Suellen não sabia o quanto havia caminhado, apenas sabia estar longe da casa dos tios, mas a tristeza persistia. Estava a ponto de sufocar, ao olhar a placa de um "Pub.", não pensou, apenas entrou e seguiu pelo corredor pouco iluminado até entrar no pequeno salão, onde alguns homens bebiam e conversavam. Claramente parecia ser um local onde empresários se encontravam após o almoço.
Ela parou de pensar e pediu algo para beber, sentando-se ao lado do balcão. Logo a sua frente uma taça com líquido colorido foi servida, era doce e ela tomou de uma só vez pedindo outro.
Estava até aquele momento sem acreditar que a sua tia exigiu que se divorciasse e saísse da mansão dos Romeiros.
A sua vida era uma piada.
Era o que ela repetia entre uma taça e outra, já não percebia nada a sua volta, muito menos os olhares cheios de cobiça que recebia. Suellen nunca teve malícia, apenas sabia o que escutava as colegas dizerem, sendo assim, não percebia o perigo que a combinação de álcool somada aquele ambiente poderia ser.
Já era quase fim de tarde, Suelen sem comer nada o dia todo, teve o efeito do álcool com uma bomba em seu corpo. Pagou a conta com dificuldade, decidida a chamar o motorista de aplicativo. Os seus pés doíam pela longa caminhada e a sua cabeça girava por conta do álcool, o seu estômago reclamava pela fome.
Ela seguiu por um corredor escuro onde para ela era saída, sentia que aquele caminho era longo demais livraria para fora. O efeito do álcool fazia sua mente falhar e as suas pernas enfraquecerem.
Naquele corredor havia muitas portas... ela seguia cambaleante até se encostar em uma parede. O seu rosto estava vermelho por conta do álcool, a pele branca mostrava os efeitos. Sentia que aquele não era o caminho da saída, ao chegar, não havia portas no corredor. Disso ela tinha certeza ou não...
Ela estava tão pensativa que não se deu conta de uma grande sombra se aproximando. O barman a seguia.
Ele estava decidido a não deixar passar chance de ter uma ruiva tão delicada em seus braços e quando a viu seguindo para o corredor da salas privativas, ele não perdeu tempo. Sabia wue as primeiras salas estavam vazias, seria fácil. Pensando nisso, já sentia-se um frenesi de antecipação.
— Melhor o senhor voltar...
— Não se intrometa. — o barman não se intimidou com aquele homem de terno escuro, parado em frente a uma das portas.
Em resposta, foi agarrado pelo pescoço por dedos que pareciam feitos de aço, e arremessado contra a parede.
— Não se aproxime dela!
A dor que o homem sentiu ao colidir contra a parede, o fez perder todo o interesse. Não havia mulher que valesse ser agredido. Voltou rapidamente ao seu posto de trabalho.
Nesse momento, o homem de preto ouviu uma voz que vinha do interior da sala privativa:
— Leve-a para o carro.
A ordem foi cumprida rapidamente e com facilidade. Ele apoiou Suellen e a tirou do Pub, levando-a em direção ao estacionamento.
Brian já estava no carro, deu as últimas ordens para o secretário Eduardo que sentou-se ao lado do motorista. Suellen foi colocada no carro, ao lado do marido.
Brian pensou o que poderia ter acontecido com ela, se ele não estivesse em uma reunião de negócios naquele Pub. Gostando ou não, ela era a sua esposa mesmo sendo em reservado e a imprensa não soubesse.
Rapidamente chegaram a mansão dos Romeros e Brian pediu que Eduardo a levasse para o quarto. Já era tarde, os empregados já haviam ser recolhido.
Ele acomodou-se em sua cadeira de rodas, mas Suellen, de repente colocou as mãos em volta do pescoço dele:
— Sabe marido ...Até que você é bem bonito.
Ela estava bêbada, não tinha controle sobre si. Começou a cantarolar uma música baixinho e sem desgrudar dele, sentou-se com ele na cadeira, sem se importar com as pernas à mostra.
Sem escolha, Brian seguiu para o segundo andar, dispensando Eduardo e os seguranças. Não sabia o porquê de sentir-se incomodado com possíveis olhares para as pernas a mostra. Rolou a cadeira, saindo do elevador em direção ao quarto de Suellen.
— Vamos...desça. — a voz fria não surtiu efeito, mas as nadegas macias sobre o seu quadril estava causando um efeito catastrófico.
Para o desespero de Brian, aquela maluca apoiou a cabeça em seu peito e sussurrou:
— Me deixa... estou com sono, preciso dormir.
Brian respirou fundo. Ele podia estar numa cadeira de rodas, mas apenas as suas pernas estavam fracas, o restante do seu corpo estava em bom funcionamento, se esforçava para não deixar evidente o seu incômodo. Afinal, ele não tinha sentimentos por aquela mulher.
Mas, olha-la indefesa e tão obediente, era algo muito tentador. Ela estava de olhos fechados, uns cachos ruivos escapavam do coque, os lábios carnudos eram um convite à perdição.
O vestido havia subido, deixando as coxas à mostra, um dos botões do decote estava aberto revelando a maior parte dos seios, ele engoliu em seco.
Estava em seu limite, ao sentir os dedos delicados em seu pescoço, estremeceu. A vontade de saborear aquele corpo era quase incontrolável.
Aquela mulher estava bêbada, sem controle de suas ações. Ele seria comparado a quê, se aproveitasse a ocasião? A voz dela macia...manhosa, chegava aos seus ouvidos:
— Porque você não me ama? — ela suspirou com a cabeça recostada no peito dele — Eu não sou má, mas ninguém me ama.
— Shh... fique quieta. — a voz de Brian se fez ouvir.
Ela levantou o rosto para olhar o marido, esse movimento expôs aos olhos dele, uma boa parte dos seios perfeitos. Ela olhou-lhe com os olhos úmidos e o coração de Brian adoçou-se:
— Você não deveria ter bebido tanto se é fraca. Não é decente para uma mulher ficar bêbada sozinha num Pub no meio da noite!
Nem bem terminou de falar e percebeu que ela dormia no seu colo, com uma mão delicada no seu pescoço, a outra espalmada no seu peito.
— Ei ... menina, Suellen ? — Ele tentou acorda-la.
— Hum...
Suelen ergueu os olhos vermelhos e viu o homem a sua frente, franzindo a testa falou:
— Brian... quando você estava dormindo, eu cuidei de você com carinho. Nem te culpava quando acordava aqui.— ela falou sonolenta, colocando sua mão sobre a ereção dele, que mesmo sobre a calça, era bem visível.
Ele gemeu dolorosamente.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
MARIA RITA ARAUJO
mesmo s não criada num internato, ela já sabia de algumas coisas por pesquisar no celular e foi muito boba ir para um lugar estranho sem costume para beber, eu tomaria a decisão de procurar um lugar baratinho e ir a luta longe dessas pessoas e vencer na vida sem elas
2025-02-10
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Rosineli Barbosa
Suelen deixa de ser trouxa da um pé na bunda desse que diz ser seus parentes 😤😤😤🤣🤣🤣
2025-03-15
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Isabel Esteves Lima
Fala uma boas pra ele, esse idiota.
2025-01-05
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