O restaurante "La Dolce Vita" estava em pleno funcionamento naquela manhã, com o aroma de massas frescas e molhos caseiros preenchendo o ar. Isabella estava em seu ritmo habitual, servindo os clientes com seu sorriso
profissional. Enquanto circulava pelo salão, seus olhos observavam as mesas ocupadas.
Ela se aproximou de uma mesa no canto, onde um homem mais velho, vestido de forma elegante, estava sentado sozinho. Ele a observava com um olhar que a deixava desconfortável, mas Isabella manteve a compostura.
— Bom dia, senhor. Posso anotar seu pedido? — ela perguntou, sorrindo educadamente.
O homem, com um leve sorriso, olhou para o crachá pendurado em seu avental e leu em voz alta: — Isabella Barone...
Isabella sentiu um calafrio ao ouvir seu sobrenome pronunciado por ele. Antes que pudesse responder, o homem continuou, com um tom que misturava surpresa e interesse.
— Sim, vou querer a especialidade da casa, e traga a garrafa de seu melhor vinho. —Piscou para ela. — Você deve ganhar uma fortuna em gorjetas, sendo tão bonita.
— Obrigada, senhor, mas estou aqui para garantir que você tenha uma boa refeição. Se precisar de mais alguma coisa, estou à disposição. — Isabella continuava a fazer as anotações do pedido.
— Vou ficar com isso por enquanto.
Isabella deu um leve aceno de cabeça e se afastou aliviada. Ela respirou fundo ao chegar ao balcão e entregar o pedido.
Alguns minutos depois Isabella servia o cliente com o prato fumegante e em seguida o vinho.
— Barone... eu sabia que conhecia esse nome. Família de Marco Barone, imagino. O Renomado jogador de
cartas... que triste fim ele teve. Sei que as coisas não têm sido fáceis para vocês. — disse o cliente enquanto observava o rosto de Isabella.
Isabella manteve o rosto neutro, mas por dentro seu coração acelerou. — Sim, senhor, somos da mesma família. Posso te ajudar com algo mais?
O homem inclinou-se ligeiramente na cadeira, olhando para ela com um sorriso que parecia misturar simpatia e algo mais. — Eu posso imaginar que você e seu irmão precisem de ajuda financeira. Quem sabe... uma conversa mais... íntima poderia ajudá-la a melhorar sua situação.
Ele tirou um cartão de visita do bolso e o colocou na mesa, empurrando-o na direção de Isabella. — Se algum dia precisar de algo, estou aqui para ajudar. Pense nisso, Isabella.
Isabella engoliu em seco, contendo a vontade de responder de forma mais agressiva. Em vez disso, pegou o cartão e o colocou no bolso do avental, mantendo seu tom profissional. — Tenha um ótimo almoço senhor. Se
precisar de algo, pode me chamar.
O homem a observou enquanto ela se afastava da mesa, sentiu o peso das palavras do homem e o desconforto que ele havia causado. Na cozinha Isabella tirou o cartão do bolso e olhou para ele por um instante. Sem hesitar, amassou o cartão e o jogou na lixeira.
Carla, a chef, notou o movimento e perguntou, sem rodeios. — Cliente difícil?
Isabella suspirou, tentando se livrar da tensão. — Apenas um tipo inconveniente.
Carla assentiu, compreensiva. — Se precisar de ajuda.
Isabella agradeceu com um aceno de cabeça, apreciando a solidariedade de Carla, mas sabia que precisava lidar com aquilo sozinha.
Quando o turno finalmente terminou, Isabella saiu do restaurante em direção a sua casa.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Carolina Luz
ja vi que a proposta vai ser indecente
2025-03-04
0
Anonymous
É horrível a falta de respeito e deselegância desses caras de touro.
2024-11-09
2
Eloisa Soares
/Shy//Shy/
2024-10-29
0