A casa dos Barone era um imenso casarão, uma relíquia de um tempo de opulência e poder. Agora, o que antes era uma mansão grandiosa se transformara em uma sombra de seu antigo eu. Os corredores, que um dia ecoaram
com risadas e festas, estavam silenciosos e sombrios, com a pintura descascando e o mobiliário coberto de poeira. O jardim, uma vez bem cuidado, era agora um emaranhado de ervas daninhas e arbustos negligenciados.
Isabella Barone era uma imagem de determinação e desgaste. A grandeza da casa parecia sufocá-la, mas ela não tinha escolha a não ser lutar para manter o que restava. O dia começava cedo para Isabella. Ela se levantava
antes do sol, vestia-se com roupas simples e começava sua rotina, que combinava a manutenção da casa com seu trabalho no restaurante italiano local.
Naquela manhã, ela desceu as escadas que rangiam, suas pernas doloridas pelo esforço constante de tentar manter a casa em condições mínimas. As tábuas de madeira, antigas e desgastadas, protestavam sob seus pés.
Isabella passava por salas vazias e corredores escuros, cada canto da casa parecia um lembrete da grandeza que um dia foi e da decadência atual.
Chegando à cozinha, ela suspirou ao ver a pia cheia de louça suja e as bancadas cobertas por uma camada de pó. Mesmo com o pouco que restava de utensílios e alimentos, Isabella tentou manter a cozinha o mais limpa e
organizada possível. Ela se dirigiu ao armário, pegou uma caixa de chá envelhecida e preparou uma xícara para si. Era um momento de tranquilidade antes de começar sua jornada diária.
Enquanto o chá fervia, Isabella observou pela janela a luz da manhã filtrando-se através das cortinas desbotadas. Ela pensou em seu irmão Matteo, que ainda lutava com seus próprios demônios. Ele estava cada vez mais
mergulhado em apostas e vícios, e Isabella sabia que precisava de mais do que apenas trabalho para salvar a si mesma e a ele.
Após preparar seu chá, Isabella se arrumou rapidamente. O uniforme de garçonete era simples, mas ela o usava com um ar de dignidade. A caminho do restaurante, ela se lembrou de como seu pai a havia ensinado a ler
os oponentes e a usar suas habilidades de forma estratégica. Esses ensinamentos eram uma âncora em sua vida, e Isabella os aplicava tanto no trabalho quanto em sua vida pessoal.
O restaurante onde Isabella trabalhava era um local acolhedor, com uma atmosfera que tentava capturar a essência da verdadeira culinária italiana. Ela adorava estar lá, não apenas por causa do salário, mas
porque tinha a chance de aprender sobre pratos e técnicas que a fascinavam. Na cozinha, sempre que possível, ela assistia os chefs, aprendia novas receitas e tentava absorver tudo o que pudesse. Era um pequeno escape da realidade dura e um lembrete de que, apesar de tudo, ainda havia beleza na vida.
O dia de trabalho passava entre servir clientes e ajudar na cozinha. Isabella mantinha um sorriso no rosto, tentando esquecer os problemas pessoais e focando no trabalho. O restaurante era um dos poucos lugares onde ela sentia algum controle e uma sensação de realização.
À noite, ao voltar para casa, Isabella sentia o peso da exaustão. Ela fazia o possível para manter o casarão em ordem, mas sabia que cada dia era uma batalha. A mansão, com seus corredores vazios e móveis empoeirados, parecia sussurrar memórias de um passado que parecia distante. E, no fundo, Isabella sabia que precisava de uma solução, algo que pudesse mudar o curso de sua vida e de Matteo, algo que poderia salvar o que restava da família Barone.
Ela se preparava para enfrentar mais um dia, com a esperança de que sua determinação e suas habilidades fossem suficientes para mudar seu destino. A casa, o trabalho, e a luta para salvar Matteo eram suas prioridades,
e ela estava disposta a fazer o que fosse necessário para garantir que o legado da família Barone não se apagasse completamente.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Carolina Luz
ela se esforçando tanto sozinha pelos 2 e o irmão só pensando em consertar as coisas fazendo o mesmo que o pai fazia jogando aff
2025-03-04
1
Vera Lúcia
eita
2024-11-12
1
Adriane Alvarenga
O vicio de jogos e bebida é muito triste. Destroi a própria pessoa e a todos a sua volta...
2024-09-27
1