Alessandro retornou a sua sala e estava em pé enquanto apreciava um copo de whisky, atrás de si os seus seguranças arrastavam o corpo inerte de Francesco para fora do cassino.
Com um olhar atento, Alessandro observava o salão abaixo, onde os jogadores e frequentadores do cassino se moviam. Seu olhar se deteve em uma figura que se destacou entre a multidão: uma mulher deslumbrante vestida de vermelho, com um decote profundo que acentuava suas curvas de maneira provocativa.
Ele inclinou-se um pouco, seus olhos brilhando com interesse enquanto a seguia. A mulher dirigiu-se para a mesa de jogo de 21, e Alessandro percebeu sua habilidade com um sorriso encantador, começava a ganhar. Ele
observou sua alegria quase infantil enquanto ela comemorava cada vitória com pequenas expressões de entusiasmo e gratidão, e ele sabia que era um comportamento calculado para manter a atenção dos homens ao seu redor.
Com um sorriso satisfeito, Alessandro se levantou e foi até o bar, virando o resto do seu whisky em um único gole antes de se servir mais. Voltando, ele observou com crescente fascínio enquanto ela se dirigia para uma nova mesa de pôquer.
Ali, a mulher demonstrou uma impressionante habilidade e astúcia. Alessandro percebeu que ela estava fazendo uma leitura cuidadosa dos outros jogadores, avaliando suas expressões e comportamentos para fazer suas
jogadas com precisão. Sua técnica era sofisticada, e ele não pôde deixar de sorrir diante da esperteza dela.
— Muito esperta — murmurou ele para si mesmo, um sorriso satisfeito se formando em seus lábios. — Isso promete ser interessante.
Ele então chamou Vincenzo, um de seus soldados. Alessandro pegou um bilhete e rapidamente escreveu uma mensagem. A mensagem era direta e clara.
Com o bilhete em mãos, ele entregou-o ao soldado junto com instruções :
— Entregue isso para aquela mulher. Seja discreto, mas certifique-se de que ela o receba.
O soldado assentiu e saiu imediatamente para entregar o bilhete. Alessandro voltou a se acomodar em sua poltrona, observando a mulher de vermelho continuar a jogar. Ele estava ansioso para ver como ela reagiria à
sua abordagem e se estava tão habilidosa fora das mesas quanto parecia ser nas mesas de jogo.
Minutos depois, Isabella terminou de trocar suas fichas por uma alta quantia em dinheiro, o brilho dos cédulas refletindo na luz do cassino. Quando estava prestes a sair, um segurança se aproximou dela com um ar de formalidade.
— Senhorita, por favor — disse ele, tentando esconder qualquer sinal de intimidação.
Isabella forçou um sorriso largo e fez um esforço visível para não deixar transparecer sua tensão. Pegou o dinheiro e o colocou cuidadosamente na bolsa, mantendo sua compostura.
O segurança entregou-lhe um pequeno bilhete, que ela recebeu com um aceno educado.
Ela abriu o bilhete com uma calma calculada e começou a ler as palavras cuidadosamente escritas. Olhando para cima, em direção a sala do Alessandro, Isabella notou um homem imponente, extremamente alto, com um copo de whisky na mão e a outra no bolso da calça e dois cães ao seu lado. Ela imediatamente reconheceu Alessandro Mancini, filho da máfia e dono do cassino.
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Senhorita,
Impressionante nas mesas. Será que tem mais alguma coisa
a oferecer?
Venha até mim... não irá se arrepender.
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Isabella voltou os olhos novamente para o bilhete, e levantou os olhos para Alessandro, seu olhar encontrando o dele. Com um sorriso desafiador, ela amassou o papel e o lançou em uma lata de lixo próxima, sem se importar em esconder sua provocação. O gesto chocou o segurança, que assistiu atônito enquanto Isabella se virava e começava a se afastar.
Alessandro observou a cena com um sorriso satisfeito, divertindo-se com a audácia da mulher. Ele fez um sinal com a cabeça para Vicenzo, que estava próximo. Vicenzo entendeu a mensagem: não era para ir atrás dela.
Alessandro soltou uma gargalhada baixa e genuína, apreciando o desafio que Isabella representava.
Enquanto Isabella se afastava do cassino em passos rápidos e confiantes.
Isabella entrou no táxi com um suspiro de alívio, a bolsa pesada com o dinheiro que garantiria a quitação da hipoteca e algumas compras essenciais. O trânsito da madrugada estava tranquilo, e em poucos minutos ela
estava em casa, a sensação de alívio misturada com uma pontada de frustração.
Enquanto o táxi se afastava, Isabella não pôde deixar de se revoltar com a atitude de Alessandro. “Quem ele pensa que é? O filho da máfia, com todas as mulheres aos seus pés” murmurou, o tom de raiva e sarcasmo evidente em sua voz. “Burra, Isabella. Burra, não era para ter chamado atenção daquele homem”
Isabella sabia que tinha uma habilidade especial no jogo, algo que a diferenciava da maioria. Seu pai sempre a elogiava por sua capacidade de ler as pessoas, de perceber nuances que outros não conseguiam. Ele frequentemente a usava em seus jogos, confiando em seu talento para virar a maré a seu favor. O blefe era sua arte, e ela dominava o jogo com uma precisão quase artística.
Ao pensar sobre isso, Isabella se lembrou das vezes em que seu pai a levava para os cassinos, mostrando-a as sutilezas do jogo e treinando-a para se tornar uma jogadora excepcional. Ela aprendeu a ver o blefe a quilômetros de distância, a entender as nuances do comportamento humano com uma clareza que poucos poderiam igualar.
Isabella se preparou para a noite de sono, ela tinha o que precisava para enfrentar o mês e garantir a segurança de sua casa.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Silvia Moraes
Se o irmão não roubar
2024-11-27
3
Maria Isabel
Tô amando essa história 😍
2024-11-08
0
Lucimara Aparecida
a uma mulher com vestido certo faz um estrago maravilhoso kkkkk
2024-10-30
1