Capítulo 17

Valerian descansou perfeitamente no quarto que lhe foi dado no palácio, a cama era muito confortável e sem ruídos que a incomodassem ao amanhecer. Ao levantar-se, levaram-lhe o café da manhã no quarto e Callisto chegou para tomar café da manhã com ela, embora a rainha quisesse que ela a acompanhasse, Callisto informou que ela não estava pronta para cumprimentá-la.

— Eu disse a ela que você estava arrependida pelo que aconteceu ontem à noite. — comenta Callisto.

— Agradeço. — Ela levanta os olhos para Callisto. — Você acha que ela se incomodou com o que viu ontem à noite?

— Não creio, minha mãe está muito interessada em que nós lhe demos netos. — comenta com um olhar sedutor.

Valerian para de comer, olhando para Callisto, ela não pode acreditar que a rainha pense algo assim, na verdade o que ela esperava era uma repreensão por agir de maneira "vulgar" devido às normas conservadoras daquele mundo.

— A rainha espera demais, ela pode não ter seus netos por mim. — comenta antes de continuar comendo.

Callisto apenas encolhe os ombros, a loira ainda está desconfiada, mas, agora que ele sabe o porquê, é melhor ter paciência, e mostrar que ele não é como sua família, além disso, na noite passada eles tiveram uma aproximação bastante apaixonada, o que lhe permite saber que Valerian não é indiferente a ele e, claro, é sua chance de ganhar sua confiança, então a queda dos Lacaster é seu teste para isso.

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Mais tarde, Valerian foi à residência da rainha, primeiro se desculpando pela cena em que ela a encontrou com o príncipe, garantindo que não aconteceria novamente.

— Querida, eles são jovens e estão prestes a se casar, você não precisa se desculpar comigo, seria pior se eu encontrasse meu filho com outra. — ela franze os lábios. — E se for esse o caso, eu mesma o castro. — ela garante.

Em algum lugar do palácio, Callisto sentiu um arrepio bem ali embaixo e até apertou as pernas.

— Majestade, não se preocupe, se Sua Alteza vier a gostar de outra mulher, não sou ninguém para me opor, não posso obrigá-lo a ficar ao meu lado. — responde Valerian com seriedade.

— Meu filho não faria uma coisa dessas, tenho certeza que você e Callisto serão felizes. — responde a rainha emocionada.

— Entendo, Majestade, o que quer que aconteça no futuro, será bem aceito. — era melhor não contrariar mais a rainha.

— A propósito, minha querida, Callisto já me contou, lamento não ter percebido antes, se tivesse feito, eu mesma a teria tirado daquele lugar. — ela expressa com preocupação.

— Não é sua culpa, Majestade, o Marquês e seus filhos esconderam tudo muito bem do público. —

A rainha pode ver que Valerian não expressa dor ou preocupação, ela estava calma, mas mesmo assim, ela não pode perdoar aquela família de bestas por tratar de forma tão horrível uma garotinha que nunca foi culpada de nada. A rainha se levanta, segurando as mãos de Valerian.

— Prometo que meu filho cuidará de tudo, aquela família receberá o que merece. — garante a mulher.

Valerian fica em silêncio, a última coisa que ela esperava ouvir são as palavras da rainha, que parece uma mulher calma e nobre, falando em destruir os Lacaster, porque estava mais do que claro que era isso que ela estava insinuando.

— Agradeço, Majestade. Acho que agora entendo porque você e minha mãe eram boas amigas. —

— Você sabia? Ela era uma boa pessoa e eu pensei que o Marquês também fosse, minha pobre amiga, nunca me perdoaria se soubesse que não fiz nada para defender sua filha. — ela garante.

— Minha babá me contou, agradeço por você ter sido uma boa amiga dela. E tenho certeza que ela não a culpa. — ela sorri.

— Você é igualzinha a ela, outro dia eu te dou uma cópia de um retrato que tenho dela, você verá como vocês se parecem, minha querida. —

— Vou adorar receber este retrato. — ela responde com entusiasmo.

Após uma breve conversa em que a rainha lhe conta algumas coisas sobre ela e a mãe de Valerian, as duas se despedem, pois a rainha deve atender alguns compromissos do dia. Valerian, por sua vez, vai em busca de Callisto, ela deve pedir-lhe uma carruagem para que possa voltar para a mansão de campo, certamente estarão preocupados com ela, pois ela prometeu não demorar. Mas justamente quando ela viu Callisto, ela vê Marlene correndo em sua direção, ela agarra seu braço sem nem mesmo mostrar respeito, então Callisto afasta sua mão.

— Quem lhe deu permissão para me tratar como igual? Lembro que você está diante do príncipe herdeiro. — ele a repreende.

— E-eu... desculpe... é que... bem, somos amigos, você sempre foi gentil e eu... — ela encolhe os ombros. — pensei que não era necessário...

— Amigos? Quem iria querer ser seu amigo? O fato de eu ter sido cortês não me torna seu amigo, caso contrário, eu seria amigo de todas as mulheres que cumprimentei gentilmente. — ele levanta a voz.

Isso, claro, chama a atenção de todos que estavam por perto.

— Desculpe, Callis... eu... —

— Callis? Parece que o Marquês a educou muito mal, ou ele a educou para ser uma oferenda aos homens? — ele expressa com um certo tom de escárnio.

— Você não se cansa de querer tirar meu noivado, agora você vem e assedia meu noivo... —

Marlene se assusta ao ouvir a voz de Valerian. A loira se aproxima de Callisto e se segura em seu braço.

— Ela fez isso? Então, sem dúvida, o Marquês está criando muito mal sua filha bastarda. — acrescenta Callisto.

— E-eu... não sou filha dele... ele é meu tio... eu... não... — Marlene não sabia o que responder e via o olhar de todos sobre ela.

Sem aguentar mais, Marlene sai correndo daquele lugar, enquanto Callisto sorri maliciosamente, ele queria tratá-la dessa forma há muito tempo, mas ele só era gentil por respeito aos gêmeos, mas agora, nem ela nem os gêmeos merecem mais sua gentileza.

— Parece que minha bela rosa ficou com ciúmes... —

— Não se iluda, eu só queria irritá-la. — ela responde, dando-lhe um tapinha no ombro.

— Muito tarde, bela rosa, você já me tem a seus pés. — ele comenta enquanto segura sua mão e lhe dá um beijo nas costas da mão.

Valerian se assusta ao notar o olhar de Callisto, mas afasta a mão lentamente. Enquanto ela pede uma carruagem, pois precisa voltar para o campo, a última coisa que ela quer é que o Marquês venha procurá-la, porque certamente Marlene não hesitará em dizer a ele que ela está no palácio.

— Você não pode levá-la, além disso, em alguns dias haverá um baile no palácio, pode ser divertido. — ele pisca.

Valerian não diz nada, mas ela fica curiosa sobre o que o príncipe está planejando.

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Comments

Luana Hale

Luana Hale

capítulo curtinho mais muito bom /Smile/
isso mesmo racha com a cara dessa sirigaita ,morfetica ,horrorosa /Sly/

2025-02-07

1

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