O ronco do motor ecoava dentro do carro enquanto Stella, com os pulsos presos por fitas de nylon, analisava a situação. O pânico inicial dava lugar a uma mistura de raiva e determinação. Ela precisava manter a calma e encontrar uma forma de escapar.
Os dois homens que a sequestraram estavam sentados na frente, trocando palavras rápidas em um tom baixo. Stella se inclinou sutilmente para a frente, tentando ouvir a conversa.
— Isso vai complicar as coisas com ela — disse o motorista, visivelmente inquieto.
— Não temos escolha. Ordens são ordens — respondeu o outro, que parecia mais frio e calculista.
"Ela? Quem é essa 'ela'?", Stella se perguntou, enquanto procurava uma brecha para entender melhor o que estava acontecendo.
— Ei! Vocês acham que podem me arrastar assim sem consequências? Vocês sabem quem eu sou? — Stella disse, sua voz transbordando confiança, embora internamente estivesse lidando com uma avalanche de emoções.
O homem do banco do passageiro virou-se para ela, com um sorriso irônico.
— Sabemos exatamente quem você é, Stella. E é por isso que está aqui.
A resposta dele só aumentou a inquietação dela. Ela tentou puxar os pulsos, mas as fitas estavam apertadas demais.
O carro diminuiu a velocidade, entrando em um armazém abandonado na periferia da cidade. Assim que estacionaram, os dois homens saíram e abriram a porta traseira.
— Sai — ordenou um deles, segurando Stella pelo braço e a puxando para fora.
— Vocês são uns idiotas, sabiam? — Stella disparou, tentando mascarar o medo com sarcasmo.
Ela foi conduzida para dentro do armazém, um local sombrio com luzes fluorescentes piscando e o cheiro de mofo no ar. No centro do espaço, uma figura feminina estava de costas, usando um elegante casaco de couro e botas de salto.
— Finalmente — disse a mulher, virando-se lentamente.
Stella arregalou os olhos ao reconhecer o rosto à sua frente.
— Você?!
— Surpresa, Stella? — A mulher sorriu, uma mistura de ironia e frieza.
A mente de Stella trabalhava a mil por hora. Aquela mulher era Valentina, uma antiga associada de Cristal, conhecida por sua ambição desmedida e por ser uma jogadora perigosa no submundo.
— O que você quer comigo, Valentina? — Stella perguntou, tentando manter a calma.
— Oh, querida, o que eu quero com você é simples. Eu quero Cristal. E você é a peça perfeita para fazer isso acontecer.
— Então é isso? Um joguinho de chantagem? Você acha que Cristal vai se dobrar? — Stella respondeu, cruzando os braços mesmo com as mãos presas.
Valentina riu, aproximando-se dela com um olhar predatório.
— Ah, Stella... Cristal sempre foi uma sobrevivente, mas todo sobrevivente tem uma fraqueza. E pelo que vejo, você é a dela.
Stella sentiu uma onda de raiva e frustração.
— Você está brincando com fogo, Valentina.
— E você também, querida. Mas, no final, o jogo será meu.
Valentina fez um sinal para os homens, que levaram Stella para um pequeno quarto no fundo do armazém.
— Você vai ficar confortável aqui enquanto esperamos que Cristal faça sua jogada — disse Valentina, antes de sair e trancar a porta atrás dela.
No silêncio opressor do quarto, Stella sentou-se em um velho colchão jogado no chão, respirando fundo para organizar seus pensamentos.
"Preciso encontrar uma saída. E quando sair daqui, Valentina vai se arrepender de ter me colocado nisso."
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Cristal estava em seu escritório particular, revisando os relatórios do último carregamento quando seu telefone vibrou. Ao atender, a voz do outro lado da linha foi como um balde de água fria.
— Cristal, temos um problema. Stella foi levada.
Cristal parou, sua mente imediatamente entrando em modo de alerta.
— Quem? Quando? Como deixaram isso acontecer? — perguntou ela, levantando-se rapidamente.
— Ainda estamos reunindo informações, mas parece que Valentina está por trás disso.
A menção do nome fez Cristal apertar o celular com força.
— Valentina... Essa cobra não sabe com quem está mexendo.
Cristal desligou o telefone, seu olhar gelado. Ela sabia que não podia agir impulsivamente, mas também não podia perder tempo. Stella estava em perigo, e Valentina acabara de declarar guerra.
— Se ela quer um jogo, eu vou dar a ela o inferno.
Com essa declaração, Cristal pegou suas chaves e saiu, pronta para iniciar o resgate que prometia mudar o rumo de tudo.
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Atualizado até capítulo 155
Comments
Ilmara Silva
eitaaaa um pouco de adrenalina eh sempre bommmm hahaha
2025-02-09
0
Raffa Almeida
Vai lá Cristal resgatar o amor da sua vida
2025-04-01
0
Ana Faneco
emocionante 💖 amando
2025-01-02
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