Capítulo 02

Lorenzo

Valentina

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Lorenzo

Minha mãe não entrou, a encontrei na recepção, com o celular no ouvido, conversava calmamente, mas seu semblante era preocupado.

— Aconteceu alguma coisa, mãe? — pergunto interessado em saber o motivo da sua preocupação. Ela faz um sinal para que eu espere.

— Sim, amor...tudo bem estamos indo.

Pelas palavras trocadas descubro estar falando com meu pai, espero até que ela finalize a ligação.

— E aí, mãe?

— Era seu pai, seu avô vai precisar fazer uma cirurgia querido. O coração dele esta fraco.

Marco Salvatore, meu avô, ele estava internado desde ontem e esse pode ser o motivo que minha mãe não largava o celular. O visitei ontem, e iria hoje novamente depois de resolver alguns problemas. Sou grato por sermos uma família unida, apesar de não sermos "flor que se cheire", quase uns "psicopatas" para ser mais claro.

Ainda sim, preservamos a união e amor. Isso faz eu lembrar de como os homens da família são uns fodidos possessivos, uns malucos por suas mulheres, parece ser um defeito de fábrica da família, visto por alguns pode ser lindo eles serem tão obcecados, mas por outros olhos, isso pode ser uma loucura. Eu acho loucura. Mas vindo dessa família, não esperaria menos, não somos muitos certos mesmo não, afinal, quem cresce aprendendo a matar gente e a ser frio e cruel, no mínimo não seria normal da cabeça. Dependendo do que é considerado normal também.

Eu pretendo não ser o tipo obsessivo, nunca eu iria ficar todo "cadelinho" para mulher nenhuma. Não que eu tenha nada contra meus parentes serem assim.

Depois de passar no balcão para pegar o dia do resultado. Fomos diretamente para o hospital onde meu avô está internado. Minha mãe veio comigo na minha Lamborghini, eu havia passado para buscar-la, ela não gosta de dirigir, está sempre no carro com meu pai ou algum motorista.

Diferente da minha tia Eloise que pega a estrada rumo a fora, e da esposa do meu tio Dante, que também dirige moto ou carro, meu tio tenta segurar ela e pede para a mesma ter cuidado, mas aquela ali é louca das idéias, a gente sempre tirava onda com ele por ser o mais rabugento e mal humorado da família e foi lá e casou logo com uma surtada, mas serviu direitinho porque ela transformou ele em outro homem.

Eu tenho provas o suficiente de que o amor transforma, mas estou convencido de que não encontrarei um amor intenso desse jeito. Talvez eu apenas não queira encontrar, essa é a verdade. Tô fora! Se fosse no tempo do meu avô ou meu pai, provavelmente já teria gente enchendo meu saco para arrumar uma esposa, mas as coisas mudaram e os tempos são outros.

Piso fundo no acelerador, ao som da minha mãe reclamando da velocidade e pedindo para diminuir. Esse carro é uma verdadeira máquina.

Não costumo usar-lo no dia a dia, prefiro minha caminhonete de sete lugares, principalmente para trabalhar, pois o porta malas é maior e hora ou outra eu preciso transportar alguns equipamentos. Tenho cinco carros na garagem e duas motos, tenho para escolher, mas os mais luxuosos como esse, uso apenas nas noitadas, hoje foi uma excessão, pois precisava fazer manutenção da caminhonete. Piloto moto, apenas quando quero sair por aí sem rumo e parar num lugar qualquer para distrair.

Em um percurso de meia hora, chegamos em outro hospital. Percebo o semblante preocupado de minha mãe e passo o braço por seus ombros, estamos todos abalados por ele está doente. Meu avô é o patriarca da família, seria um baque e tanto se ele morresse. Mesmo sabendo que todos nós iremos morrer um dia.

Minha mãe vai de encontro ao meu pai, eu o cumprimento, faço o mesmo com minha tia Eloise e seu marido e meu tio Dante e sua esposa, eles fizeram bem em não trazer o filho deles, é pequeno ainda para entender esse clima de velório.

Vou para perto das minhas primas, que estão com o semblante tão triste como todos nós.

— A vovó está lá dentro? — pergunto.

— Não queriam deixar ela entrar, mas ela ameaçou fechar o hospital se a deixassem longe do vovô. — responde Gisele minha prima.

— Eles foram obrigados a deixar ela onde os residentes assistem as cirurgias. — Diz Gabriella.

— Conhecemos bem de quem somos neto. — comento, me acomodando no banco perto delas. A cena de uma senhorinha de idade fazendo um barraco deve ter sido hilário.

Eu seria aquele que animaria o ambiente, geralmente comigo não tem tempo ruim. Sou o mais brincalhão da família e que adora um barulho, estou sempre disposto a fazer alguém que eu amo, sorrir. Mas, hoje estou sinceramente triste, e eu não gosto de me senti assim.

Fico estressado, abatido, e é nesses momentos quando me sinto triste, que saio por aí pilotando minha moto para distrair.

Ficamos todos ali, esperando terminar a cirurgia e termos alguma resposta, logo a resposta veio, a cirurgia tinha corrido bem e ele ficaria em observação.

Voltamos ao trabalho, ficou apenas minha mãe e minha tia Eloise, para se minha vó precisasse de algo. Não adiantaria ficar aquele pessoal todo por lá, iríamos visitar-lo em horários estratégicos para não ter agonia e qualquer informação importante seria colocado no grupo da família.

Dirigi até o prédio da empresa do meu pai, porque sim, eu trabalho lá, é um andar todo meu, com sete salas e eu tenho meus próprios funcionários.

Entrei na minha sala e comecei a trabalhar, tinha muita coisa para resolver.

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Comments

Maria aparecida Martins

Maria aparecida Martins

estava com saudades dos seus livros vou relé Los de novo

2025-02-20

1

Ioneide Martins

Ioneide Martins

kkkkkkkk tua hora vai chegar

2025-01-21

0

Luana Mddm

Luana Mddm

/Grimace/

2025-02-10

0

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