Valentina
Amarro o cadarço do meu tênis e me levanto para preparar alguns sanduíches. Depois de ontem, ter saído da festa corrida, eu decidir que não irei ficar em casa.
Hoje é domingo e preciso de algo para distrair a minha mente. Para a minha sorte, hoje vai acontecer um fenômeno um pouco raro: A chuva de meteoros, que é possível ser vista a olho nú.
Então, resolvi me arriscar e entrar mata a dentro e pegar uma trilha que tem aqui perto. Mesmo que essa mata me faça lembrar daquele...não vale a pena nem lembrar.
Ainda são nove horas da manhã. Terei que esperar escurecer para conseguir ver a chuva de meteoros, mas pretendo passar o dia fora. Se não fosse o trabalho iria decidir até morar por lá.
Por sorte, lembrei que Henrique me disse que acampava as vezes aqui por perto, então ele tem a mochila com a cabana e o saco de dormir, se ficar muito perigoso para voltar eu fico por lá mesmo.
Onde você está meu irmão? Todos os dias lembro dele. Desistir de ligar, porque ele parece ter desativado o número.
Termino de passar o patê de frango que eu fiz, nos sanduíches, coloco numa vasilha e pego o suco de laranja. É isso, não fiz nada demais, pois decidi de última hora.
Aproveitar que amanhã, é segunda, e eu recebi uma folga. Geralmente só tenho os domingos para tirar um tempo para mim, aos sábados eu faço uma faxina pesada na casa, já que durante a semana eu só consigo fazer o mínimo para a casa não virar um lixão.
Coloco os sanduíches e o suco na minha bolsa e pego também uma garrafa de água. Verifico novamente se os itens para armar a barraca e o saco de dormir estão todos na mochila de acampar.
Quando me preparava para sair, meu celular notifica uma mensagem. Estou tão assustada com tudo que vem me acontecendo, que imagino ser aquele maluco novamente.
Mas quando pego, meu sorriso se estampa instantaneamente.
✉️ Lorenzo aqui, esse é meu número. Salva aí.
✉️ Desculpa, não ter te ligado antes.
Fala sério! Duas semanas se passaram, e ele vem aparecer agora? Visualizo as mensagens mas não respondo nada. Então outra mensagem vem em seguida.
✉️ Eu vi que visualizou. Não vai me responder?
✉️ Não encontrou ninguém para esquentar a cama para você hoje, e lembrou de mim? — respondo e vejo o digitando parando e aparecendo várias vezes.
Mas então a chamada dele aparece na tela. Eu não vou atender. Desligo e ele liga novamente.
Tenho que levar o celular, para usar o GPS se eu precisar, mas minha vontade é de deixar em casa tocando sozinho.
Fico parada segurando o celular, vendo ele tocar sem parar, várias e várias vezes. Fico dividida entre o desejo e o orgulho.
O desejo de querer atender. Mas o meu orgulho me impede de ser tão fácil.
Quer saber? Deslizo meu dedo atendendo sua ligação.
📱Lorenzo: Estava tentando me ignorar?
📱 Valentina: Você me ignorou primeiro, por duas semanas.
📱Lorenzo: Eu tive alguns imprevistos, estava esperando ficar livre para te ligar.
📱 Valentina: Não precisa mentir.
📱Lorenzo: Sério, não tô mentindo. Quero te ver, você está livre hoje?
Olho para a minha bolsa e a mochila em cima do sofá, decidindo se o dispenso ou não.
📱 Valentina: Estava prestes a sair.
📱Lorenzo: Você vai sair? Para onde estava indo?
A suas perguntas soaram um pouco estranhas, como se fosse um namorado fazendo exigências de alguma coisa, mas ignoro isso.
📱 Valentina: Vou dar uma caminhada aqui perto, e acampar.
📱Lorenzo: É perigoso fazer isso sozinha, eu vou com você.
📱Valentina: Eu não quero te incomodar.
📱Lorenzo: Não é incomodo, chego na sua casa em alguns minutos. O que precisa que eu leve?
Mesmo que eu queria o dispensar, por me fazer esperar por duas semanas, não consigo. A idéia de ter ele comigo é tentadora.
📱 Valentina: Não precisa trazer nada, só venha preparado para subir algumas pedras.
Ouço sua risada do outro lado e rio também.
📱Lorenzo: Me espere, estou chegando. Até daqui a pouco.
📱 Valentina: Até.
Finalizamos a ligação, e eu me sento no sofá. Pensei em pegar meu notebook e ver algum filme enquanto ele não chega, mas lembrei que pessoas daquele cara mascarado, colocaram um vírus potente nele, fazendo o parar de funcionar totalmente. Droga! Como eu odeio aquele cara.
Um pouco mais de meia hora se passa, e uma BMW para na frente da minha casa. Quantos automóveis ele tem? Primeiro a moto, depois uma Ferrari, agora uma caminhonete gigante de sete lugares.
Ele sai do carro, vestido com uma roupa esporte e tênis. Ele está com uma mochila e algumas sacolas na mão.
Abro a porta e, enquanto ele vem ao meu encontro, meu coração acelera. Por que não consigo evitar as reações que ele causa no meu corpo?
Quando para na minha frente, ele abraça minha cintura apenas com uma mão, já que a outra está ocupada. E sem que eu espere, ele me beija, de uma forma quase que desesperada. Apesar de ficar surpresa, eu não me afasto, apenas me entrego. Seu perfume invade meu nariz, me dando vontade de não o soltar mais.
Me sinto uma boba, por perceber que senti falta disso.
Me sinto uma boba por sentir saudades de um homem que estive apenas uma vez.
Ele parece não querer desgrudar da minha boca, mas o beijo termina, para recuperarmos o ar.
A sua reação surpresa me deixou um pouco tímida, mesmo que eu não me considere tímida.
— Entra. O que você trouxe aí? — digo entrando, para disfarçar minhas bochechas coradas.
Não gosto de não ter controle sobre as minhas emoções.
Ele me acompanha entrando também.
— Passei na confeitaria da esposa do meu tio, e trouxe algumas coisas.
— Tudo bem, vamos arrumar tudo para irmos.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Vaniza Goncalves
🤣 decidiu voltar depois de ver que pode perder é?🤣🤣🤣
2025-01-28
0
Letícia Leal
A HISTÓRIA E BOA COMO TODAS AS SUAS HISTÓRIA MAIS JA TA FICANDO CHATINHO ESSES DOIS 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻BOA LEITURA PRA VCS ABENÇOADAS
2024-12-31
1
joana Almeida lima
Se vai ser vista a olho nu , porque vai pra dentro da mata? Não entendo algumas atitudes dessa garota.
2024-11-18
2