A porta foi fechada e o coração de Suellen disparou, nunca havia estado numa situação como aquela. A mulher que a acompanhava, segurou na sua mão.
— Siga-me, senhorita. A pessoa que pagou por seu trabalho logo virá até você.
— Mas...
— Mandarei que lhe sirvam algo. O que deseja?
— Apenas água, não bebo em serviço. Obrigada.
Suellen sentou-se e tentou ficar calma, talvez não fosse nada perigoso. Logo o seu contratante chegaria e tudo ficaria bem.
A música ali era mais calma, suave... as luzes pouco iluminavam. Num canto havia algumas mulheres que usavam roupas minúsculas, bebendo e sorrindo para dois homens, duas garçonetes andavam para lá e para cá com as suas bandejas.
Trouxeram uma taça de água, ela estava com a garganta seca e tomou metade da bebida, mas sentiu um leve amargor na água. Suellen cheirou a taça... tinha algo estranho. Ao olhar a sua volta, constatou que um dos homens era Athos Romero, o primo do seu marido e ele a olhava fixamente. Ela podia não ter experiência, mas sabia que a sua água havia sido adulterada, o suor nas palmas das mãos, a visão ficando embaçada...
Ela havia sido drogada!
Ali era um clube de orgias ! O primo de seu marido tinha segundas intenções com ela. O trabalho de tradução foi apenas uma forma de atraí-la para aquele lugar promíscuo.
Athos levantou-se, esvaziou o seu copo de uísque. O seu olhar para ela era o de um predador, Suellen sentiu medo e a certeza de que precisava escapar o mais rápido possível. Nesse exato momento, constatou que a garçonete ia em direção a porta, então, não esperou mais. Com a sua bolsa em mãos, saiu em disparada na direção da porta, passando antes mesmo que a moça que segurava uma bandeja.
Com um rápido olhar para trás, pôde ver a raiva contida nos olhos do primo do seu marido. Subiu as escadas, mas as sandálias de salto alto impediam que ela tivesse rapidez nos movimentos e antes que ela chegasse ao topo, de onde podia se ver a luz do restaurante, um par de mãos a segurou pela cintura, puxada ao encontro do corpo de Athos.
— Onde você pensa que vai?— A voz soou no seu ouvido como uma sentença.
Suellen desesperou-se e gritou ansiosamente:
— Socorro...
— Vadiä! O que pensa que está fazendo ?
O corpo delicado foi jogado contra a parede, Suelen sentiu o rosto arder com o impacto, mas logo foi virada de frente para Athos, que envolveu o seu pescoço com os dedos longos, num aperto quase mortal.
—Deixe-me ir. — a voz dela era apenas um sussurro.
Ele afrouxou os dedos ao redor do pescoço delicado.
— Você fez-me de otário. Essa noite matarei o meu desejo e, ao mesmo tempo, terei o troféu que o meu primo incapaz jamais receberá.
Aquelas palavras causaram repulsa em Suellen, que cuspiu no rosto do homem de forma desafiadora. Em troca, o seu rosto foi atingido por um tapa que fez a sua cabeça virar.
— Hoje você saberá como ser dócil com um homem de verdade. — com um sorriso que não chegava aos seus olhos, continuou — Logo a droga fará efeito e você irá me desejar mais que o próprio ar.
Suellen estava apavorada, podia sentir o calor tomando conta de seu corpo...
— Essa será a melhor vingança, priminha... você é muito gostosa.— Athos gargalhou enquanto estapeava as nádegas firmes de Suellen.
— Seja boazinha, a droga logo fará efeito e eu prometo que você não irá sofrer. Depois de tudo, você ainda será a esposa de Brian, mas estará em minhas mãos e fará o que eu mandar.— sorriu diabolicamente— Nós o manteremos eternamente naquela cama.
— Não !
—Shhh... se não me obedecer, contarei a tia Ana como você veio até mim para satisfazer os meus desejos.
— Canalha !
— Canalha ? Em alguns minutos, irá me implorar para que eu te toque. — ele falou e a segurou pelas nádegas, com que as suas intimidades se tocassem.
Suellen percebeu a ereção dele e sentiu-se enojada. Precisava fugir, antes que aquela droga a deixasse mais vulnerável.
Quando a boca molhada de Athos tomou a sua, ela quase vomitou, mas fez um movimento que a salvou do abraço forte. Ergueu os joelhos e acertou a virilha de Athos, que desprevenido, acabou por cair os três degraus que havia subido, ficando esparramado no chão, com ódio no seu olhar.
Suellen não pensou mais, abaixou-se, pegou a sua bolsa que havia caído das suas mãos e subiu o restante dos degraus. Ao ver a forte iluminação, sentiu-se mais segura, mas foi ao encontro do corpo rígido de um homem.
A moça olhou desesperada para cima, para a sua sorte, era o seu motorista, Júlio.
— Senhora! O que houve? Não a vi no salão e fiquei preocupado.
— Leve-me daqui, por favor!
Júlio, não pensou duas vezes, sabia que algo estava errado com aquela moça e o seu instinto foi apenas de proteção e não o de reação. Levou-a para o carro.
Suellen não quis contar ao homem o que aconteceu. Estava envergonhada, o calor no seu corpo era maior que antes, ela queimava de dentro para fora… precisava chegar em casa e ficar na proteção do seu quarto.
Por sorte, o trânsito estava leve e chegaram rápido na mansão dos Romeros.
— Obrigada, senhor Júlio. — ela agradeceu com voz suave.
Andou rapidamente até aporta de entrada, aberta por Olga. Suellen rapidamente soltou o seu cabelo para esconder a vermelhidão do rosto.
— Senhora... aconteceu algo?
— Não… não. Vou para o meu quarto. — Suellen sacudiu a cabeça, na tentativa de livrar-se do fogo que a consumia.
— O seu rosto está vermelho...
— Não se preocupe, eu bebi um pouco de vinho e não tenho o costume... vou dormir agora.
Subiu as escadas quase correndo, trancou a porta do seu quarto e gemeu baixinho, olhou para o marido que dormia, alheio aos seus problemas.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto, borrando a sua maquiagem. O tapa que levou no seu rosto, ardia. Foi para o banheiro e deixou que a água caísse no seu corpo ainda com a roupa. Depois de um bom tempo, ficou nua e esfregou cada parte do seu corpo, na ânsia de se livrar da sensação daquelas mãos na sua pele.
Estava esgotada, saiu do chuveiro e secou o seu corpo, que continuava quente. Olhou-se no espelho e pôde ver os seus olhos vermelhos. Sentia uma vontade de abraçar Brian, só assim se livraria desse calor. Ela sabia que teve sorte de conseguir chegar até ali, sabia também que aquela droga fazia mulheres ficarem nuas e sem pudor algum...
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Silvia Moraes
Acho que ela vai ter a sua primeira vez com ele em coma
2025-03-02
1
Elis Alves
Acho que ela tinha que ter dito a Olga. Esse ser imundo ainda vai levar uma bela surra
2025-01-23
0
Ednalva Maria
autora por favor faz o marido dela se recuperar logo pra proteger ela
2025-01-29
0