Lorenzo
Sentado na poltrona de frente para cama, no completo escuro, apenas com uma pequena luz de led que deixa a cama um pouco iluminada me dando a visão de Valentina dormindo emaranhada nos lençóis, eu a observo.
Depois do que nós fizemos, ela apagou, sem se importar se dormiria em um quarto, com uma pessoa que mal conhece.
Ela parece não ter medo de nada.
Quando ela me parou e eu aceitei que iríamos sair. O plano inicial, não era estar aqui com ela até esse horário. Ela queria diversão? Eu também queria. Depois de transarmos, eu iria ir embora como sempre faço com qualquer outra mulher. Eu nunca dormir com ninguém depois de uma foda.
Nunca.
O plano era ir embora. Mas, quando ela me confessou ser virgem, eu mudei os planos. Não quis ser tão cafajeste. Eu sei, que para algumas mulheres a primeira vez tem algum significado. Não sei porque, mas não tive coragem de esperar ela dormir e ir embora.
Por que eu não tive coragem? Por que estou me importando com isso?
Não tive coragem. Do mesmo jeito que não tive coragem de fazer o que precisava.
Se eu tivesse a matado, seria tudo mais simples.
Eu já presenciei pessoas implorar para viver, mas ela, parece não se importar, é como se a morte fosse um alívio para ela. E isso me deixa intrigado.
Ela é intrigante. Insana. Intensa.
Ninguém, nunca foi capaz de chamar tanto a minha atenção, me dando vontade de explorar cada vez mais. Cavar fundo, como se eu fosse encontrar o pote de ouro no fim do arco íris.
O quão longe eu estou disposto a ir no jogo que eu próprio criei?
Eu poderia simplesmente, invadir sua casa novamente e acabar logo com isso de uma vez. Um trabalho sujo e rápido, sem chamar a atenção. Apesar de já ter presenciado mortes e torturas, eu sempre preferir ficar longe dessa parte, embora, eu já tive que resolver assuntos para meu pai, então, eu não sou nenhum santo, que tem as mãos imaculadas. Não seria difícil para mim fazer o serviço.
"Quem rouba ou faz mal a nossa família, deve sofrer e pagar com sua vida"
Essa é a frase que meu pai já me disse algumas vezes. Então por que, estou indo mais a fundo nisso?
São tantos questionamentos.
Apesar de saber uma quantidade considerável de coisas sobre, Valentina. Eu não acredito que ela tenha entrado nesse roubo sem saber de nada, seria inocência demais.
Uma coisa eu aprendi, ninguém é inocente.
As pessoas estão sempre lá, igual a uma serpente esperando para dar o bote. Eu sou desconfiado, não consigo confiar em, ninguém.
Mesmo que Valentina, pareça um coelhinho indefeso, seus olhos carregam uma intensidade insana. Chegam a ser hipnóticos
As perguntas estão me consumindo. E, o mais perigoso disso tudo, é que eu sei o que tenho que fazer.
Mas, eu não quero.
Ela se remexe na cama, me tirando do meus tormentos internos. Vejo ela se sentar, e olhar na minha direção de imediato. Mesmo estando escuro, dar para ver minha fisionomia e saber que estou sentado aqui. Ela fica parada olhando e eu continuo sentado.
— Por que está aí no escuro? — ela pergunta.
— Estava sem sono. — respondo.
— E costuma ficar no escuro olhando para o nada? Isso dá medo.
Me levanto, e me sento do seu lado na cama. Pela pouca luz que ilumina seu rosto, consigo ver que ela parece ter um pouco de medo. Aperto o interruptor que fica ao lado da cama, ligando a luz e iluminando o quarto inteiro.
— Quer comer ou beber alguma coisa? — pergunto para mudar o assunto, porque ela me encara com um olhar indecifrável.
— Que horas são? — ela pergunta desviando o olhar.
— Umas três e pouco da madrugada.
Ela olha em volta procurando algo, que eu deduzo ser suas roupas.
— Guardei nossas roupas, na cômoda.
Ela olha para meu corpo, parece perceber agora que assim como ela, eu estou sem roupa nenhuma.
— Eu ia perguntar se podia me levar em casa.
A idéia dela ir embora, me parece tão frustrante, que me sinto tentado a pedir para ela ficar um pouco mais.
— Achei, que a gente poderia aproveitar mais um pouco pela manhã, e depois do café, eu te levo para casa.
Ela sorri e fica de joelho na cama, anda até mim e se senta no meu colo, com suas pernas uma de cada lado. Aperto sua bunda, sentindo o calor do seu corpo contra o meu.
Alguma coisa muito louca deve está acontecendo comigo. Ela é como um ímã que me atraí, sem que eu tenha vontade de me afastar.
— Acho que não vou conseguir dormir mais, podemos aproveitar agora. — ela fala e rebola no meu colo.
Mordo o lábio sentindo sua b0ceta rocar no meu p4u e a aperto mais contra mim. Mesmo com a pouca experiência que ela tem, não lembro de ter tido uma noite tão prazerosa quanto essa.
VOCÊ ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES!
É como se uma placa gigante aparecesse na minha frente, me alertando.
VOCÊ ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES!
Ignoro e a beijo. Querendo mais dela.
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Autora: Olá, pessoal. Espero que estejam gostando da história. Por favor, sempre comentem muito e curtam os capítulos, isso vai me ajudar demais e também ajudar o livro a crescer na plataforma.
Não teremos capítulos o final de semana, então aproveitem bastante os que já foram postados.
Uma ótimo final de semana para vocês! 😚
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Elisabete Correia
como será a reação da Valentina qdo descobrir que é o mesmo homem que torturou ela.....
2024-12-28
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Patricia Sousa
eu tô adorando a história só quero ver a reação dela quando descobrir a verdade 🤔🤔
2024-12-16
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Teresinha Vasconcelos Martins
Lorenzo tu tá é muito ferrado
2025-01-22
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