Sentindo a tensão aumentar nas palavras de Berenice, Maria Alice recuou alguns passos, colocou a bolsa sobre a pia e a encarou com uma expressão de falsa culpa.
— Você tem razão, fiz uma pequena brincadeira com você, mas venha aqui para que eu possa explicar e me desculpar — disse Maria Alice, em tom dengoso, enquanto estendia os braços.
— Espero que tenha uma boa explicação, mas não pense que vou te perdoar tão facilmente — retrucou Berenice, intrigada. Ela sempre enxergara o lado mais gentil de Maria Alice e jamais imaginara algo assim vindo dela, então pensou que realmente existisse uma boa explicação.
Ainda confusa, mas percebendo a oportunidade de manipular Maria Alice, que claramente se sentia culpada, Berenice colocou a chave da porta do banheiro sobre a pia e a abraçou.
— Sabe, Berenice, a verdade é que descobri algumas coisas muito interessantes — disse Maria Alice, afastando-se do abraço. — Mas antes, olhe para si mesma no espelho... como está ridícula.
— Do que você está falando? — questionou Berenice, com um sorriso nervoso. — Por que está sendo tão cruel?
Maria Alice permaneceu em silêncio por alguns instantes. Então, tocou o rosto de Berenice de forma carinhosa, subiu as mãos até os cabelos e, com um movimento repentino, segurou-os com força, empurrando a cabeça dela contra a pia do banheiro. O impacto foi violento, e o sangue começou a escorrer do nariz de Berenice.
— Do que estou falando? Estou falando de tudo que você fez para tentar destruir minha vida e me afastar do Gustavo — disparou Maria Alice, sua voz carregada de raiva enquanto pressionava Berenice contra a pia.
— Não sei o que te disseram, mas é tudo mentira! — respondeu Berenice, tentando se soltar, mas sem forças para resistir.
Sem paciência, Maria Alice puxou Berenice com brutalidade e a jogou contra a parede. O impacto foi tão forte que Berenice ficou tonta, mas, antes de cair, Maria Alice a segurou pelo pescoço e a pressionou contra a superfície fria.
— É mentira que você contou ao meu pai que eu ia me encontrar com Gustavo naquele dia? É mentira que tentou conquistá-lo? Ou que mentiu para mim naquela carta dizendo que ele tinha morrido? — questionava Maria Alice, apertando ainda mais o pescoço de Berenice. Cada palavra carregava um peso sufocante.
— Por favor... posso explicar... — implorou Berenice, com a voz fraca, quase inaudível, enquanto tentava inutilmente afastar as mãos de Maria Alice.
Quando percebeu que Berenice realmente estava sem ar, Maria Alice a soltou e a observou enquanto ela tentava recuperar o fôlego. Assim que pôde se mover, Berenice tentou correr para pegar a chave e fugir, mas Maria Alice foi mais rápida. Com um chute nas costas, fez Berenice cair de joelhos, frustrando qualquer tentativa de escapatória.
— Eu vou gritar! Não chegue perto de mim! — disse Berenice, recuando para o canto mais distante que conseguiu.
— Grite, vamos! Quero ver quem vai te ouvir com essa música tão alta — debochou Maria Alice, sua voz transbordando ódio.
Berenice, ainda incrédula com o lado obscuro de Maria Alice, levantou-se, determinada a se defender. Tentou dar um tapa no rosto dela, mas Maria Alice segurou sua mão com facilidade e revidou com um tapa forte.
— Achei que você fosse se explicar — disse Maria Alice, apertando o pulso de Berenice. — Mas vejo que vai precisar apanhar mais para admitir seus erros.
— Não tenho nada a dizer! — respondeu Berenice, ofegante.
— Tem certeza? Se confessar toda a verdade, talvez eu pense em ser mais boazinha — ironizou Maria Alice. — Soube que você e Gustavo já estiveram em uma situação parecida. A diferença é que ele, sendo um homem bom, não te deu os tapas que você merecia — completou, dando novos tapas no rosto de Berenice.
Mesmo tentando se esquivar, Berenice era incapaz de conter a fúria de Maria Alice. A luta era totalmente desigual: Maria Alice, apesar da raiva, permanecia fria e calculista, enquanto Berenice mal conseguia processar o que estava acontecendo.
Sem equilíbrio ou força para se defender, Berenice tropeçou e caiu no chão. Maria Alice não hesitou. Montou sobre ela, segurando-a firmemente, e começou a desferir vários tapas no rosto da ex-amiga.
A cada golpe, as marcas se tornavam mais visíveis: hematomas escureciam a pele, e o sangue escorria pelo nariz e pelos lábios de Berenice. Maria Alice parecia alheia ao estado deplorável da ex-amiga. Sua expressão dura refletia a necessidade de extravasar toda a dor, frustração e traição acumuladas pelas armações de Berenice.
Entre os golpes, Maria Alice verbalizava tudo o que havia acontecido, detalhando o quanto tinha sofrido e o ódio que isso havia despertado. A voz oscilava entre gritos furiosos e palavras cortantes, como se cada frase fosse uma ferida aberta.
— Vamos, ainda tem coragem de dizer que tudo isso foi mentira? Você era minha melhor amiga! Por quê? Me dê um bom motivo para ter feito isso! — gritou Maria Alice.
— Quer saber? Eu sempre te odiei! — confessou Berenice, com a voz abafada pela dor. — Você sempre foi a perfeitinha, a favorita de todos! Eu era só a sua sombra. Mas eu mereço muito mais do que isso!
— Você é só uma invejosa, incapaz de conquistar algo sozinha. Não sabe dar valor ao que tem, até o homem que te amou por anos, você traiu. Eu só sinto pena de você — respondeu Maria Alice, dando um último tapa.
Respirando fundo, Maria Alice levantou-se com calma e caminhou até a pia. Lavou as mãos, observando o sangue que escorria pelo ralo. Conferiu a roupa, certificando-se de que nada estava sujo. Retocou a maquiagem, alinhou os cabelos e ajustou a postura. Em seguida, pegou a chave sobre a pia e abriu a porta.
Berenice permaneceu no chão, tentando se levantar. As dores em seu corpo e o impacto emocional a mantinham prostrada. Abraçava as próprias pernas, tentando se proteger de algo que já havia acontecido.
Antes de sair, Maria Alice lançou um último olhar para Berenice, sorriu com confiança e entregou a chave para Chloe, que a esperava do lado de fora com um casaco. Chloe, ao ver a bagunça, suspirou, consciente do que teria que fazer.
— Coloque esse casaco e saia pelos fundos — ordenou Chloe. — Invente um assalto... você é uma ótima mentirosa, vai saber o que fazer. Caso contrário...
— Caso contrário, o quê? — rosnou Berenice, os olhos vermelhos de ódio.
— Pode dar adeus à sua carreira de atriz. Pode ter certeza de que você não vai querer mexer comigo — respondeu Chloe, com ironia.
Humilhada, Berenice vestiu o casaco e levantou-se para sair.
— Vou embora, mas não pense que isso vai acabar assim — disse, tentando manter o pouco de dignidade que lhe restava.
— Foi uma ameaça? Espero que não tenha sido — respondeu Chloe, sorrindo. — Vamos, vou garantir sua saída.
Enquanto Berenice saía, viu as pessoas alheias curtindo a festa, sorrindo e comemorando. Sentiu-se invisível. Ao avistar Gustavo beijando Maria Alice apaixonadamente, a sensação de humilhação e impotência se intensificou ainda mais.
O banheiro, localizado em uma área isolada, facilitava sua saída sem chamar atenção, já que os fotógrafos e repórteres estavam concentrados do outro lado. Após garantir que Berenice havia partido discretamente, Chloe limpou tudo e retornou à festa como se nada tivesse acontecido.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Fatima Azevedo
nossa Maria Alice botou pra quebrar pensei que ela ia matar, mais agora ela tem que ter cuidado pois acho que ela vai sim se juntar com aquele irmão nojento dela pra destruí a irmã a inveja mata Berenice vc ainda vai perder a casa com o empréstimo que fez e não vai poder pagar . acho bom vai pagar tudo que fez com Maria Alice.
2025-03-04
0
Livia Pereira
👏👏👏👏🤣😂🤣😂🤣😂🤣ah eu esperava que a humilhassem na frente de todos , até dó marido. Mostrando o processo, alegando o fingimento do estupro...seria vergonha total
2025-03-01
2
Morena🌹
Capítulo de milhões...me sentindo de alma lavada 🥰🥰 Tome mais Berenice 😔
2025-03-01
1