Os dias se passavam, e entre as comemorações e conversas, Gustavo e sua família tentavam compreender melhor o mundo silencioso de Bernardo. Estava sendo um desafio para todos, mas cada um se esforçava ao máximo para entender suas necessidades e se adaptar.
Assim que pegou os convites para a festa de inauguração da nova filial, Maria Alice foi até o escritório de Gustavo, desejando que ele fosse o primeiro a recebê-los. Ela cumprimentou rapidamente a secretária e entrou sem cerimônia, trancando a porta atrás de si com um sorriso provocador. Gustavo, ao notar sua entrada inesperada, arqueou uma sobrancelha, visivelmente curioso, enquanto um leve sorriso se formava em seus lábios.
Ele deixou o olhar deslizar pelo decote da blusa branca de Maria Alice, onde um botão desabotoado revelava um toque de sensualidade. A saia preta, um pouco acima dos joelhos, delineava suas curvas de forma elegante. Enquanto ele se perdia na visão dela, Maria Alice contornou a mesa com naturalidade, sentou-se sobre ela, e, de modo insinuante, tirou os sapatos de salto alto. Com um movimento seguro, apoiou o pé no peito de Gustavo, que, surpreso e intrigado, recostou-se na cadeira.
— Posso saber o que minha bela dama deseja? — perguntou Gustavo, deslizando a mão pela panturrilha de Maria Alice, sentindo a maciez de sua pele.
— Eu... — começou Maria Alice, mas foi interrompida pelo toque do telefone sobre a mesa ao lado.
Ela pegou o aparelho e o entregou para Gustavo, que atendeu após um beijo suave em sua perna.
— Alô? Dona Olívia? Em que posso ajudar? — disse Gustavo ao atender a chamada e reconhecer a voz de Olivia.
— Olá, querido... Queria saber se você encontrou a Maria Alice. Faz tanto tempo que passei o endereço e, recentemente, soube que ela não está mais em Nova York. Ela está com você? Gostaria muito de falar com ela — respondeu Olívia, com um tom aflito.
— É sua mãe, e ela parece bem preocupada — comentou Gustavo, cobrindo a entrada de som com a mão.
Suspirando, Maria Alice pegou o telefone e começou a conversar com a mãe. Gustavo, alheio à conversa, apenas observava, deliciado, a vista à sua frente.
— Oi, mãe, como a senhora está? Quem lhe contou que estou no Brasil? — perguntou Maria Alice, repousando o outro pé no peito de Gustavo.
— Estou bem... Quem me contou foi a Berenice; ela ligou parecendo aflita, preocupada com você — respondeu Olívia, emocionada ao ouvir a voz da filha depois de tanto tempo.
— E o que vocês conversaram? — questionou Maria Alice, enquanto Gustavo beijava suas pernas, sem pressa.
— Não foi muito, foi só uma conversa breve — respondeu Olívia, ainda intrigada.
— Certo, então, por favor, me prometa que não vai contar nada a ela, especialmente sobre Gustavo — pediu Maria Alice, e, após insistir um pouco, sorriu ao ouvir sua mãe garantir que manteria tudo em segredo.
— Diga logo o que realmente importa! — interrompeu João, pegando o telefone das mãos de Olívia. — Já que está em São Paulo, encontrou seu irmão? — questionou com um tom autoritário, deixando transparecer certa preocupação.
— E o que eu tenho a ver com seu “filhinho preferido”? Não o encontrei e nem tenho intenção de encontrá-lo — respondeu Maria Alice, irritada.
— Não fale assim, ele é seu irmão... Mas, enfim, estou há dias tentando falar com aquele sem-juízo, e ele não dá sinal de vida. Se você o encontrar, avise-nos — pediu João, quase em tom de ordem.
— Espere sentado... — disse Maria Alice, desligando o telefone e deixando-o fora do gancho. — Ei, danadinho, o que você está fazendo? — perguntou, ao ver Gustavo deslizando sua calcinha para baixo com um olhar malicioso.
— Quero apreciar melhor a vista — respondeu Gustavo, retirando completamente a peça. — Mas você ainda não disse a que veio — completou, encarando-a com um olhar intenso.
— Ah, é... Vim te mostrar os convites para a inauguração da filial — disse, pegando o convite na bolsa e entregando-o a ele.
— Está realmente muito bonito, mas agora desejo outra coisa — respondeu Gustavo, guardando o convite e aproximando a cadeira da mesa.
Enquanto levantava suavemente a saia de Maria Alice, puxou seu quadril para mais perto e começou a explorar sua intimidade com a língua, ouvindo satisfeito os gemidos cometidos que dela escapavam...
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Parada diante da imponente casa de Berenice, Maria Alice olhava para o convite em suas mãos antes de tocar a campainha, aguardando com paciência. Após alguns momentos, uma das empregadas abriu a porta com um sorriso nervoso.
— Pois não, senhorita, tem hora marcada? Se não, talvez não seja um bom momento — disse a empregada, respirando fundo.
— Vai ser rápido, sou amiga de Berenice... Ela está em casa? — perguntou Maria Alice, aproveitando para observar o interior da casa.
A residência era realmente espaçosa e luxuosa, mas, aos olhos de Maria Alice, tudo parecia de um exagero sem medida. O excesso de tons dourados, tapetes caros e persianas imponentes revelava o gosto de alguém que priorizava a ostentação, beirando o cafonice.
— Maria Alice! — chamou Berenice, descendo as escadas. — Pode deixá-la entrar — completou, enquanto a empregada se afastava com um sorriso forçado, deixando as duas a sós.
— Acho que você não veio em um bom momento — disse Berenice, com um semblante perturbado.
— Sério? Mas o que houve? Eu vim só para entregar o convite da inauguração da minha filial, mas, se preferir, posso voltar depois — disse Maria Alice, em tom sério, esforçando-se para parecer solidária.
Antes que Berenice pudesse responder, um homem com cabelos negros, olhos castanhos e traços marcantes surgiu descendo as escadas com uma mala grande. Desesperada, Berenice correu até ele, insistindo, em lágrimas, que tudo não passava de um mal-entendido, implorando para que ele não a deixasse.
— Você é amiga dela? Faça um favor a si mesma e se afaste. Ela é uma cobra e vai morder seu calcanhar — disse o homem, com raiva, enquanto se desvencilhava do aperto de Berenice e saía, sem olhar para trás.
— Amiga, você está bem? O que aconteceu? — perguntou Maria Alice, abraçando Berenice, que chorava sem parar.
— Ah, amiga, foi tudo tão de repente... Fizeram uma montagem em que pareço na cama com outro homem, mas meu marido, o Flávio, ele não acredita que é tudo uma mentira — desabafou Berenice, enxugando as lágrimas. — Vamos sentar, quero te contar com detalhes — completou, segurando a mão de Maria Alice e levando-a até o sofá da sala.
Flávio
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Valdercina Rodrigues
Tomara que o castigo seja bem a altura do que ela fez com, a Maria Alice e o Pai do filho dela
2025-03-01
3
Aparecida Fabrin
nossa ele é parecido com o Gustavo.
2025-03-04
0
marciamattos mattos
várias seu castigo chegou
2025-03-04
0