O carro parou em frente ao armazém, as luzes da cidade agora distantes e apagadas pela escuridão que tomava conta do lugar. Cristal estava focada, com o olhar fixo no grande portão de ferro que se erguia à sua frente. Liam e Eric estavam prontos, seus rostos sérios e expressões duras. Eles não precisavam de palavras, o objetivo estava claro. Stella estava lá dentro, e nada os impediria de tirá-la dali.
Ao descerem do carro, a tensão era palpável. O barulho de passos ecoava pelo local silencioso, e os três começaram a se aproximar do portão, onde dois seguranças estavam de pé, observando a aproximação deles.
— Vamos fazer isso rápido. — Cristal disse, sua voz baixa, mas firme.
Liam e Eric estavam prontos. Não demoraram a atacar. Com a agilidade de quem já havia enfrentado situações semelhantes, Liam derrubou um dos seguranças com um soco certeiro na mandíbula, enquanto Eric se aproximou do outro com uma força brutal, imobilizando-o antes que tivesse a chance de reagir.
Com os seguranças fora de combate, os três avançaram até a porta do armazém. Cristal liderava, os olhos afiados e a mente calculando os próximos passos. Ela sabia que Valentina não ficaria esperando por eles com um sorriso no rosto, mas nada a faria hesitar. Ela só queria uma coisa: Stella.
Ao entrarem, o cheiro de mofo e a escuridão abafada do armazém invadiram seus sentidos. As luzes estavam fracas, mal iluminando os cantos empoeirados, mas Cristal sabia exatamente onde ir. O fundo do armazém, um corredor empoeirado, parecia prometer o que ela temia. E quando finalmente chegou à porta do quarto, sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O que quer que tivesse acontecido ali, era grave.
Dentro, Stella estava caída no chão, seu corpo machucado e imóvel, como uma boneca de pano sem vida. Cristal deu um passo à frente, a ansiedade crescendo dentro de si. Quando se aproximou, o silêncio foi cortado por um estalo, e a sensação gelada de uma arma engatilhada atrás dela a fez parar imediatamente.
— Eu sabia que você viria. Até que demorou para você aparecer. — A voz de Valentina soou, fria e implacável.
Cristal permaneceu imóvel, sem virar-se, seus instintos aguçados. Ela sabia que, se se movesse errado, tudo acabaria ali.
— Eu sabia que aquela rosa preta não era coincidência. Mas me diz, o que a Stella tem a ver com a nossa guerra? — Cristal perguntou, a voz calma, mas a tensão evidente nas palavras.
Valentina deu uma risada baixa, um som sibilante de quem já se considerava vencedora.
— Não está óbvio? Ela era o alvo mais fácil para chegar até você. E sem ela, eu sabia que nunca chegaria diretamente até você, Cristal. Mas agora que eu cheguei, eu vou matar você, e depois, eu mato essa vadia que você chama de namorada. — Valentina disse, seu tom agora ameaçador, saturado de raiva e loucura.
Cristal sentiu o peso das palavras de Valentina, mas não se deixou abalar. Ela sabia o que tinha que fazer. Não era a primeira vez que enfrentava uma situação de vida ou morte, mas algo sobre Valentina... aquela mulher era diferente. Era perigosa, mas também vulnerável na sua insanidade. E isso significava que ela não tinha limites.
— Últimas palavras, Cristal? — Valentina provocou, a arma ainda pressionada contra a nuca de Cristal.
Cristal não perdeu tempo. Com um movimento preciso, ela girou sobre os calcanhares e, com uma rapidez impressionante, deu um coice brutal no joelho de Valentina. O som de algo se quebrando foi nítido no silêncio da sala. Valentina gritou, o rosto se contorcendo de dor, e ela caiu no chão, a arma caindo ao lado.
Aproveitando a oportunidade, Cristal se abaixou rapidamente, pegou a pistola e, sem hesitar, a apontou para a cabeça de Valentina, que ainda estava no chão, tentando recuperar o fôlego.
— Boa sorte no inferno. — Cristal disse friamente, antes de apertar o gatilho.
O som da bala ecoou pelo armazém, e Valentina finalmente foi silenciada para sempre.
Sem esperar mais, Cristal se ajoelhou ao lado de Stella, que estava quase irreconhecível, seu corpo coberto de feridas e marcas de tortura. Com um esforço, ela a pegou no colo, sentindo o peso do corpo machucado de Stella, mas também a sensação de alívio por finalmente ter a encontrado.
— Vamos sair daqui. — Cristal disse para Liam e Eric, que estavam já próximos, observando o fim de Valentina.
Com Stella nos braços, Cristal se virou, saindo do armazém sem olhar para trás. Ela sabia que o confronto com Valentina havia sido apenas uma parte da guerra que estava por vir. Mas naquele momento, ela tinha o que mais importava: Stella, viva. E isso era o suficiente para enfrentar qualquer coisa que viesse pela frente.
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Atualizado até capítulo 155
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