Capítulo 15

Lorenzo

Aperto o volante com força, observando ela se distanciar para entrar em sua casa. Ela para na porta sorridente e dá um breve aceno para mim. Eu faço o mesmo, e quando ela entra, fecho os vidros e dou partida no carro.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO É ERRADO!

Sei que o melhor a se fazer, é me afastar. A idéia de tirar a vida dela, já está fora de questão, então, eu devo deixar ela viver a vida dela.

NÃO SINTO VONTADE DE ME AFASTAR!

MAS VOCÊ NÃO É BOM PARA ELA!

É como se eu estivesse disputando comigo mesmo dentro de mim. Aumento a velocidade do carro, sentindo que eu estou ficando louco.

Que porr4 é essa acontecendo comigo?

Dirijo pela estrada que dá na casa dos meus avós, iria ir em casa trocar a roupa de ontem, mas como já é quase meio dia, resolvo ir assim mesmo.

Todos estarão lá reunidos, pois meu avô recebeu alta essa manhã.

Quando entro, encontro minha mãe, minhas tias: Eloise e Amélia. Bom, Amélia eu não chamo de tia, mas a considero como uma.

Minhas primas Gabriella e Gisele também estão. Eu sou o único solteiro da família, pode acreditar. Deu uma confusão sobre o relacionamento delas na época, mas uma casou e a outra já vai casar em breve. Seus parceiros não estão presentes, muito provavelmente por estarem trabalhando.

As cumprimento quando entro e elas param de conversar. Hoje, todos estão com um semblante melhor. É sempre assim, se um não está bem, todos nós também não ficamos. Mas, como deu tudo certo com a cirurgia do meu avô, todos nós estamos aliviados.

— Cadê meu pai? — pergunto a minha mãe, parando frente a ela.

— Está no escritório com seu tio. — ela responde.

— Meu avô já está lá em cima?

— Está sim.

— Eu vou lá. — aviso, e subo as escadas.

Bato na porta antes de entrar, encontrando minha avó arrumando travesseiros atrás do meu avô. Meu pequeno primo Dominic, estava perto deles observando tudo curioso.

Sorrio, admirando um pouco a cena. Eles já tem uma idade avançada, mas nunca vi eles se afastar, sempre cuidando um do outro. Sempre.

Será que um dia, encontrarei alguém para viver até ficarmos velhinhos?

Balanço a cabeça, afastando essas idéias malucas e finalmente entro no quarto.

— Olha ele aí, meu neto que estava faltando. — meu avô diz, com a voz um pouco fraca.

Me aproximo deles, dou um beijo na testa da minha avó como cumprimento e aperto as bochechas do meu primo, antes de sentar na cama.

— Como o senhor está? — pergunto.

— Estou bem, acho que esse coração aguenta mais um pouco ainda. Se esse é o preço por ter amado demais, eu o pago de bom grado. — ele brinca e vejo que apesar da idade, ele é o mesmo de sempre.

— Não fale besteiras. — minha avó o reclama e eu sorrio.

— E você, como está meu neto? Já está namorando?

Já até me acostumei com cobranças sobre relacionamento, quando não é minha mãe, e qualquer outra pessoa dessa família.

— Não, vô. — respondo simplesmente.

— Eu não posso morrer, sem ao menos ter alguns bisnetos. Eu já pedi para a Gabriella e Gisele providenciar isso, e você, vai arrumar logo uma mulher, é uma ordem! — apesar do seu tom autoritário, eu sei que ele não me abrigaria a nada.

— Por enquanto, estou bem solteiro. — falo, me levantando. — Depois venho ver vocês novamente.

Aviso e me despeço deles. Desço as escadas e vou direto para o escritório, onde meu pai e meu tio estão. Os encontro olhando alguns papéis. Quando tem algum assunto pendente, eles não descansam. Eles olham para a porta, apenas para ver quem entra, quando me vê, voltam o olhar para o que estavam olhando.

— Já conseguiu alguma coisa, sobre o último membro do, Delta? — meu pai pergunta para mim, quando me aproximo deles.

— Ainda nada, nenhum rastro. — pigarreio, para disfarçar a mentira deslavada que eu estou contando.

— E sobre o suposto Hacker? — ele volta a perguntar.

— O IP do computador que foi usado, veio da casa que ele morava. Não tenho como saber se foi ele mesmo, ou emprestou para outra pessoa.

— Nessa madrugada, conseguimos recuperar 60% dos armamentos. — meu tio diz e eu me sento perto deles.

— Isso é bom! E os outros 40%? — indago.

— Foi transportado para o México no mesmo dia do roubo. Mesmo depois de uma sessão de tortura, os três que já foram mortos, não confessaram nada. — meu tio diz e larga o papel na mesa.

— Eu não acredito que um grupo, que roubava apenas joalherias, tenha tido a ideia de nos roubar. — falo meu ponto de vista. — Acho que tem alguém maior por trás.

— Uma outra máfia? — meu pai pergunta pensativo.

— Talvez sim. — digo, disposto a investigar mais sobre isso.

— Vamos continuar investigando. Esse último que falta, é a única esperança de sabermos mais.

— Vou investigar sobre isso. — falo.

Meu tio sai, dizendo que vai pegar o filho do quarto dos meus avós, para que eles possam descansar. Ficamos só eu e meu pai. Ele que está de braços cruzados, como se estivesse pensativo, me encara.

— Seu avô estava perguntando quando vai arrumar uma mulher. — ele pergunta e eu respiro fundo.

De novo isso.

— Ele me disse. — falo com calma, para não transparecer o quanto esse assunto me irrita.

— O que acha da Megan? Além dela trabalhar com você, fazendo o que você gosta, também é filha de mafioso. — ele insinua e eu levanto irritado.

— Se eu quisesse a Megan, eu estaria com ela, pai.

— Seria uma ótima união.

— Pai, não estamos no tempo de meu avô, que existiam casamentos apenas pela união de poder. Eu não vou me relacionar, com quem não quero! — digo me alterando um pouco.

— Por que está gritando comigo! Estou lhe dando uma sugestão, e não te obrigando a nada. — reclama com tom autoritário e eu respiro fundo.

— Desculpe, pai, mas se eu quiser alguém será no tempo certo e quando eu escolher.

— Você nunca escolhe ninguém, está sempre saindo para farrear, como se fosse um vagabundo. Olha sua roupa, está claro que veio daqui direto de alguma noitada. — ele diz se levantando, percebo que nossa conversa já virou uma discussão.

— O senhor também não teve suas aventuras de solteiro, quando era jovem? — pergunto e ele me encara querendo dizer algo, mais se senta e respira fundo.

— Arrume uma mulher logo. — ele diz e eu me sento também.

Não é costume discutimos por nada, mas quando é esse tipo de assunto, todas as vezes os ânimos se alteram.

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Comments

Maria Helena Da Silva Lima

Maria Helena Da Silva Lima

Parece que usaram camisinha, só em uma das vezes.
Pode ocorrer uma gravidez!

2024-12-02

3

ana

ana

🤍☺️espero ela grávida

2024-11-06

1

Carla Santos

Carla Santos

Porra abdgar esquece essa porra fala que vai sair da família não quer saber de nada da máfia mete o louco quero ver pararem de importunar com esses assuntos inacabável

2024-10-30

0

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