Capítulo 2

Valerian chegou ao escritório do Marquês, ao entrar, ele e seus irmãos estavam presentes, o Marquês começa a mencionar que Marlene tinha machucado os joelhos durante a queda e que agora estava triste porque Valerian a ignorou, fazendo-a pensar que é odiada pela loira.

— Não a odeio, mas não me importo com o que acontece com ela, se ela caiu foi por sua própria falta de jeito, ou acaso vocês me viram empurrá-la? — fala seriamente.

— O problema não é se você a empurrou, o problema é que você a ignora, quando ela só tenta ser legal com você. — responde o Marquês.

— Você deveria agradecer que ela quer se aproximar de você. — fala um dos loiros.

Este era Einar, o irmão gêmeo mais novo. Enquanto Kenai, o gêmeo mais velho, a olha com raiva.

— Mas eu não tenho interesse em me aproximar dela. Se só me chamaram para esta tolice, eu me retiro. —

— Espere, você deve se desculpar com Mar, ela está muito magoada. — fala Kenai.

— Claro, quando você beijar a sola dos meus sapatos. — sorri com escárnio.

— Valerian! Mais respeito com seu irmão e você deveria se desculpar. — grita o Marquês.

— Marquês, não vou me desculpar porque não há razão para isso, estou cansada de ouvi-los, sempre, é a mesma coisa. — Se havia algo que esta nova Valerian não tinha, era paciência e a pouca que tinha, essas pessoas estavam a esgotando rapidamente.

Dito isso, Valerian saiu irritada do escritório, mas, o Marquês permaneceu em silêncio porque notou algo muito claro, Valerian o havia chamado de "Marquês", em vez de pai, como sempre o fazia. Ele até notou que o olhar da loira para eles era frio e vazio.

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Do lado de fora do escritório, sua criada já a esperava, preocupada com o que poderia ter acontecido, mas Valerian lhe diz que não foi nada. Na varanda da escada, Marlene observa a loira e quando esta levanta o olhar, sente um leve arrepio, pois o olhar de Valerian tinha uma expressão de arrogância.

— Estava esperando que me batessem?, Receio que desta vez não. — fala friamente.

Marlene quis responder, mas apenas vê Valerian se afastando. Nos últimos dias, a jovem loira havia mudado muito, antes ela apenas ficava em silêncio quando seus irmãos a repreendiam e quando falava, era para implorar que acreditassem nela, mas agora, ela apenas os olha com aborrecimento.

No dia seguinte, Valerian chega ao escritório do Marquês pedindo para falar com ele, este se surpreende porque a moça apenas fica de pé diante da escrivaninha sem fazer uma reverência ou uma saudação amável.

— Quero ir para o campo, para a mansão dos avós Lacaster. Eles me deixaram aquela mansão. — fala sem rodeios.

— Por que você quer ir?, Naquela mansão só há poucos criados, e quanto às suas aulas? — pergunta o Marquês.

— Não importa quantos criados haja, eu irei e essas aulas, que Marlene as tenha, afinal, não é ela quem está sempre com o príncipe herdeiro? —

O Marquês que antes não tirava os olhos de seus documentos, finalmente o fez, mas estava irritado com as últimas palavras da loira.

— O que você está insinuando?, O que você disser pode afetar a reputação de sua irmã. — ele a repreende.

— Prima, ela é minha prima, e sua reputação não me importa, se ela for arruinada é porque ela não consegue manter as mãos longe de homens comprometidos. — responde com tranquilidade.

— Não vou tolerar que fale assim da minha filha, então… —

— Eu vou indo, se você não quer que eu arruíne a reputação da sua preciosa filha, deixe-me ir para o campo e rompa meu compromisso com o príncipe herdeiro. — responde já irritada.

— Você acha que é fácil?, Romper esse compromisso pode ofender a família real. —

Parece que para o Marquês não é importante que Valerian continue com o compromisso com o príncipe herdeiro, pois ele nem tenta fazê-la desistir de sua decisão.

— Não vai acontecer, o príncipe está de olho em Marlene, ele ficará feliz em trocar de noiva, eu só quero a mansão do campo. — garante.

O Marquês permanece em silêncio, pois não esperava que Valerian falasse com ele sobre algo assim, quando a viu tão animada com seu compromisso com o príncipe herdeiro, ela nunca faltava às suas aulas. E agora, ela quer ir embora e abandonar aquilo pelo qual tanto se esforçou.

— Se você for, não volte… — ele avisa.

— Eu não planejava voltar. Por que eu faria isso? — pergunta sem qualquer expressão.

— Bem, eu resolverei tudo. —

O Marquês volta seu olhar para seus documentos, enquanto Valerian se retira do local sem dizer mais nada.

Valerian chega em seu quarto e informa à sua criada que ela deve fazer as malas, pois elas irão para o campo, ela até pede que ela reúna todas as joias, elas vão vendê-las para ter dinheiro extra caso o Marquês não lhes dê nada.

— Como vamos sobreviver no campo se ele não nos der sua mesada? — pergunta a criada assustada.

— Mandy, eu saberei como resolver isso, agora só precisamos nos preparar. —

Valerian procura um vestido confortável para sair, até usa uma capa, enquanto a criada junta todas as joias.

Ao terminar, Mandy desce rapidamente para pedir a carruagem e Valerian desce logo depois, ao pé da escada, os gêmeos estavam lá, prontos para sair também.

— Para onde você vai?, Que eu saiba, nós não a convidamos. — menciona Kenai.

— O quê?, Não sei do que você está falando, jovem Lacaster. — responde Valerian. — Por que eu iria querer ir com vocês?, A flor da sociedade não pode ficar perto de algo tão insignificante. — olha de cima a baixo para os gêmeos.

Kenai fica surpreso com a forma como Valerian fala com ele, especialmente porque ela passa direto, saindo de casa, ele olha para fora e a vê subir em uma carruagem que os criados usam, surpreendendo tanto ele quanto Einar. Os dois se entreolham, mas antes que pudessem dizer algo, Marlene chega diante deles com um sorriso radiante e pronta para sair.

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Depois de algumas horas de viagem até a cidade, Valerian finalmente chegou, ao descer, Mandy a guia até um lugar onde podem vender as joias, mas explica que ela deve ter cuidado para não ser enganada. Ao entrar no local, ela usa o capuz da capa, estando no balcão, mostra as joias ao responsável, este fica fascinado ao vê-las, pois são joias de boa qualidade, mas hesita um pouco sobre a procedência, garantindo que não compra joias roubadas.

Valerian mostra a ele o brasão de sua família e diz que só está vendendo as joias para comprar novas. Depois de alguns minutos, Valerian consegue uma grande quantia em dinheiro.

— Você se saiu bem, senhorita, eu temia que aquele homem a enganasse. — ela solta um suspiro de alívio.

— Eu te disse que sabia o que fazer. —

Ambas vão comprar alguns doces e voltam para a carruagem.

°°°

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Comments

Souza França

Souza França

gostaria de saber o que aconteceu pra trocar de corpo?

2024-12-30

0

Luana Hale

Luana Hale

esperava oque um beijinho e auto-humilhação

2025-02-05

0

monalisa

monalisa

tô lendo desde o começo de novo pra matar a saudade, já que faz tempo que a autora não atualiza

2025-01-16

1

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