Einar chegou com seu pai para contar que o príncipe havia retornado, porém parece ter descoberto o tratamento que Valerian recebia e não quis compreender seus motivos, recusando-se a emprestar-lhes a villa fora da capital e, aparentemente, posicionando-se ao lado de Valerian.
— Não entendo como sua alteza prefere Valerian, por causa dela meu irmão e eu crescemos sem mãe. — Einar estava irritado.
— Einar, não incomode mais sua alteza, o que menos queremos é criar inimizade com a família real. — pede o Marquês.
— Mas pai, não consigo evitar a raiva, ele até insinuou que Marlene quer usurpar o lugar de Valerian…
— Esqueça isso, vamos encontrar uma solução. Deixe tudo passar, os maus boatos sobre Marlene logo vão acabar. — explica o Marquês.
Enquanto conversavam, Marlene escutava tudo da porta e franzia os lábios, não podia acreditar que o príncipe, que é amável e bom amigo de seus irmãos, agora estava do lado de Valerian, que sempre foi má com ela e culpada por os gêmeos não terem mãe.
...
No palácio, Callisto terminava mais um dia de trabalho, que se acumulou durante sua ausência. O rapaz volta ao seu quarto e depois de trocar de roupa para o pijama, uma espécie de robe atado na cintura, deita-se na cama soltando um suspiro, mas repentinamente sente a presença de mana e ao abrir os olhos, algumas pétalas caem em seu peito.
Nesse instante, um redemoinho de pétalas vermelhas se movimenta acima dele, quando se dispersam caindo na cama, algo, ou melhor, alguém, cai sobre ele.
Ele reclama e ao perceber de quem se trata, era Valerian quem agora estava montada nele, inclusive suas mãos tocavam diretamente a pele de seu peito, Callisto sentiu seu corpo estremecer naquela posição e estava surpreso com a presença da loira, que observa o lugar sem se importar onde está sentada, até sentir a pele do príncipe em suas mãos e abaixa o olhar, encontrando os olhos confusos de Callisto.
Ambos se olham fixamente, enquanto Valerian pode sentir com suas mãos a respiração ofegante do príncipe e seu coração bater rápido. Ela inclina-se um pouco, deixando-se levar por aquela sedutora imagem do príncipe abaixo dela e com o peito descoberto. Callisto não consegue mais resistir, puxa Valerian pela nuca e une seus lábios em um beijo efusivo; isso surpreende Valerian, mas com o calor do momento era impossível resistir, especialmente estando sobre um homem sensual. Valerian corresponde ao beijo, enquanto suas mãos deslizam pelo peito do príncipe até abraçá-lo pelo pescoço e isso permite que Callisto mude a posição deixando Valerian sob ele, com o beijo intensificando-se, seus lábios encaixavam perfeitamente e suas línguas dançavam entre suas bocas.
O ambiente tornava-se cada vez mais apaixonado, Callisto desliza sua mão pela saia do vestido de Valerian, levantando-a até tocar sua perna, Valerian se sobressalta, mas não desagrada o toque, pelo contrário, um arrepio percorre sua pele, estremecendo seu corpo e se ela não o parar, Callisto estava disposto a mais.
As mãos de Valerian deslizam pelos ombros de Callisto baixando as mangas do robe deixando ainda mais à mostra o dorso do príncipe, que se acomoda entre as pernas da loira. Callisto pressiona seu corpo naquela área, fazendo Valerian abafar um gemido interrompendo o beijo, pois definitivamente sentiu algo duro pressionar entre suas pernas. Valerian estava prestes a dizer algo, até que a porta se abre, sendo a rainha quem havia entrado e fica paralisada com a cena. Callisto olha para si mesmo e depois para Valerian, que também ficou pasmada. O príncipe se afasta e a cobre com as cortinas do dossel.
— Mãe!, pensei que já estivesse dormindo, o que a traz aqui? — fala nervosa.
— Acho que te direi amanhã...eu, vou me retirar... — responde a rainha.
Ela, longe de parecer irritada, parece feliz, até dá um tapinha no ombro de Callisto.
— Senhorita Lacaster, passe amanhã para cumprimentar. — grita animada.
Dito isso, a mulher sai rapidamente enquanto avisa aos criados que não devem incomodar o príncipe naquela noite. Provavelmente seja hora de começar a preparar tudo para receber um pequeno príncipe ou princesa.
Valerian corre as cortinas novamente, já com a roupa arrumada, seu olhar se dirige a Callisto, que parecia um pouco nervoso pelo acontecido, então Valerian se aproxima mostrando um leve sorriso.
— O que houve alteza?, por que agora está tímido? —
— Não estou. — aproxima-se de Valerian e a segura pela cintura para tê-la mais perto. — Com prazer posso continuar se desejar...
Valerian o afasta e ajeita o robe que ele veste. — Hoje não, alteza. —
— Isso quer dizer que outro dia, sim? — sorri malicioso.
— Não insista... — dá um tapinha no ombro.
Callisto não diz mais nada e toma assento na cama, olhando para os pétalas que ficaram sobre o móvel.
— Então minha bela rosa, conte-me como chegou... —
— Um feitiço de transportação... graças à sua mana, alteza, o feitiço funcionou... —
— Então devo agradecer ao feitiço por sua visita tão repentina... — sorri enquanto brinca com os pétalas em sua cama.
Ela explica a Callisto que o feitiço funciona encontrando a presença da mana de uma pessoa que está no local para onde deseja viajar e, assim, pode se transportar para esse lugar.
— Então devo agradecer à minha mana por ter tido uma noite muito agradável... — comenta felizmente.
Valerian apenas desvia o olhar, mas pede um quarto porque não há como voltar, pelo menos é um detalhe que ainda precisa ser aperfeiçoado. Callisto chama as aias para que preparem o quarto.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Souza França
😔☹️😩
2024-12-30
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