20— Dor da alma

 Suellen não sabia o quanto havia caminhado, apenas sabia estar longe da casa dos tios, mas a tristeza persistia. Estava a ponto de sufocar, ao olhar a placa de um "Pub.", não pensou, apenas entrou e seguiu pelo corredor pouco iluminado até entrar no pequeno salão, onde alguns homens bebiam e conversavam. Claramente parecia ser um local onde empresários se encontravam após o almoço.

 Ela parou de pensar e pediu algo para beber, sentando-se ao lado do balcão. Logo a sua frente uma taça com líquido colorido foi servida, era doce e ela tomou de uma só vez pedindo outro.

 Estava até aquele momento sem acreditar que a sua tia exigiu que se divorciasse e saísse da mansão dos Romeiros.

  A sua vida era uma piada.

 Era o que ela repetia entre uma taça e outra, já não percebia nada a sua volta, muito menos os olhares cheios de cobiça que recebia. Suellen nunca teve malícia, apenas sabia o que escutava as colegas dizerem, sendo assim, não percebia o perigo que a combinação de álcool somada aquele ambiente poderia ser.

 Já era quase fim de tarde, Suelen sem comer nada o dia todo, teve o efeito do álcool com uma bomba em seu corpo. Pagou a conta com dificuldade, decidida a chamar o motorista de aplicativo. Os seus pés doíam pela longa caminhada e a sua cabeça girava por conta do álcool, o seu estômago reclamava pela fome.

 Ela seguiu por um corredor escuro onde para ela era saída, sentia que aquele caminho era longo demais livraria para fora. O efeito do álcool fazia sua mente falhar e as suas pernas enfraquecerem.

 Naquele corredor havia muitas portas... ela seguia cambaleante até se encostar em uma parede. O seu rosto estava vermelho por conta do álcool, a pele branca mostrava os efeitos. Sentia que aquele não era o caminho da saída, ao chegar, não havia portas no corredor. Disso ela tinha certeza ou não...

 Ela estava tão pensativa que não se deu conta de uma grande sombra se aproximando. O barman a seguia.

 Ele estava decidido a não deixar passar chance de ter uma ruiva tão delicada em seus braços e quando a viu seguindo para o corredor da salas privativas, ele não perdeu tempo. Sabia wue as primeiras salas estavam vazias, seria fácil. Pensando nisso, já sentia-se um frenesi de antecipação.

 — Melhor o senhor voltar...

 — Não se intrometa. — o barman não se intimidou com aquele homem de terno escuro, parado em frente a uma das portas.

 Em resposta, foi agarrado pelo pescoço por dedos que pareciam feitos de aço, e arremessado contra a parede.

 — Não se aproxime dela!

 A dor que o homem sentiu ao colidir contra a parede, o fez perder todo o interesse. Não havia mulher que valesse ser agredido. Voltou rapidamente ao seu posto de trabalho.

 Nesse momento, o homem de preto ouviu uma voz que vinha do interior da sala privativa:

 — Leve-a para o carro.

 A ordem foi cumprida rapidamente e com facilidade. Ele apoiou Suellen e a tirou do Pub, levando-a em direção ao estacionamento.

 Brian já estava no carro, deu as últimas ordens para o secretário Eduardo que sentou-se ao lado do motorista. Suellen foi colocada no carro, ao lado do marido.

 Brian pensou o que poderia ter acontecido com ela, se ele não estivesse em uma reunião de negócios naquele Pub. Gostando ou não, ela era a sua esposa mesmo sendo em reservado e a imprensa não soubesse.

 Rapidamente chegaram a mansão dos Romeros e Brian pediu que Eduardo a levasse para o quarto. Já era tarde, os empregados já haviam ser recolhido.

 Ele acomodou-se em sua cadeira de rodas, mas Suellen, de repente colocou as mãos em volta do pescoço dele:

 — Sabe marido ...Até que você é bem bonito.

Ela estava bêbada, não tinha controle sobre si. Começou a cantarolar uma música baixinho e sem desgrudar dele, sentou-se com ele na cadeira, sem se importar com as pernas à mostra.

 Sem escolha, Brian seguiu para o segundo andar, dispensando Eduardo e os seguranças. Não sabia o porquê de sentir-se incomodado com possíveis olhares para as pernas a mostra. Rolou a cadeira, saindo do elevador em direção ao quarto de Suellen.

 — Vamos...desça. — a voz fria não surtiu efeito, mas as nadegas macias sobre o seu quadril estava causando um efeito catastrófico.

 Para o desespero de Brian, aquela maluca apoiou a cabeça em seu peito e sussurrou:

 — Me deixa... estou com sono, preciso dormir.

 Brian respirou fundo. Ele podia estar numa cadeira de rodas, mas apenas as suas pernas estavam fracas, o restante do seu corpo estava em bom funcionamento, se esforçava para não deixar evidente o seu incômodo. Afinal, ele não tinha sentimentos por aquela mulher.

 Mas, olha-la indefesa e tão obediente, era algo muito tentador. Ela estava de olhos fechados, uns cachos ruivos escapavam do coque, os lábios carnudos eram um convite à perdição.

 O vestido havia subido, deixando as coxas à mostra, um dos botões do decote estava aberto revelando a maior parte dos seios, ele engoliu em seco.

 Estava em seu limite, ao sentir os dedos delicados em seu pescoço, estremeceu. A vontade de saborear aquele corpo era quase incontrolável.

 Aquela mulher estava bêbada, sem controle de suas ações. Ele seria comparado a quê, se aproveitasse a ocasião? A voz dela macia...manhosa, chegava aos seus ouvidos:

 — Porque você não me ama? — ela suspirou com a cabeça recostada no peito dele — Eu não sou má, mas ninguém me ama.

— Shh... fique quieta. — a voz de Brian se fez ouvir.

Ela levantou o rosto para olhar o marido, esse movimento expôs aos olhos dele, uma boa parte dos seios perfeitos. Ela olhou-lhe com os olhos úmidos e o coração de Brian adoçou-se:

— Você não deveria ter bebido tanto se é fraca. Não é decente para uma mulher ficar bêbada sozinha num Pub no meio da noite!

Nem bem terminou de falar e percebeu que ela dormia no seu colo, com uma mão delicada no seu pescoço, a outra espalmada no seu peito.

— Ei ... menina, Suellen ? — Ele tentou acorda-la.

— Hum...

Suelen ergueu os olhos vermelhos e viu o homem a sua frente, franzindo a testa falou:

— Brian... quando você estava dormindo, eu cuidei de você com carinho. Nem te culpava quando acordava aqui.— ela falou sonolenta, colocando sua mão sobre a ereção dele, que mesmo sobre a calça, era bem visível.

Ele gemeu dolorosamente.

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Comments

MARIA RITA ARAUJO

MARIA RITA ARAUJO

mesmo s não criada num internato, ela já sabia de algumas coisas por pesquisar no celular e foi muito boba ir para um lugar estranho sem costume para beber, eu tomaria a decisão de procurar um lugar baratinho e ir a luta longe dessas pessoas e vencer na vida sem elas

2025-02-10

1

Rosineli Barbosa

Rosineli Barbosa

Suelen deixa de ser trouxa da um pé na bunda desse que diz ser seus parentes 😤😤😤🤣🤣🤣

2025-03-15

0

Isabel Esteves Lima

Isabel Esteves Lima

Fala uma boas pra ele, esse idiota.

2025-01-05

0

Ver todos
Capítulos
1 01‐ Casamento
2 02- Visita
3 03‐ Aproximação
4 04– Obrigações
5 05– Um leve despertar
6 06– Beijo
7 07— Provas
8 08— Momentos
9 09– Netos...
10 10— Trabalho
11 11— Armadilha
12 12– Em chamas
13 13— Cruel
14 14— Dor
15 15– Separados
16 16– O frio da noite
17 16— Confronto
18 18— Recepção
19 19— intimada
20 20— Dor da alma
21 21– Consequências
22 22— Micaela
23 23— Um dia diferente
24 24— Aconchego
25 25— Marcando território
26 26— Visita
27 27— Inauguração
28 28— Ciúmes
29 29— Como uma fera
30 30– Sem permissão
31 31— Depois de tudo
32 32— Contradições
33 33– Jantar...
34 34— Medo?
35 35— Tempestade
36 36— Encontro
37 37— A real
38 38— A verdade
39 39— Soltando as amarras
40 40— Pervertido
41 41— Um inimigo
42 42— Plano
43 43— Formatura
44 44 — O outro
45 45— Vida nova
46 46— Reencontro
47 47— Possessivo
48 48— Viagem
49 49— O fim...
50 50— Compreensão
51 51— Tramas
52 52— Antecipando...
53 53— Aproximação
54 54– LUAU
55 55— Tentativas
56 56— Alguém para amar
57 57— A punição
58 58— Confirmação
59 59— Todos sabem
60 60— As coisas se encaixam
61 61— Rapto
62 62— A cabana
63 63— Quase impossível
64 64— Verdades
65 65— Compreensão
66 66— O mais puro amor
67 67— Finalmente... minha
Capítulos

Atualizado até capítulo 67

1
01‐ Casamento
2
02- Visita
3
03‐ Aproximação
4
04– Obrigações
5
05– Um leve despertar
6
06– Beijo
7
07— Provas
8
08— Momentos
9
09– Netos...
10
10— Trabalho
11
11— Armadilha
12
12– Em chamas
13
13— Cruel
14
14— Dor
15
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16
16– O frio da noite
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16— Confronto
18
18— Recepção
19
19— intimada
20
20— Dor da alma
21
21– Consequências
22
22— Micaela
23
23— Um dia diferente
24
24— Aconchego
25
25— Marcando território
26
26— Visita
27
27— Inauguração
28
28— Ciúmes
29
29— Como uma fera
30
30– Sem permissão
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31— Depois de tudo
32
32— Contradições
33
33– Jantar...
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34— Medo?
35
35— Tempestade
36
36— Encontro
37
37— A real
38
38— A verdade
39
39— Soltando as amarras
40
40— Pervertido
41
41— Um inimigo
42
42— Plano
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44 — O outro
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47— Possessivo
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48— Viagem
49
49— O fim...
50
50— Compreensão
51
51— Tramas
52
52— Antecipando...
53
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54
54– LUAU
55
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56
56— Alguém para amar
57
57— A punição
58
58— Confirmação
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59— Todos sabem
60
60— As coisas se encaixam
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62— A cabana
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63— Quase impossível
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