“Gina”
Como estou de folga, entrei como esposa dele no hospital, cheguei no quarto e encarei Anderson, que abriu um sorriso e me perguntou.
— Não é sua folga hoje, enfermeira, Confessa! Não aguentou ficar longe de mim?
— Sim, é minha folga, mas você está de alta e eu vim te buscar, como a sua esposa.
— Estou de alta, como assim? Ainda não sarei. O Dr. Pedro não falou nada de alta.
— Sarou, sim, Anderson, sai dessa cama e vamos embora, agora e não me faça esperar mais.
— Só se você voltar comigo.
— Vou te levar até sua casa, mas vou para a minha, para de chantagem barata, não vai funcionar.
— Então, não vou sair daqui.
— Anderson, se você não sair, vou denunciar seu médico para o conselho, por cirurgia indevida e internação desnecessária.
— Ok, eu vou, não precisa falar assim, não vai prejudicar o Dr.Pedro, que só quis me ajudar.
— Por uma boa quantia, é claro?
— Ele tinha que se precaver, eu passei por um procedimento cirúrgico.
# O sequestro.
Meia hora depois, saio com Anderson do hospital, estou achando ele muito quieto, aceitando tudo que falei numa boa. O que será que está armando? De repente, ele falo
— Não vamos no seu carro, pedi para o motorista vir nos buscar.
— Se o seu motorista vai te levar, não precisa de mim, vou para minha casa curtir meu dia de folga.
— Claro que preciso, Gina, sem você vou morrer. Comecei a rir do drama dele.
— Para de drama, Anderson, vou com você até sua casa e depois que estiver acomodado, peço um táxi e vou para minha casa, combinado?
— Combinado, vai ser do seu jeito, meu amor, mas vou precisar de um banho antes de você ir embora.
— É muito safado, eu não sei o que fazer com você. Nos acomodamos no carro, o motorista deu partida e seguimos para a casa de Anderson, vou deixar ele lá e vou para minha casa.
“Gina”
Olhei para fora e o carro está saindo da cidade, me desesperei, para onde esse maluco está me levando? Resolvi perguntar.
— Para onde estamos indo? Anderson, este não é o caminho para sua casa.
— Calma, Gina, vou passar em um lugar antes de ir em casa, quero ficar sozinho com você para podermos nos entender.
— Me leva de volta, Anderson, não faz isso, eu tenho que trabalhar, não posso ficar faltando. Fiquei desesperada tentando abrir a porta do carro, mas está tudo trancado. Anderson me pegou no colo e me abraçou, tentando me acalmar. Mordi a mão dele por instinto de defesa.
— Nossa, minha gata selvagem, não precisa ficar assim, sou seu marido, não vou fazer nada ruim com você.
— Você não é meu marido, eu não quero estar com você, me leva de volta agora, Anderson.
— Desculpa, não posso fazer isso, Gina, nós vamos ficar sozinhos e vamos conversar e você vai me entender.
— Você é louco, não pode fazer isso comigo, você está me sequestrando.
— Você não me escuta, não me deixa falar, agora você vai me escutar.
— Agora é que não vou, não quero te ouvir, você não me escuta, tudo tem que ser do seu jeito.
“Gina”
Fiquei calada, vou esperar a chance de fugir, você não vai conseguir me impedir. Quem você pensa que é? Acha que pode me dominar, que vai fazer eu mudar de opinião assim? Não entendeu nada, vou dar uma lição em você, seu babaca convencido.
“Anderson”
Gina se acalmou, eu vou conseguir mudar a ideia dela, ela gosta de mim, vai me entender, só preciso ficar um pouco sozinho com ela, não fiz nada tão errado assim, ela é minha esposa, tem que me entender.
“Gina”
O carro andou quase a noite toda, para onde será que Anderson está me levando? Vi duas placas de cidade pelas quais passamos, agora só tem mato, continuo fingindo dormir, ele que me aguarde, você me acha uma gata selvagem, ainda não me viu brava.
O carro parou, o motorista desceu e abriu uma porteira, continuou mais um trecho. Parou de novo, está tudo escuro, Anderson desceu e falou baixo com o motorista, achando que estou dormindo, andou um trecho e acendeu algumas luzes. Consegui ver uma casa. Anderson dá a volta e vem me acordar.
— Querida, acorda, chegamos, vamos descer.
— Onde estamos Anderson? Que lugar é este?
— Depois te conto, vamos entrar e nos acomodar. Falou para o motorista:
— Junior, volte nos buscar segunda-feira, por favor, e não conte para ninguém onde estamos.
— Sim, senhor Anderson, ninguém saberá.
Eu tentei falar com o motorista.
— Junior, você não tem medo de ser acusado de cúmplice de sequestro? Ele me sequestrou. Eu não quero ficar aqui.
— Junior pode ir tranquilo, Gina só está nervosa, mas vai se acalmar, nada vai acontecer.
Vi que o motorista não concorda com Anderson, mas obedece assim mesmo.
— Sim, senhor.
Anderson me levou para dentro da casa, é um lugar aconchegante, um chalé, na verdade, um quarto, um banheiro, uma sala com lareira e uma cozinha bem rústica. Fui ao banheiro, lavei o rosto e voltei. Ele continua de pé na porta esperando sei lá o que. Falou para mim:
— Você gostou?
— Adoro ser sequestrada e trazida sei lá para onde no meio da noite.
— Te perguntei do lugar, Gina? Não te sequestrei, só te trouxe conhecer um lugar da minha infância.
Fiquei olhando para Anderson e nem sei o que dizer, ele não me escuta, acha que assim vai resolver as coisas entre nós. Dá vontade de gritar com ele, mas não vou, não vai adiantar.
— Não quero falar com você agora.
— Tudo bem, vamos descansar e amanhã conversamos.
— Pode ir descansar, eu vou ficar aqui mesmo. Ele tentou pegar o meu braço, eu dei um tranco e saí de lado. Não aguentei e falei umas verdades, mesmo sabendo que ele não vai me ouvir.
— Não encosta em mim, se você acha que resolveu o problema me trazendo para este lugar isolado, você vai perceber que só piorou a situação, não sou mulher de me deixar intimidar assim, você já deveria me conhecer um pouco para saber que se tentar me prender eu fujo. Não gosto de prisão.
— a nossa, Gina, sei que você gosta de mim, só estou tentando me entender com você.
— a nossa, fiquei emocionada, com sua sensibilidade, você consegue ver exatamente o que você quis ver, não é mesmo?
— Vou te provar que sou uma boa pessoa.
— Já começou bem, eu já estou conseguindo te ver, agora sei por que seu pai tomou uma atitude tão drástica de te obrigar a casar.
— Como assim? Você consegue me ver? Você não me via antes?
— Você é egoísta, imaturo, não escuta ninguém a não ser você mesmo, não tem respeito pela opinião dos outros.
— Vou dormir, Gina, se você quiser vir, a cama é grande e cabe nós dois, não quero discutir com você.
— Vai sonhando Anderson, bem se vê que você não me conhece, e ainda dá um de superior, (não quero discutir com você, Gina).
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Atualizado até capítulo 32
Comments
Jaildes Damasceno
Faz todo esse escarcéu dando uma de durona e gata selvagem pra no fim se entregar. Agora aceita logo ele que já está chato
2024-12-28
1
Tania Cassia
ela é brava mesmo kkkk gata selvagem
2024-11-16
2
Fatima Matos
kkkkkkk adorando
2024-09-10
3