Minha lua de mel

 #O Apartamento

“Gina”

Entrei no apartamento e vi que só tem um quarto. De repente, sinto muito calor, sinto sufocar, nos meus 23 anos nunca estive sozinha com um homem, pelo menos não desse jeito, casada, e meu marido é um Deus em forma de homem, mas é um safado, cretino, sem vergonha e se acha.

Gina está nervosa, sinto a tensão dela, não sei ao certo como lidar com a situação. Entrei neste casamento odiando, mas quando vi que era ela, estou adorando. Vou tentar fazer estes três meses valerem a pena, não vejo a hora de tê-la nos meus braços.

Ela olha para mim desconfiada e fala:

— Senhor Anderson, não tenha nenhum pensamento, não vai acontecer nada entre nós, só casei com você porque meu pai me obrigou.

— Tudo bem, Gina, mas a gente podia fazer estes três meses não serem tão chatos, podíamos ser amigos pelo menos.

— Não quero ser sua amiga, não quero ser nada sua, só quero que esse pesadelo acabe logo.

Coloca a mão no rosto e fica. Fiquei nervoso com a rejeição dela e aproximei-me, peguei Gina pela cintura.

Perguntei:

— Por que você está agindo assim? Como se eu fosse um monstro? Eu é que deveria estar bravo com você, porque vou ter que te sustentar a vida toda, mas estou tentando fazer isto ser menos tenso. Sinto Gina ficar brava:

— Me sustentar? Você é tão incompetente que seu pai teve que comprar uma mulher para você, mimado, cheio de manias, e não aceita não como resposta. Pois vou te dizer, não quero nada de você, muito menos seu dinheiro, não quero aproximação, não quero falar com você, me entendeu bem? 

Fiquei olhando para ela, se debatendo nos meus braços, nenhuma mulher nunca falou assim comigo, abaixei a cabeça para dar um beijo nela, na hora que aproximei a boca, ela me mordeu. No susto, soltei, coloquei a mão na boca e fui em direção ao banheiro limpar o sangue.

Nossa, como vou aguentar três meses? Mordi-o, vi o sangue escorrer e me arrependi, mas já tinha feito. A culpa é dele, como se atreveu a me prender com aqueles braços fortes e ainda tentar me beijar. Quem ele pensa que é?

Falei:

— Vou tomar um banho e preciso dormir, porque meu plantão foi cansativo, tive um paciente que me deu muito trabalho e até agora não consegui descansar, ainda se achou no direito de me cantar.

Anderson fala como se não tivesse me escutado:

— Vou pedir algo para comermos, você deve estar com fome, quase comeu o meu lábio, e ele não te cantou, só fez um elogio quente.

Dei uma risada amarela para Anderson e fui para o banheiro, tomar meu banho, tentar organizar minhas ideias. Ele não parece ser uma pessoa ruim, por que será que o pai dele obrigou ele a casar comigo? Mesmo tendo mordido o lábio dele, não ficou nervoso comigo e nem gritou.

Nossa, minha enfermeira é uma gata selvagem. Fiquei bravo na hora que ela me mordeu, mas fiquei imaginando ela me mordendo em outro lugar, claro! Mais devagar, vou ter que domar a fera primeiro, que mulher linda, deve ser boa de cama.

O almoço chega, está cheirando muito bem, Gina sai do banheiro e também cheira bem, não sei qual dos dois cheiros me atrai mais, me controlei para não fazer uma piada, senão é capaz dela me atacar.

# O almoço

Resolvi chamar-lhe para almoçar e vamos ver como ela reage.

— O almoço chegou, vem “amor” comer enquanto está quente.

“Gina”

Abri minha mala e não acreditei no que estou vendo. Quem será que fez esta mala? Só tem lingerie e baby Doll. A pessoa achou que eu ia passar uma semana na cama? E agora, o que eu ponho? Achei um pijama no meio não tão curto, o jeito é por este. Ouvi Anderson me chamando de amor, ele agora se acha um piadista. Vou fazer o mesmo, se ele sabe brincar, eu também sei.

— Já estou indo, querido!

Na hora em que cheguei na porta, ele ficou parado me olhando de cima embaixo, lentamente me estudando, a roupa quase não tampa nada, vou ficando roxa de vergonha.

— Não tenha ideias erradas, Anderson, quem fez minha mala não fui eu, seja lá quem for, achou que eu ia usar só isso.

Anderson engole seco, continua me olhando e fala:

— Você está linda, para não dizer outra coisa.

— Vamos comer, Anderson. 

— O quê? Gina? Estou faminto, mas esta comida não vai me saciar.

— Pare com isso, estou ficando envergonhada, mais tarde vou em casa buscar minhas roupas.

— Não podemos sair, esqueceu o que nossos pais falaram?

— Nossa, meu pai não podia ter me vendido assim para você.

— Calma, Gina, não é tão ruim assim, não te comprei, estou avaliando a mercadoria ainda.

— Você é muito sem vergonha, eu não sou uma mercadoria fácil de ser avaliada. Vou na direção dele, quer dizer, da mesa, mas ele está no caminho, ele não se mexe, se eu tentar passar, encosto nele, se ficar aqui com ele me devorando com os olhos, vou morrer.

Falei: 

— Dá licença, quero passar.

— Passa Gina, pode passar.

Ele espera eu passar e se senta na minha frente. Começamos a comer tensos, mas vamos relaxando, a refeição corre tranquila, agora tenho que me levantar e ir para o quarto, já fiquei vermelha só de pensar em sair da mesa. Anderson não ajuda me encarando desse jeito. Me sinto uma presa sendo perseguida pelo predador, o pior é que não tenho para onde fugir.

Ela fica linda, toda vermelha de vergonha, vou ficar aqui e esperar o espetáculo. Gina vai ter que levantar e sair.

Gina fala:

— Dá para você olhar para lá, para eu sair?

— Não, eu quero ver o corpo da minha mulher mais uma vez, você disse ser difícil para avaliar, então quero ter uma segunda opinião.

— Você é inacreditável, Anderson. Será que não vê o tanto que essa situação é constrangedora?

— Você sabe o tanto que você fica bonita toda vermelha?

— Eu não fico vermelha, só estou constrangida com essa situação ridícula.

“Anderson”

Fiquei olhando até ela entrar no quarto, que bunda gostosa, estou em chamas, vou conseguir dobrar essa mulher. Acho melhor tomar um banho e ver que roupa colocaram na minha mala, seja qual for, vou ficar de cueca, quero ver a reação dela.

“Gina”

Levantei e quase corri para o quarto, estou tão cansada que deitei e dormi.

Estou acordando, me sentindo leve e sinto um calor anormal, um peso, parece que tem alguma coisa em cima de mim, lembrei onde estou, abri os olhos e me deparei com Anderson dormindo ao meu lado. O peso que sinto é a mão dele em cima da minha cintura, e o calor é o corpo dele irradiando calor pelas minhas mãos, que estão encostadas no peito dele, que está nu. Será que ele está assim até embaixo? Fiquei paralisada imaginando se o resto dele está nu. Quando ergui a cabeça, ele está acordado e me olhando. Tentei sair, mas ele me segurou, se aproximou e me beijou na testa.

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Comments

Liza

Liza

nossa!! ele é muito babaca, sem noção.
tipo que não sabe respeitar uma mulher.
e ela ... sem comentários 🙄

2025-03-30

1

Zilda Barbosa

Zilda Barbosa

ela nao sabe pq ele tinha que casar ..posso contar

2025-01-21

1

Ameles

Ameles

exatamente por ser galinha

2024-11-08

2

Ver todos

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