Cristal segurava o telefone na mão, girando o aparelho entre os dedos enquanto aguardava ansiosamente a resposta do outro lado da linha. A paciência começava a se esgotar, mas ela mantinha a compostura, como sempre.
— Cristal? Você não desiste mesmo, né? — A voz do outro lado estava cheia de surpresa e diversão, como se a situação fosse apenas mais uma brincadeira para ela.
— Quando se trata de Stella, desistir não se encaixa no meu vocabulário — respondeu Cristal com firmeza, o sorriso malicioso pintando seus lábios. Ela sabia que a outra pessoa estava ficando curiosa, e isso a fazia se divertir ainda mais. — Mas e aí, vai me ajudar ou não?
— E o que você tem em mente? — perguntou a pessoa, uma risada abafada no fundo.
Cristal suspirou, jogando a cabeça contra o encosto do sofá. O que ela tinha em mente? Não era o tipo de pergunta que ela costumava fazer, mas precisava de uma estratégia. Algo que fosse perfeito. Algo que fosse... impossível de resistir.
— Ainda não sei, por isso eu liguei para você — respondeu, com um tom descontraído, mas já sentindo o desafio se formando.
Uma risada baixa ecoou pela linha, e a outra pessoa parecia genuinamente divertida.
— Só você mesmo pra querer fazer algo sem saber o que fazer. Você é um caos ambulante, sabia?
— Tsc. Será que dá pra levar isso um pouco mais a sério? — Cristal não era do tipo que perdia o controle, mas agora ela estava pressionando para conseguir algo melhor, mais estratégico. Sua voz carregava uma mistura de irritação e humor, desafiando a outra pessoa a levá-la mais a sério.
— Dá sim, claro que dá — a voz respondeu com um tom sarcástico. — Que tal você mandar rosas vermelhas para ela? Pelo que eu sei, Stella adora rosas vermelhas.
Cristal parou, pensativa. Era simples, mas ainda assim poderoso. O tipo de gesto que poderia reacender algo, talvez até despertar sentimentos que estavam enterrados.
— Ótimo. Então compre um buquê de rosas e um colar. E, por favor, tenha um pingo de bom gosto dessa vez — disse ela, a provocação escapando naturalmente.
— Nossa, não precisava ofender, hein? — respondeu a voz, fingindo um tom de falsa indignação.
— Ficou tristinho? — Cristal não podia deixar de provocar. Era um prazer torturante, mas ela gostava.
— Fiquei, sim. Você é tão sem empatia pelo próximo, sabia? Sem coração.
Cristal riu baixo, uma risada vazia e sem remorso. Era o tipo de riso que fazia os outros questionarem o que estava acontecendo em sua mente.
— Sério? Tô pouco me fodendo. Agora vai logo fazer o que eu pedi e traga aqui na minha casa depois. Estou no seu aguardo — ela desligou, sem dar chance para mais argumentos, jogando o telefone ao lado com um gesto impaciente.
A noite se esticava diante de Cristal, lenta e pesada. Ela serviu mais um pouco de uísque no copo, observando o líquido âmbar brilhar sob a luz suave da sala. Levou o copo à boca, deixando o sabor forte envolver sua língua. Seus pensamentos estavam fixos em Stella, no momento em que ela ouviu aquelas palavras — "Eu te amo."
"Que droga, Stella," murmura para si mesma, sentindo a tensão se acumular no peito. Era algo que Cristal nunca imaginaria dizer. Ela, que sempre foi a dona de sua própria história, estava agora sujeita à confusão de sentimentos. Stella conseguia mexer com ela de uma maneira que ninguém mais conseguira. E isso a incomodava, mas ao mesmo tempo a atraía.
O silêncio da casa parecia crescer, e Cristal sabia que precisava de algo mais. O buquê seria só o começo. Ela queria mais.
Pegou o celular de novo, vasculhando fotos antigas. As memórias de quando estavam juntas, sorrindo, sem as complicações que vinham depois, traziam um amargo sorriso aos seus lábios. "Eu te amo..." Aquela frase ecoava na mente de Cristal como um sussurro incontrolável.
Cristal parou em uma foto específica. Era Stella, sorrindo de uma maneira genuína, aquela que Cristal sentia falta. O sorriso que ela tentava se convencer de que não queria mais ver, mas que agora sabia que faria de tudo para ter de volta.
Na Mansão de Cristal
Algumas horas depois, o som da campainha ecoou pela mansão. Cristal levantou-se do sofá, seu copo ainda em mãos, e foi até a porta. Quando abriu, encontrou a pessoa com o buquê de rosas e a caixa nas mãos, um semblante de quem sabia que estava fazendo algo necessário, mas talvez não tão agradável.
— Até que enfim — disse Cristal, sua voz fria, mas com uma pitada de impaciência divertida.
— Nossa, que recepção calorosa. — A pessoa entrou, entregando as coisas para Cristal. — Aqui estão suas "ferramentas de conquista."
Cristal pegou o buquê, observando as rosas com um olhar atento. Eram perfeitas. Vermelhas, vibrantes, com um perfume que quase a embriagava. Ela abriu a caixa, vendo o colar delicado com um pingente de safira que parecia brilhar com uma luz própria.
— Até que enfim você acertou em algo — disse ela, fechando a caixa, sua voz carregada de sarcasmo.
— Sem comentários — retrucou a pessoa, jogando-se em uma poltrona próxima. — E qual é o próximo passo? Vai aparecer na boate de novo?
Cristal sorriu, uma expressão calculista.
— Talvez. Mas não agora. Vou deixar ela sentir minha presença antes de me ver novamente.
— Estratégica como sempre. — A pessoa sorriu, balançando a cabeça, claramente divertindo-se com a situação.
Cristal virou o resto de seu uísque e encarou o buquê mais uma vez. Era hora de jogar o jogo de uma maneira que Stella não conseguiria resistir.
— Quando se trata de Stella, cada passo tem que ser perfeito — murmurou, a determinação queimando em seu olhar.
No Camarim de Stella..
Enquanto Cristal estava absorta em seus planos, Stella estava sentada em frente ao espelho do camarim, perdida em seus próprios pensamentos. O que Cristal quis dizer com "Eu te amo"? Por que isso ainda a afetava tanto? O que significava para ela?
O som de uma leve batida na porta a tirou dos pensamentos.
— Entre — disse Stella, sem esperar nada além de uma colega de trabalho.
Mas, para sua surpresa, o entregador entrou com o enorme buquê de rosas vermelhas e uma pequena caixa.
— Senhorita Stella? Isso é para você.
Ela franziu o cenho, sentindo uma mistura de confusão e expectativa crescer dentro de si. Pegou o cartão preso ao buquê. As palavras eram simples, mas pesadas:
"Para nunca esquecer que certas coisas são eternas."
O coração de Stella deu um salto, e ela soube, com certeza, quem havia enviado. Ela respirou fundo, sentindo uma onda de emoções que não conseguia controlar. O impacto foi imediato.
E a confusão em sua mente só aumentava.
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Atualizado até capítulo 155
Comments
Edilene Cerqueira
mds tá ficando cada vez mais interessante eu li põe ler mais tá ficando babado,parabéns autora a senhora é maravilhosa,estou tão feliz
2025-01-03
1
Ilmara Silva
que babadooooooooooooo embora ah cristal seja uma bobassoura ah bixa eh romântica kkkkk
2025-02-09
0
Erca Tovela
eitaaa tou amando ❤️
2025-01-12
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