Alessandro, com um olhar de curiosidade, fez um sinal para os seguranças. Eles a soltaram e saíram da sala,
fechando a porta atrás de si. Alessandro se levantou da cadeira, observando Isabella com um olhar atento.
— E então?... — ele perguntou, sua voz fria e controlada.
Isabella olhou diretamente para Alessandro, tentando recuperar o fôlego.
Matteo, ainda ajoelhado no chão, ergueu o olhar com um misto de vergonha e alívio.
— Bella? O que você está fazendo aqui? — perguntou Matteo, sua voz carregada de um cansaço visível.
Martinelli, observando a cena com interesse renovado, se inclinou na cadeira e perguntou:
— Bella? Você tem uma irmã Matteo, eu tinha esquecido.
— Deixa ela fora disso. — grita Matteo.
— O que você quer? Porque acha que pode entrar assim? —pergunta Alessandro para Isabella.
— Ele é meu irmão. Por favor ,eu quero que o solte, podemos resolver de outra forma.
— Ele é do Martinelli, minha dívida com seu irmão será cobrada daqui a 5 dias.
— E se ele morrer antes disso? Como você vai receber o que deve? — Isabella argumentou
Alessandro começou a rir, um som grave e divertido que ecoou pela sala. Ele se recostou na cadeira, olhando para
Isabella com uma expressão de interesse renovado.
— Gostei de você. — Alessandro disse, sua voz agora mais relaxada
— Qual o valor da dívida? — Isabella pergunta a Martinelli.
— 200 mil euros.
Isabella ficou chocada. A quantia era exorbitante, muito mais do que ela e Matteo poderiam pagar. O valor
era praticamente o dobro do que a casa valia, e eles mal tinham o suficiente para cobrir suas despesas básicas.
— Eu... eu não sei como conseguiremos esse valor. — Isabella murmurou, sua voz quase inaudível. — Não
temos esse dinheiro.
— ... e ele me deve 300 mil. — Alessandro, com um olhar indiferente, levantou uma sobrancelha enquanto acende um charuto.
Isabella olhou para Matteo, que estava com a cabeça abaixada, envergonhado e derrotado.
— Matteo... como pode? — Isabella perguntou, sua voz carregada de frustração e desespero.
Matteo não respondeu, mantendo-se em silêncio. Isabella respirou fundo, tentando recuperar a compostura. Ela sabia que não podia demonstrar fraqueza diante daqueles homens.
— Ele morto não vai resolver o problema. — Isabella afirmou, sua voz firme. — O que podemos fazer para pagar?
O que vocês têm em mente? Agora estão negociando comigo e não com meu irmão.
Alessandro sorriu para ela, admirando a determinação e a frieza dela. Ele soprou a fumaça do charuto e seus
olhos brilharam com um novo entendimento.
— Até que a vida dele vale menos que isso. — um dos soldados de Martinelli comentou, rindo sarcasticamente.
Isabella lançou um olhar gelado para o soldado, ignorando-o para se concentrar em Alessandro.
— O que vocês querem? — Isabella insistiu.
Alessandro observou Isabella e lembrou dela, a mulher de vermelho. Seu interesse renovou e seus olhos
acompanhavam as curvas do corpo dela, que estava escondido por aquela roupa simples.
— Querida... — começou Alessandro, com um tom de desprezo contido. — Há uma forma mais "criativa" de resolver isso. A ideia é que, se a família não pagar a dívida, a vida do seu irmão será transformada em um exemplo doloroso para todos os que se atreverem a contrair dívidas e não pagar.
Isabella sentiu um frio na espinha com as palavras de Alessandro. O tom dele era cruel e desdenhoso.
— E agradeça por não costumar cobrar da família. — Alessandro continuou, seu olhar descendo pelos pés de
Isabella até sua cabeça, com um sorriso malicioso.
Martinelli observou os soldados e depois voltou seu olhar para Isabella, seu sorriso se alargando.
— Ah, mas há outra forma. Matteo, você tem mais irmãs? Mais novinhas?
— Fique longe dela, seu porco! — gritou Matteo, tentando proteger sua irmã com o pouco de dignidade que lhe
restava.
Isabella, com o rosto pálido, encarou Martinelli com uma expressão de desespero e raiva.
— Eu sou a única irmã dele. O que você tem em mente? — Perguntou Isabella, sua voz firme apesar da tensão.
Martinelli sorriu de um jeito que fez Isabella se sentir desconfortável.
— Ahhhh, minha querida... — ele disse, com uma expressão de prazer sádico. — Você não daria... — Martinelli pausou, e os soldados ao redor riram de maneira cruel.
— O que você está falando? — Isabella perguntou tentando manter o controle. — Eu topo. O que eu preciso
fazer?
Martinelli se inclinou um pouco mais perto, o sorriso se alargando ainda mais.
— Eu precisava que você fosse virgem, minha flor. Você pagaria sua dívida leiloando sua virgindade.
Os soldados riram mais uma vez, e Isabella sentiu um nó na garganta. A proposta de Martinelli era humilhante e
impensável. Ela se viu em um beco sem saída, sem saber como reagir.
— Bella, olha para mim. — Matteo falava. — Não faça isso, não aceite isso. Deixa-os me matarem.
Martinelli riu com desdém, e então olhou para Isabella com uma expressão de interesse renovado.
— Ahhhh para... até parece que ela é... — Martinelli falou rindo, e olhou para o rosto de Isabella que estava
olhando para ele.
— Não brinca. — Exclamou Martinelli. — Temos uma joia. Menina quantos anos você tem?
Alessandro a olhava admirado, e sabia o terror que ela iria passar, mas não tinha o que fazer. Ela não era problema seu. “Coloca sua cabeça no lugar Alessandro”, ele pensava.
Martinelli se inclinou para frente, um sorriso cruel se espalhando em seu rosto.
— E como funciona?— Diz Isabella.
— Vou fazer um leilão. Quem te comprar vai te... bem, vai te comer. O lance mais alto leva você. Com o dinheiro arrecadado, vamos quitar a dívida do seu irmão.
— Se o valor não for o total da dívida?
— Se o valor arrecadado no leilão for menor que 500 mil, sua dívida será paga com o que conseguir. — Alessandro
lançou um olhar significativo para Martinelli. — E não me olhe assim, Martinelli. Você sabe que uma virgem em um leilão pode arrecadar bem mais que isso.
Isabella, sentindo uma mistura de raiva e desespero, perguntou:
— E se eu conseguir mais que 500 mil?
Martinelli riu, o som cruel preenchendo a sala.
— Com a sua idade, florzinha, eu duvido que consiga chegar a 100 mil. Quem gosta desse tipo de leilão prefere
mais novinhas, se é que me entende.
Alessandro, mantendo a calma, acrescentou:
— Se conseguir arrecadar mais que 500 mil, a diferença será sua.
Todos os olhares se voltaram para ele, e Martinelli, mesmo visivelmente contrariado, confirmou com um gesto.
— Isso, está combinado, minha florzinha.
Isabella sentiu um peso esmagador sobre seus ombros. O que parecia um pesadelo estava prestes a se tornar uma realidade. Ela respirou fundo, tentando manter a calma e a dignidade, mesmo diante da proposta degradante e desesperadora.
— Tudo bem.. eu concordo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 61
Comments
Marneide Wanderley
Eu n faria isso, apesar de irmão deixava ele se lascar, falta de conselho n foi...então morra...
2025-03-01
1
Maria Da Guia
nossa que coisa mais degradante!! passada
2024-10-26
3
Lívia Maria Esf
🤮🤮
2024-10-25
0