Valentina
Eu tenho que aproveitar mesmo. Não posso morrer virgem.
Coloquei isso na minha mente, enquanto me arrumava para sair. O carro de aplicativo, que achei que nem viria, me levou até o lugar. Por sorte, eu sou boa de memória e lembro bem, do nome iluminado que enfeita o bar.
Quando desci em frente ao estabelecimento, me questionei se eu estava cometendo uma loucura. Respiro fundo e caminho até a porta, mas antes de entrar ouço a voz vindo de trás de mim.
— Então, você veio mesmo.
Me viro reconhecendo sua voz. Ele está vestido com uma calça preta, blusa branca e uma jaqueta de couro preto por cima. Pela manhã ele estava vestindo uma roupa esporte fino, algo um pouco formal, agora ele parece bem despojado.
Como um homem pode ser tão lindo, não importa a roupa que vista?
Minhas roupas não são nada demais, eu estou com um vestido tubinho azul claro, com botas de cano baixo pretas e por coincidência ou não, também uso uma jaqueta feminina de couro preto. Pois gosto desse estilo. Eu fiz uma maquiagem leve, meus cabelos estão soltos e uso um batom rosa.
Assim como faço, ele também me analisa.
— Achou que eu não viria? — pergunto, mas ele nada responde, apenas sorri.
— Vamos.
Ele dá as costas e caminha para o lado oposto do bar e eu fico confusa.
— Não vamos entrar? — questiono, quase correndo para o acompanhar.
— Não, vou te levar em um lugar melhor.
Ele para de frente a uma Ferrari, e eu tento não ficar impressionada demais.
Isso não vai dar certo! Será que ele pensa que me aproximei dele por interesse? Mas a realidade é que não é nada disso, eu realmente quero curtir a vida, antes de morrer. E ele foi o único que conseguiu me interessar de verdade.
Ele abre a porta para mim, e eu fico um pouco impressionada com seu cavalheirismo. Entro, coloco o cinto e ele dar partida.
Quando chegamos na pista, ele acelera de uma vez, fazendo meu corpo ir todo para trás, vejo ele sorri. Mas isso não foi engraçado.
— Foi mal, as vezes exagero um pouco. — fala, diminuindo a velocidade.
— Tudo bem.
O silêncio preenche o carro, enquanto ele dirige. Ele mexe no rádio, e a música: Let the world burn. Começa a tocar, observo que ele pensa em mudar, mas depois decide deixar.
Começo a cantar a música que é em inglês e ele me olha de soslaio.
"Perdido na névoa
Eu temo que ainda haja mais para cair
É perigoso porque eu quero tudo
E realmente não me importo com o custo
Eu não deveria ter me apaixonado
Veja no que isso me transformou
Eu deixei você se aproximar demais
Só para acordar sozinho
E eu sei que você acha que pode escapar
Você tem medo de acreditar que eu sou a pessoa certa
Mas não posso simplesmente deixar você ir embora
Eu deixaria o mundo queimar
Deixaria o mundo queimar por você
É assim que as coisas sempre terminam
Se eu não posso ter você, ninguém pode
Eu deixaria queimar
Eu deixaria o mundo queimar
Só para ouvir você chamar meu nome
Observaria tudo arder
Medo nos olhos deles
Cinzas caem do céu laranja vermelho
Eu aviso para todos que você é minha
Agora é só uma questão de tempo
Antes de sermos varridos para a poeira
Veja no que você me transformou
Eu deixei você se aproximar demais
Só para acordar sozinho
E eu sei que você acha que pode escapar
Você tem medo de acreditar que eu sou a pessoa certa
Mas não posso simplesmente deixar você ir embora
Eu deixaria o mundo queimar
Deixaria o mundo queimar por você
É assim que as coisas sempre terminam
Se eu não posso ter você, ninguém pode
Eu deixaria queimar
Eu deixaria o mundo queimar
Só para ouvir você chamar meu nome
Observaria tudo arder
Deixaria tudo queimar
Oh, eu queimaria esse mundo por você
Oh, querida, eu deixaria queimar
Por você
Eu deixaria o mundo queimar
Deixaria o mundo queimar por você
É assim que as coisas sempre terminam
Se eu não posso ter você, ninguém pode"
A música termina, no mesmo momento que ele estaciona de frente a um restaurante. Ele segura o volante e me encara, eu viro meu rosto o encarando também.
— Hoje é sexta, você tem hora para voltar pra casa? — ele pergunta.
— Não. Não trabalho aos sábados.
— Ótimo! Vamos jantar primeiro, depois decidirmos o próximo destino.
— Ok.
Descemos e eu respiro fundo. Mesmo me sentindo estranha, por ter que entrar em um restaurante que tem a fachada tão sofisticada, sabendo que minha roupa não está tão adequada assim, para um lugar desses.
Mas decido que não vou ficar pensando muito.
"Curta Valentina, aproveite o resto de vida que você ainda tem"
Uma voz na minha cabeça me convence disso e me sinto menos nervosa.
Quando entramos, está quase vazio. Um homem de terno nos leva até uma mesa isolada. Nos entrega o cardápio e sem delongas fazemos nossos pedidos.
— Você fala muito bem o inglês e italiano, mas dar para perceber que não é daqui.
— Eu sou brasileira.
Falo e ele apenas confirma com a cabeça. Nossos pedidos chegam e comemos, ele pede uma garrafa de vinho e bebemos um pouco.
Não conversamos muito durante o jantar e voltamos para o carro. O pouco vinho que eu tomei, me deixou animada. E isso é bom, não quero ficar nervosa, já que estou disposta a perder minha virgindade hoje.
— Para onde quer ir agora? — ele pergunta colocando a mão na minha coxa, sinto o arrepio imediato que seu toque trás.
— O que tem em mente? — indago e sem que eu consiga perceber, mordo os lábios.
Ele umedece seus lábios e sobe mais um pouco a sua mão. O clima esquenta aqui dentro.
— Se importa, se irmos daqui direto para um hotel? — pergunta ele, percebi desde o começo que ele é direto e eu gosto disso.
— Vá em frente.
Ele tira sua mão da minha coxa e pega o volante, saindo em alta velocidade. Talvez a noite seja divertida do jeito que imaginei.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Beatriz da Encarnaçao (Custódio)
Sério?
Bota direto nisso....
2025-01-04
0
Patricia Sousa
eita será que vão colocar fogo no parquinho kkkkkkk no caso no hotel 😅😎🔥🔥🔥🔥adoroooooo
2024-12-16
1
Luana Mddm
bem direto
2025-02-11
0