Suellen ficou no corredor apenas ouvindo a agitação no quarto. Afinal, a família estava muito feliz com o ocorrido. De repente, uma mão delicada e quente segurou o seu pulso, era a senhora Ana.
— Venha, Suellen. O seu marido acordou.— Com os olhos inundados com as lágrimas, continuou — Você fez o milagre !
Ela não queria entrar no quarto, mas acabou seguindo a sua sogra. Não poderia acabar com o momento tão alegre por conta dos seus medos.
— Agora que o seu marido acordou, poderão ter uma vida muito feliz, juntos.
Vida feliz? Esse era o seu maior questionamento. Os olhos frios de Brian, não saíam da sua memória.
Ela arriscou um olhar para a cama e pôde ver que ele estava quase sentado, recostado nos travesseiros e para o seu desespero, o peito forte estava com algumas marcas de pequenas mordidas. Sentiu o seu rosto queimar no mesmo instante.
— A noite foi bem agitada por aqui!— Dr Marcelo falou, sorrindo.
Enquanto Brian emitiu um resmungo que deixava bem claro a sua insatisfação, Ana não segurou uma pequena gargalhada.
— Bom, mas isso é muito bom!
Suellen se encolheu ao perceber que todos olhavam para o peito mordido de Brian e para o pescoço dela, cheio de marcas vermelhas.
— Tudo bem, não precisa ficar envergonhada. Nós entendemos... você é jovem e soube levar esse relacionamento improvável, talvez logo teremos um bebê correndo pela casa. Não nos faça esperar demais.
As palavras de Ana Romero fizeram o seu marido e admirar carinhosamente Suellen, mas ela não conseguiu sorrir de volta e ao virar os seus olhos para a Brian, recebeu o seu olhar frio, cheio de desprezo.
................
Após Dr Marcelo dar instruções, retirou-se e os outros também saíram do quarto. Brian estava dormindo, a agitação daquela manhã, foi cansativa para ele.
No corredor, Ana Romero abraçou a nora com todo o seu amor. Aquela senhora estava com lágrimas nos seus olhos. Se o seu único filho estava de olhos abertos naquele momento, era porque aquela moça simples, não abandonou Brian, não fez com aquela namorada de quinta categoria que fugiu com a desculpa de precisar estudar.
— Minha querida, se hoje sou a mulher mais feliz desse mundo, é porque você trouxe o meu filho de volta.
A jovem apenas tremia, tinha medo do seu marido, aquele olhar…
Ana Romero segurou as mãos da nora e a olhou de frente, enquanto sussurrava:
— Suellen, Brian voltou a pouco tempo para nós, mas eu confiarei somente a você a segurança dele. Não permita que entrem no seu quarto. — a preocupação tomava conta dela — Confie apenas no Doutor Marcelo Olga em mim em Ramiro. Nós somos família, não me sinto bem em ter outra pessoa perto do meu filho.
Suellen sabia que a sogra tinha receio. Athos poderia se aproveitar do fato de seu filho estar fraco e fazer algo contra ele.
— Eu sei. Não permitirei que prejudiquem Brian.
— Confio em você. Ajude o seu marido com a higiene, é bom para ele esse contato. — com um beijo terno na sua testa da nora, continuou —Agora, vou deixar vocês em paz.
Suellen estremeceu. Antes era fácil cuidar de Brian, mas agora...
Depois do que fizeram na noite passada, não uma, mas duas vezes!Suellen lembrou-se desse detalhe e de como ela não o deixou em paz. Com o rosto ardendo, parada olhando para o marido, que dormia agora por conta dos remédios não mais pela doença.
Aquela Tentativa do primo do seu marido de tê-la a força, acabou por fazê-la entregar-se ao marido incapaz. Nisso, mais uma memória envergonhou: ele sugando os seus seios que ela mesma lhe ofereceu.
Só estava a ela, que ele não se lembrasse jamais daquela noite vergonhosa.
O seu dilema agora era outro: Como limpar Brian se ele estava consciente agora? Ele estava lá e parecia odiá-la, mas a sua sogra confiava nela, ela devia isso para a mulher maravilhosa que a acolheu. Depois de hesitar por um tempo, decidiu agradar a sua sogra, era só fazer como antes.
Sem fazer barulho, pegou tudo o que precisava, decidida a começar pelo tórax. Puxou lentamente o edredom que cobria o corpo tão conhecido. Mordeu os lábios ao ver aprova clara da noite quente exposta na pele de Brian, em forma de mordidas.
Ao encostar a toalha quente no corpo de Brian, o seu pulso foi seguro e o olhar de desprezo que recebeu, afundou ainda mais o seu coração.
— O quê quer?
Suellen ficou atordoada por alguns segundos ao ouvir a voz dele, que agora parecia mais firme apesar de rouca. Ela respondeu com a voz trêmula:
— Dona Ana... ela... ela pediu para que eu cuidasse de você...
A voz de Suelen era trêmula, ele lhe dava muito medo. Não era o mesmo Brian que a ouvia e consolava ele a desprezava, como se ela fosse lixo, a constatação a magoou, mas ergueu o queixo e o encarou, já estava acostumada com esse tratamento pelos próprios familiares.
— Sua mãe não confiou em outras pessoas para este trabalho, eu sou quem cuidava de você pessoalmente.
Brian franziu a testa e disse sem emoção na sua voz:
— Ou será que você mesmo quis fazer?
— Ontem a noite foi…
— Saía!
Suellen queria contar que tudo aconteceu por ser drogada e a culpa era do seu primo que queria tomar a sua fortuna, mas antes, ele interrompeu-a e a feriu profundamente:
— Não quero ouvir sobre a noite passada! Ser obrigado a deitar-me com uma prostituta que não tem vergonha de abusar de um homem incapaz! — com os olhos lançando farpas, continuou — Chame o Dr Marcelo! — A voz dele tornava-se cada vez mais forte, deixando claro a sua melhora. — Quero ser higienizado antes que pegue alguma doença vinda de uma mulher promíscua como você.
O coração de Suellen partiu-se em mil pedaços, não merecia ser tratada dessa forma, ela não era uma prostituta, era uma virgem até ser drogada e agir daquela forma. Não iria se humilhar para o "senhor gelo", deitado naquela cama. Jogou a toalha úmida sobre a cama e saiu do quarto.
Logo a senhora Ana veio até o filho. O Dr Marcelo chegou com uma equipe de enfermeiros e ao vê-la no corredor com o rosto pálido e os olhos vermelhos, perguntou:
— Brian foi cruel? Não o culpe, ele acordou agora.
Ela apenas negou com a cabeça, tinha medo de ao falar, deixar transparecer todos os sentimentos.
— Não precisa fingir, eu conheço esse cabeça dura e sei que ele é capaz de magoar.— o médico ergueu o queixo de Suellen e falou:— Não ligue, essa é a forma dele se proteger… Mas, no fundo, ele é um bom homem.
Dizendo isso ele sorriu para ela e entrou no quarto, deixando-a perdida nos próprios pensamentos.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Graça Barbosa
Suelen deveria ter contato para a sogra, o que realmente aconteceu na noite anterior, que vez o seu marido desperta assim sua sogra entenderia e saberia lhe aconselhar
2025-03-01
4
maria fernanda
coitada/Grimace//Grimace//Grimace//Grimace/
2025-02-06
1
Andreia Carla
Será
2025-01-06
0