Callisto saiu da mansão, rumo à capital, tinha trabalho a fazer, os Lancaster têm que pagar pelo que fizeram com Valerian. Ao longo das ruas, desfilam as tropas de Callisto que o acompanham, os presentes olham com admiração sua chegada, já que o jovem príncipe é conhecido por proteger o reino e por estar sempre atento a ajudar o povo.
Assim que chegou ao palácio, os gêmeos não tardaram a saber, então Einar, naquela mesma noite, foi ao palácio pedindo para ver Callisto, que o recebe em seu escritório. Assim que Einar está diante dele, pede emprestada sua casa de campo, explicando os rumores que se espalharam pela capital sobre Marlene e que ela precisa se afastar um pouco de tudo.
— Acaso só vocês podem resolver os problemas em que ela se mete?— levanta o olhar para Einar.
—Eh?, parece que está de mau humor. Não procuro resolver o problema dela, só queremos que ela esteja tranquila.— responde.
— Se ela não suporta as críticas, por que entrou no palácio querendo que mudassem meu noivado e a escolhessem? Era óbvio que isso causaria má reputação para ela.—
— Alteza...— Einar aperta as mãos em punhos, ouvindo as palavras tão severas de Callisto.— Acho que está sendo muito agressivo.
— Não, só estou sendo sincero. Por isso não, não emprestarei a casa de campo, não quero que digam que estou interessado na segunda senhorita Lancaster.—
— Mas, acreditei que ajudaria, Marlene é uma boa jovem e, se há rumores, podem se casar, não? Ela é linda.— ri nervoso.
— É mesmo?, realmente nunca notei.— sorri com gentileza.— Talvez porque só tenho olhos para minha bela rosa, Valerian Lancaster.
Ouvir aquilo só deixa Einar incomodado, já que aparentemente Callisto tem interesse em Valerian, o que era uma pena, porque ela não será uma boa rainha, não quando foi a culpada pela morte de sua mãe.
— Realmente quer se casar com ela? Sendo sincero, sua existência trouxe tragédia à nossa família, o que espera a família real com ela como rainha?— comenta irritado.
Einar se assusta ao ouvir Callisto bater na mesa e, quando olha para o príncipe, ele tem o olhar fixo nele, um olhar afiado que o deixa nervoso.
— A única tragédia que existe é que Valerian nasceu em uma família tão ruin como os Lancaster.— responde irritado.
Einar se assusta ao ouvi-lo, nunca pensou ouvir essas palavras de Callisto, já que este sempre foi gentil com eles.
— Por que a defende? Você não sabe, mas ela matou nossa mãe, seu nascimento foi a pior coisa que poderia ter acontecido.— expressa Einar irritado.
— Acaso ela pegou um punhal e esfaqueou sua mãe? Quantos anos você tem para pensar assim?— pergunta.
— Alteza, acho que não quer entender...—
— Não, quem não entende nada é você, Valerian não matou sua mãe, mas vocês mataram o coração de uma inocente, que cresceu acreditando que não podia confiar em ninguém.— responde irritado.
Callisto não consegue acreditar no quão estúpido pode ser aquele garoto diante dele, até ele mesmo se sente um tolo por não ter percebido antes, talvez assim pudesse ter tirado Valerian daquela casa.
— Vá embora e não contem comigo para nada, se sua irmã está sendo julgada é porque vocês a meteram nesse problema.—
Callisto chamou os guardas para tirar Einar dali, além de proibir que os Lancaster entrassem em sua residência. Einar saiu dali irritado, jamais acreditou que, de um dia para o outro, Callisto o trataria daquela forma, e tudo para proteger aquele monstro.
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Assim que tirou Einar do palácio, Callisto foi ver a rainha, que a essa hora já estava desocupada. Ao entrar e cumprimentá-la, começou a contar o que Valerian havia lhe contado sobre sua família e o que havia vivido naquela casa. A rainha se sentiu como Callisto, indignada com o tratamento que aquela menina havia recebido.
— Se ela soubesse que deixou sua preciosa filha nas mãos daquelas bestas, certamente estaria buscando vingança...— menciona a rainha.
— Se a marquesa já não está aqui, então eu me encarregarei de destruir os Lancaster.— Callisto a informa.
— Você tem todo o meu apoio, aquelas bestas não merecem continuar vivendo felizes.— a rainha estava totalmente furiosa.
Ela era amiga próxima da marquesa, pois muito antes de se casarem, suas famílias eram próximas e ambas cresceram juntas, foram boas amigas mesmo depois que cada uma se casou e, por isso, a rainha não hesitou em escolher Valerian como a prometida de Callisto, porque sabia que era o que sua amiga teria desejado, para evitar que sua filha fosse prometida a qualquer outro canalha, embora, é claro, a rainha não acreditasse que o marquês seria capaz de fazer isso com sua filha, mas, ao saber do tratamento que eles lhe deram, foi bom oferecer o noivado com Callisto antes que o marquês a entregasse a qualquer homem.
— Callis, meu filho, não tenha piedade daquelas bestas.— pede.
— Sabe que não terei, mãe.—
Callisto faz uma reverência vendo sua mãe se retirar, já era tarde e ela queria descansar, embora com o que sabe agora, talvez não consiga dormir tranquila, sente que falhou com a amiga por não perceber o que Valerian estava sofrendo.
Callisto, ao voltar para sua residência, ordena a Mark que investigue muito bem os Lancaster, embora duvide que estejam em negócios ilegais, não custa nada encontrar algum segredo que tenham guardado por aí e que ele possa usar contra eles, inclusive está disposto a fabricar qualquer prova para incriminá-los por algum crime, tudo para arruiná-los.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Luana Hale
se for chora manda áudio, ou escreve uma carta. pra se adaptar a época /Chuckle/
2025-02-07
0
Souza França
alguém dá umas bofetadas nesse guri, pra ele acordar, quem engravidou a mãe dele tem mais culpa se quer culpar alguém!😡😡😡😡
2024-12-30
1