mexendo no cabelo nervosamente.
Lúcia: Rindo levemente. Tá bom, Flora. Pode confessar. Tá na cara que você tá interessada nele. — Ela disse, olhando Flora de lado.
Flora: Não é isso! É só que... ontem, enquanto eu caminhava, vi ele com outra menina. Eles pareciam bem próximos. — Flora respondeu, tentando disfarçar o incômodo.
Lúcia: Outra menina? Sério? Você sabe quem era? — Lúcia perguntou, agora mais atenta.
Flora: Não faço ideia. Mas foi estranho. E agora ele tá assim comigo, tão... carinhoso. — Flora respondeu, soltando um suspiro profundo.
Lúcia: Amiga, toma cuidado. O Renan namora, e a Filipa não é alguém com quem você quer se meter. — Lúcia disse, olhando para Flora com preocupação.
Flora: Eu sei. Mas, Lúcia, o que você acha que ele quer? — Ela perguntou, olhando para a amiga em busca de respostas.
Lúcia: Acho que ele gosta de atenção, mas não dá pra confiar de primeira. E cuidado com a Filipa. Ela não brinca em serviço. — Lúcia respondeu, segurando o olhar de Flora com seriedade.
Flora: Obrigada, Lúcia. Eu precisava ouvir isso. —Flora disse, tentando forçar um sorriso para aliviar a tensão.
Mais tarde, já à noite, Flora estava no quarto quando percebeu algo sob a porta.
Flora: Murmurando para si mesma enquanto pegava o envelope. Outra carta?
— Ela perguntou, franzindo o cenho com curiosidade e preocupação.
Ela abriu a carta e leu, mas as palavras deixaram sua mente ainda mais confusa. Ela suspirou, guardando o papel na gaveta e tentando afastar os pensamentos enquanto se preparava para dormir.
"Flora,
O brilho das estrelas não é nada comparado à luz que você carrega. Um dia, quero te mostrar o céu de um lugar especial, onde tudo fará sentido. Até lá, siga os sinais.
De alguém que te observa entre as constelações."
A semana passou rapidamente, cheia de compromissos e estudo. No sábado à tarde, Flora decidiu sair para explorar o bairro, aproveitando o clima agradável.
Durante a caminhada, ela encontrou uma pequena sorveteria e decidiu entrar. O lugar estava tranquilo, com algumas pessoas aproveitando o dia ensolarado.
Enquanto escolhia seu sorvete, viu Renan e Filipa em uma mesa próxima. Renan estava abraçado com Filipa e, de tempos em tempos, dava beijos nela.
Flora percebeu que Renan a viu, mas ele fingiu que não.
Flora: Pensando enquanto olhava discretamente. Então é assim... — Ela murmurou para si mesma, sentindo um desconforto crescente.
Flora, com seu sorvete na mão, estava distraída quando esbarrou em Gabriel, seu amigo da escola.
Gabriel: Opa, desculpa, Flora! Que coincidência te ver aqui, na sorveteria da minha família. — Ele disse com um sorriso leve, mas seu olhar estava um pouco tenso, como se estivesse tentando esconder algo. Ele parecia surpreso, mas ao mesmo tempo ciente da situação.
Flora: (confusa) Oi, Gabriel... Não esperava te encontrar aqui. — Flora respondeu, tentando disfarçar a surpresa, ela não sabia que a ele trabalhava ali.
Ao ouvir a voz de Flora, Filipa, que estava sentada com Renan em uma mesa próxima, se levantou e foi até elas com um sorriso excessivamente amigável.
Filipa: Oi, Flora! Que surpresa te ver por aqui! — Filipa disse com um tom doce, mas seus olhos estavam afiados, como se tentasse ler Flora. Ela se aproximou com confiança, enquanto Renan observava de longe, com um olhar mais sério.
Flora: Oi, Filipa. Que coincidência mesmo... — Flora respondeu, tentando manter a conversa leve, mas seu olhar se voltou para Gabriel, tentando entender o que ele estava fazendo ali.
Renan, ao perceber que Flora estava ali, se aproximou de forma mais cautelosa, mas sua expressão estava tensa, tentando esconder a preocupação com a situação.
Renan: Oi, Flora. Como você está? — Ele perguntou, mas o olhar que ele lançou para ela estava carregado de uma preocupação não revelada, enquanto Filipa estava atenta a cada movimento.
Gabriel, notando o jeito como Renan a observava, se sentiu um pouco irritado e não perdeu a oportunidade de provocar.
Gabriel: Desculpa o atraso, Flora. Acho que fiquei preso na rotina da sorveteria. Não queria te deixar esperando. — Ele lançou um olhar desafiador para Renan, como se quisesse provocar, sem disfarçar o desconforto que sentia ao ver como Renan estava tão atento a Flora.
Renan, sentindo o clima mudar, olhou para Gabriel com uma expressão séria e, de forma sarcástica, respondeu:
Renan: Como pode deixar uma garota esperando? Esses garotos de hoje em dia... — Renan disse com um tom de desdém, mas, ao mesmo tempo, sua voz carregava um certo incômodo. Ele estava tentando esconder o que sentia, mas a frustração estava visível.
Filipa, percebendo a tensão crescente, se apressou para interferir, mudando de tom rapidamente.
Filipa: Deixa eles em paz, Renan. A Flora já está bem acompanhada. – Disse com um tom quase desdenhoso, olhando para Gabriel e tentando minimizar a situação. Ela estava decidida a controlar tudo e não permitir que as coisas fugissem do seu controle.
Gabriel: Não se preocupe, Filipa. Não estava tentando tirar ninguém de sua companhia.
Respondeu, mas seu tom estava carregado de sarcasmo, ainda provocando Renan sem esconder o desconforto que sentia pela situação.
Flora: Eu realmente estava de saída, Filipa... – Tentou recusar com um sorriso forçado, mas Filipa estava determinada. A pressão no ambiente aumentava, e Flora se sentia cada vez mais desconfortável.
Renan: Acho que é melhor se a gente fosse... – Disse com um tom firme, tentando, sem sucesso, tirar a tensão do ar. Gabriel, no entanto, não deixou passar a oportunidade de continuar o confronto.
Gabriel: Ué, Renan, que tal conversar um pouco mais? Afinal, foi uma grande coincidência nos encontrarmos, não é? – Se virou para Renan com um tom desafiador, não disfarçando mais seu descontentamento com a situação. Ele não estava disposto a ser intimidado e estava claramente provocando Renan.
Filipa lançou um olhar afiado para Gabriel, mas Renan manteve o semblante fechado, sem dizer mais nada. O silêncio que seguiu deixou Flora ainda mais inquieta, como se estivesse no centro de uma batalha não declarada.
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Atualizado até capítulo 30
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