Cristal apertou o telefone contra o ouvido, a voz controlada, mas carregada de autoridade.
— Liam, quero que me encontre no Galpão Quatro. É urgente.
— Certo. Mas o que está acontecendo? — Liam perguntou, a preocupação evidente.
— Sem perguntas agora. Apenas esteja lá em 15 minutos. — E sem esperar resposta, ela desligou.
Cristal respirou fundo, fechando os olhos por um breve instante. Sua mente estava repleta de planos, mas sua determinação era sólida. Ela voltou ao quarto do hospital onde Olivia ainda estava sentada ao lado de Stella, segurando a mão dela.
— Preciso sair por um tempo. — Cristal declarou, sua voz mais calma do que Olivia esperava. — Vou resolver umas coisas. Não devo demorar. Se houver qualquer mudança, qualquer notícia, me ligue imediatamente.
— Cristal, o que você vai fazer? — Olivia perguntou, preocupada.
Cristal apenas lançou um olhar firme, que dizia tudo sem precisar de palavras. Sem mais explicações, ela saiu do quarto, seus passos firmes ecoando pelos corredores do hospital.
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O motor do carro rugiu quando Cristal saiu do estacionamento. Seus pensamentos eram como um turbilhão, mas ela sabia exatamente o que precisava fazer. Ao chegar ao Galpão Quatro, viu Liam já esperando, encostado em um dos veículos estacionados.
— Finalmente. — Liam disse, aproximando-se. — Agora, pode me dizer o que está tramando?
Cristal abriu a porta do carro, ignorando a pergunta dele.
— Entra. — ordenou, seca.
— E para onde estamos indo?
— Você vai descobrir. — Ela deu de ombros, olhando para ele com um sorriso quase irônico. — Você está com sua pistola?
— Sempre. — respondeu Liam, intrigado.
— Ótimo. — Cristal deu partida no carro, e o silêncio tomou conta do ambiente.
O caminho foi tenso. Liam, inquieto, tentou puxar assunto algumas vezes, mas cada tentativa foi recebida com o silêncio absoluto de Cristal. Ela estava focada, os olhos fixos na estrada como se cada quilômetro a aproximasse da vingança.
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A localização que Cristal escolheu era um ferro-velho, escondido em uma área afastada, mas ainda dentro da cidade. Era o tipo de lugar onde atividades ilegais prosperavam longe dos olhos curiosos. Ao estacionar, ela e Liam saíram do carro e caminharam em direção à entrada.
Os guardas na porta os pararam, suas expressões duras e desconfiadas.
— Quem é você? — Um deles perguntou, cruzando os braços.
— Não estou aqui para perder tempo. — Cristal respondeu, a voz gelada como aço. — Quero falar com Elias.
Os homens trocaram olhares, claramente avaliando a situação.
— Quem garante que ele vai querer te ver? — provocou outro.
Cristal inclinou a cabeça, um sorriso frio surgindo em seus lábios.
— Apenas diga a ele que Cristal está aqui.
Depois de alguns segundos de hesitação, um dos guardas pegou o rádio e murmurou algo. Alguns minutos depois, Elias apareceu, andando devagar, mas com uma postura arrogante que irritava Cristal profundamente.
— Cristal. — Elias disse, analisando-a de cima a baixo. — O que te traz aqui?
— Não tenho tempo para joguinhos, Elias. — respondeu, mantendo o tom firme. — Stella não está bem. Precisamos conversar.
Elias arqueou uma sobrancelha, claramente desconfiado.
— E o que isso tem a ver comigo?
Cristal sorriu, mas era um sorriso frio, vazio de qualquer calor.
— Tudo. Entra no carro, e eu explico no caminho.
Elias hesitou por um momento, mas Cristal era persuasiva, sua lábia afiada como uma lâmina. Relutante, ele entrou no carro, seguido por Liam.
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O caminho até o local escolhido por Cristal foi feito em silêncio, interrompido apenas pelas perguntas ocasionais de Elias, que Cristal respondia com meias-verdades.
— Estamos indo para uma casa fora da cidade. — Ela explicou, a voz casual. — Stella precisa de um lugar seguro para se recuperar.
Quando finalmente chegaram, Elias olhou ao redor, confuso.
— Isso aqui parece... vazio demais. — Ele comentou, desconfiado.
Cristal apenas sorriu.
— É o lugar perfeito para mantermos Stella longe de problemas.
Eles entraram na pequena casa, e Liam foi o primeiro a atravessar a porta, seguido por Elias. Cristal fechou a porta atrás deles, com passos calmos e calculados.
Então, sem aviso, ela puxou o cabo da pistola e desferiu uma coronhada precisa contra a cabeça de Elias. Ele caiu no chão com um som surdo, inconsciente.
— Amarra ele. — Cristal ordenou a Liam, que, sem questionar, foi até o carro do lado de fora da casa e tirou as cordas do porta-malas, e começou a prender Elias em uma cadeira.
Cristal cruzou os braços, observando o trabalho com um olhar frio e calculado.
— Agora, vamos ver se o grande Elias é tão esperto quanto gosta de fingir.
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Atualizado até capítulo 155
Comments
Maria Andrade
querida autora feliz natal, muita saúde e paz em sua vida
2024-12-25
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Maria Andrade
eita agora o Elias vai provar do próprio veneno
2024-12-25
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