Capítulo 10

Valerian golpeia com o punho um dos bandidos que se aproximam dela e tira-lhe a espada, ao ver isso, outros dois se aproximam dela, fazendo com que Callisto se distraia, recebendo um leve corte na mão, Mark ao ver isso corre em auxílio de Valerian, pedindo a Callisto que se concentre na luta. É claro que todos se preocupam porque, embora tenham visto Valerian lutar com Callisto, não sabem se ela está pronta para uma batalha real.

Embora Mark, estando perto dela, note que ela é muito ágil em combate e que sabe se defender bem. Claro, isso só deixa os bandidos mais zangados, sendo enviados pelo líder para capturá-la.

Callisto, por sua vez, abre caminho até o líder, não pensa em perdoar que ele tenha ousado pôr os olhos em Valerian. A cobra branca aparece, deslizando em seu braço até que uma espécie de energia escura envolve seu braço e quando Callisto agita a mão, você pode ver uma bela espada branca, com uma bela joia amarela na guarda.

O líder dos bandidos parece pasmo com a presença daquela espada.

— n-não pode ser... esse é o príncipe herdeiro de Celes...— grita.

Rapidamente ordena a retirada, o que também estranha Valerian, ela não acreditava que a presença de Callisto fosse motivo de medo para bandidos. Eles começam a se retirar, então Valerian pega uma das rosas que ela usa no cabelo e a desfaz com as mãos, as pétalas caem, mas param e flutuam perto das mãos de Valerian.

Valerian acena com as mãos para a frente e as pétalas disparam em direção aos bandidos que fogem, ao cruzar com os corpos desses homens, as pétalas cortam sua pele como se fossem adagas afiadas. Os cavaleiros observam aquele momento com fascínio, Valerian move as mãos e as pétalas parecem se multiplicar prendendo os bandidos em um turbilhão e os gritos destes são ouvidos.

Callisto, que estava perseguindo o líder, ouve os gritos, mas rapidamente usa sua espada para atacar o líder, sua espada é agitada e causa uma espécie de energia que corta as costas do líder e ele cai do cavalo. Depois disso, ele se vira para ver aquela ventania de pétalas que está acabando com os outros bandidos e muito poucos conseguiram escapar.

Quando não há mais nenhum homem de pé, as pétalas simplesmente caem e são carregadas pelo vento. Callisto retorna observando o que aconteceu e, assim como seus cavaleiros, ficou surpreso com aquele ataque mágico. Callisto atinge a lateral de um dos bandidos.

— Que jeito de morrer, bem dizem que as rosas são perigosas. — ele sorri maliciosamente.

— Eu disse que ajudaria. — Valerian olha para a espada. — Linda.

Callisto a levanta na frente para que Valerian possa vê-la, era realmente uma espada muito bonita.

— O nome dela é Sohel, um espírito dragão. — ele comenta.

— É verdade, a rainha vem do reino que descende do dragão. — ela desliza as mãos sobre a espada.

— É assim mesmo, assim como minha mãe, eu carrego o sangue do dragão em minhas veias. —

A espada brilha e se transforma na pequena cobra que se mantém enrolada na mão de Callisto. Valerian ficou surpresa com isso, embora uma cobra pequena não a assuste.

— Fofa. — ela acaricia a cabeça dele com os dedos.

— Na verdade é macho. —

— Então fofo. — ela sorri levemente.

Sohel apenas se curva um pouco e então desliza pela manga das roupas de Callisto.

— Você sempre o esconde aí? Você pode esmagá-lo. — comenta Valerian.

— Isso não acontece, Sohel se esconde bem e é para não se separar de mim. — Ele levanta a manga da roupa, revelando que a cobra agora é uma espécie de tatuagem em seu braço. — Às vezes está nas minhas costas ou no peito, costuma se acomodar onde bem entende.

— Interessante, seria útil ter um assim. Mas eu não reclamo, minha magia também é perigosa. — ela se gaba com um sorriso malicioso.

— Isso explica porque suas roupas sempre têm rosas. — ele aponta para as que ela usa no cabelo.

— São uma arma, que ninguém espera. — ela se gaba.

— Assim como você. — ele segura uma pequena mecha do cabelo de Valerian. — Você é uma bela rosa que esconde espinhos mortais. — ele beija a mecha enquanto olha fixamente para os olhos da loira.

Valerian fica em silêncio ao se sentir observada por aqueles olhos dourados e penetrantes, seu olhar não era o de um príncipe gentil, era o de uma besta ardendo em desejo e ela parecia ser sua presa. Valerian sentiu seu coração disparar, então ela cobre os olhos do príncipe e se afasta rapidamente.

— Se você está tentando me seduzir com isso, está apenas perdendo seu tempo. Apenas joguem terra nesses corpos, vamos. — Valerian se afasta de Callisto para ir até a carruagem.

.

.

.

Na mansão Lacaster, Marlene havia se trancado em seu quarto, chorando porque havia sido expulsa do palácio e logo pela manhã quando saiu para fazer compras, as moças que encontrou na boutique riram dela pelo ridículo que ela fez, pois em dois dias a rainha a expulsou do palácio porque ela não conseguia acompanhar o ritmo das aulas, aquelas que Valerian tinha quando tinha 14 anos e ela que tem 19, não conseguia com o mais básico. Marlene não conseguia nem se defender das provocações, principalmente quando a acusaram de querer roubar tudo de Valerian, inclusive seu noivo.

O marquês, por sua vez, também via as consequências de sua teimosia, até ele ouvia as críticas a Marlene e como ela envergonhou a casa Lacaster por sua falta de respeito à rainha, pois até os gêmeos ousaram levantar a voz para ela.

— Eu disse a vocês para não causarem problemas, no entanto, agora somos alvo de críticas. — O marquês repreende os gêmeos.

— Mas pai, esses professores ousaram ferir os sentimentos de Mar. — responde Kenai.

— É verdade pai, eles desrespeitaram Marlene primeiro, ela é uma nobre e eles são apenas professores. —

— Eles são professores a serviço da rainha, eles deveriam ter ficado quietos e evitado um confronto. — ele esfrega as têmporas. — Valerian não estava causando esses problemas. — ele murmura.

Os gêmeos se entreolham e franzem a testa à menção de Valerian.

— Não a mencione pai, ela é apenas uma esnobe que humilha Marlene. — Einar parecia irritado com a comparação.

— Valerian é um monstro, a culpada por não termos uma mãe... Mar é o anjo que trouxe alegria para esta casa... — responde Kenai.

O marquês, ao ouvir essas palavras, franziu os lábios, lembrando que foi pelo nascimento de Valerian que perdeu sua amada esposa e, desde então, se afastou, dedicando-se apenas a dar o carinho necessário aos gêmeos, enquanto Valerian crescia sob os cuidados de uma babá, claro, essa mulher uma vez falou com ele.

“A marquesa deu a vida por aquela menina, porque a amava tanto quanto você e os gêmeos, ela deixou aquele pequeno ser porque acreditou que você lhe daria o amor que ela não poderia dar. Aquela criatura inocente não é culpada de nada e um dia você vai se arrepender do mal que está lhe causando." A babá reclamou.

Naquele dia, o marquês mandou a babá e Valerian para a parte mais afastada da mansão, irritado com as palavras daquela mulher.

O marquês apenas pede aos gêmeos que o deixem em paz, pois não é hora de discutir o que aconteceu, embora saiba que não tem remédio, Marlene está sendo julgada pela sociedade e terá que suportar, ela poderia mandá-la para o campo com Valerian? Não, Valerian mudou e poderia machucar Marlene. Ele precisa encontrar uma maneira de evitar comentários ruins.

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Comments

monalisa

monalisa

uiiiiiiiii a gata é perigosa/Angry/

2024-11-28

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