Isabella saiu do prédio com passos rápidos, o coração ainda batendo forte. A noite fria parecia indiferente ao caos que se desenrolava em sua mente. As palavras de Martinelli ecoavam em seus ouvidos, cruas e ameaçadoras: "Não pense em vazar essa informação, ou você e seu irmão pagarão caro. Vou mandar alguém buscar você no dia certo. E Matteo fica comigo até tudo ser concretizado. Isso deve ser incentivo suficiente para você não fugir."
Quando chegou em casa, Isabella estava exausta, tanto física quanto emocionalmente. A pequena sala de estar,
antes um refúgio, agora parecia um espaço apertado. Ela se jogou no sofá, sentindo o peso da situação esmagá-la. Seu irmão estava nas mãos de um monstro, e a única saída oferecida era quase pior do que a própria dívida.
Enquanto olhava para o teto, Isabella não conseguia afastar o pensamento de tentar novamente a sorte nos jogos de azar. Se ela pudesse ganhar os 500 mil, tudo estaria resolvido. Ela se viu imaginando a possibilidade—apostar tudo em um jogo, talvez em uma rodada de poker de alto risco, onde a sorte poderia virar a seu favor. Sentiu uma fagulha de esperança, uma possível solução para aquele pesadelo.
Mas então, a realidade a atingiu como um balde de água fria. E se eu perder? A pergunta pairava em sua
mente, sombria e inevitável. Se ela perdesse, a dívida não só aumentaria, mas a situação ficaria ainda mais desesperadora. Ela estaria repetindo o mesmo erro que Matteo cometeu—jogando para suprir outra dívida de jogo. Isabella sabia que não poderia seguir esse caminho. Era um ciclo vicioso.
Ela se levantou do sofá, andando de um lado para o outro, tentando organizar seus pensamentos. O desespero a
consumia, mas ela sabia que ceder a ele só pioraria tudo. Precisava pensar em algo diferente, uma maneira de sair daquela armadilha sem se entregar.
Isabella precisava de um plano, e rápido. Mas, por enquanto, tudo o que ela podia fazer era esperar, com a
esperança tênue de que algo, ou alguém, pudesse oferecer uma saída que ela ainda não enxergava.
Minutos depois Isabella estava deitada na sua cama, fechou os olhos por um momento, e foi puxada para lembranças do passado.
Flashback:
Isabella com seus 8 anos de idade sentada a mesa de jantar , seu pai sentado a sua frente embaralhando o baralho com um sorriso.
—Você está pronta, Bella?
— Si, papa.
—Lembre-se o pôquer não é sobre cartas que você tem, e sim sobre as outras pessoas acham que você tem. É de habilidade e blefe. — disse dando uma piscadela.
Bella sorriu ficando atenta a cada palavra.
— Vamos la pequena, mostre pro papai o que você tem.
Ela mordeu o lábio concentrada da forma que o pai sempre fazia. E finalmente apostou, imitando os gestos que o pai sempre fazia.
—Muito bem, Bella! —ganhou uma rodada— Você tem jeito para isso. Isabella ria por ter impressionado o pai.
Fim do flashback.
Isabella abriu os olhos de repente a lembrança só fez o seu peito dor de saudade. “Não vou jogar, não vou
arriscar mais. Vou fazer o que combinei. Minha virgindade, o que é demais? Será uma vez somente, será rápido.”
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Silvia Moraes
Deveria ter assinado um acordo com as garantias!! Vai confiar em bandidos
2024-11-27
3
Mari Silva
será depois que o Dom provar não larga mais /Chuckle/
2024-10-20
2
Maryan Carla Matos Pinto
não sabe brincar, não começa.
2024-09-21
1