Faltavam poucos meses para que ela se formasse. Mesmo casada, ela precisava terminar os estudos, pois onde quer que estivessem, ela queria que os pais se orgulhassem dela.
Lançou um olhar para o marido imóvel .Talvez o seu pai não aprovasse o seu casamento, ele sempre a incentivou a casar-se por amor e jamais aceitar menos que isso.
Para Suellen, a idéia de limpar o chão de alguma amiga milionária da sua tia era o mesmo que a morte, não que desmerecesse esse trabalho, afinal ela já o fazia no internato.
Após ficar um tempo pensando, recostada na porta fechada, Suellen se aproximou da cama, olhou para o rosto adormecido e com tristeza nos olhos falou para ele:
— Você ouviu isso? Athos, o seu primo quer roubar a sua fortuna exige a minha ajuda. Não conheço você, mas a sua mãe é gentil e muito boa comigo, não irei pagar o que ela me faz de bom com o mau, mas não sei se posso fazer alguma coisa para te ajudar...
Ela aproximou-se mais e percebeu como o rosto dele era bonito, o queixo definido, forte... suspirou. Ela poderia se apaixonar facilmente por um homem tão lindo como aquele.
Suellen pensou que não conseguiria dormir por conta das emoções do casamento, adormeceu apoiada nos ombros de Brian.
......................
Sem entender bem, ela sentiu como se alguém a beijasse no rosto, tentou se esquivar, queria continuar a dormir.
— Suellen. — a voz profunda soou nos seus ouvidos.
Suellen ficou chocada. Abriu os olhos e bem à sua frente havia um belo rosto, era o seu marido.
— Brian? — ela esfregou os olhos — Você acordou?
— Sim...
Suellen sentiu-se desconfortável quando ele acariciou o seu rosto e logo em seguida a beijou, pressionando-a na cama com peso do seu corpo. Lutou contra aquilo e lágrimas vieram nos seus olhos, não queria ter relações, mesmo ele sendo o seu marido... eles não se conheciam!
— Por favor... Brian...
Mas o marido não a ouviu e prendeu os seus pulsos com a mão grande e forte.
— Você é minha.
De repente, um barulho ensurdecedor fez-se ouvir.
Suellen abriu os olhos e percebeu que já estava amanhecendo. Virou-se e viu o marido adormecido e imóvel ao seu lado. Ela levantou o edredom. A sua roupa estava limpa e arrumada, não foi forçada, não aconteceu nada e muito menos havia chorado.
Ela teve um sonho sensual com o marido!
Ficou envergonhada por ter sonhos com alguém inocente.
— Suellen, está acordada?
A voz de Ana, a sua sogra foi ouvida juntamente com batidas na porta.
Suellen levantou-se rapidamente, ajeitou os cabelos e a roupa, foi abrir a porta trancada. Ana estava acompanhada de duas empregadas e um médico jovem, muito bonito por sinal, que olhou curioso o pijama da mulher na sua frente.
— Vá trocar de roupa, menina. — a senhora falou calmamente. — Doutor Marcelo, essa é a jovem esposa do meu filho.
Já no closet, Suellen envergonhada, se recriminava. Ficou de roupa de dormir na frente de um estranho... a sua sogra provavelmente desaprovou o seu comportamento.
Logo Olga, a governanta, entrou e com um sorriso explicou:
— O closet foi dividido, metade com as suas coisas e a outra metade com as do senhor Brian. A senhora Ana tomou para si o dever de abastecer o seu guarda-roupa com a alta costura venha, irei ajudá-la.
Suelen observou a saia bem cortada e a blusa de pura seda nas mãos da mulher, nunca usou roupas tão caras na sua vida, nem mesmo nos tempos em que os seus pais estavam vivos. Na sapateira havia uma coleção de sapatos novos com a sua numeração exata. A sua sogra investigou a sua vida até nos detalhe, sorriu e foi para a parte de dentro onde havia uma penteadeira rosa repleta de produtos. Maquiou-se levemente, não gostava de mostrar as suas sardas.
Arrumou-se rapidamente e voltou para o quarto, onde o doutor Marcelo terminava de administrar os remédios do seu marido.
Uma empregada de mais idade, limpava o corpo de Brian sob a supervisão da senhora Ana Romero. Suellen ficou admirada vendo físico bem definido daquele homem, lembrando-se do sonho, virou o seu rosto, envergonhada.
— Suellen, minha filha, o Doutor Marcelo vem todos os dias para examinar Brian. Quando eu não estiver , receba-o por mim. — a senhora Ana explicou para sua nora.
A jovem esposa reparou no quanto a mão dele estava marcada, provavelmente por estar há tanto tempo no soro. Foi para o banheiro e logo voltou trazendo consigo uma toalha quente, que colocou sobre a mão ferida do seu marido.
A senhora Ana sorriu, sabia haver feito a escolha certa. A moça era cuidadosa com o seu filho, diferente da sua prima Micaela Romero, que ao saber que o namorado ficaria sobre uma cama, viajou rapidamente para fora do país.
— Com o está o meu filho hoje, doutor?
O médico foi verificar os batimentos cardíacos e ficou um pouco confuso.
— Os batimentos estão diferentes…
— Diferentes? O que quer dizer? — Ana preocupou-se.
— Não se preocupe. Ele está melhor que ontem.
— Doutor, o senhor acha que se for estimulado, ele responderá ao tratamento mais rápido? — Suellen quis saber, pensando nas intenções de Athos e em como o seu marido estava indefeso.
— Bem... — Marcelo pensou por um tempo. — Você pode conversar com ele frequentemente, isso estimula o cérebro e as massagens são bem-vindas para que o corpo não "morra".
Suellen tinha um pouco de entendimento sobre esses cuidados, já que no internato, havia uma interna com dificuldades físicas e as massagens a ajudavam muito.
Quando os cuidados com Brian terminaram, desceram todos para o café da manhã e para o desgosto de Suellen, lá estava Athos, o primo de seu marido, com uma falsa cortesia.
A sua sogra o abraçou e agradeceu pela visita. Quando Suellen teve a mão segura pela dele, numa saudação, sentiu-se enojada. Logo o senhor Rômulo juntou-se a eles e pelo seu silêncio, não gostou muito da visita.
Sentados à mesa, o dono da casa praticamente se escondeu atrás do jornal, enquanto lia as notícias, para assim não ser obrigado com o sobrinho.
Suellen não tinha dúvidas de que o seu sogro também não estava contente com a presença de Athos na sua casa, naquela manhã.
Ana conversava cheia de sorrisos enigmáticos, Athos tentava de tudo para chamar a atenção da moça, mas ela apenas se concentrou no seu café da manhã e logo para contragosto do seu sogro, Athos o seguiu, indo com ele para a empresa.
Quando ficaram a sós, Suellen pôde perceber o quanto a sua sogra ficou mais tranquila, resolveu então contar-lhe o que aconteceu na noite passada. Mesmo com medo de ser mal interpretada, ela decidiu contar tudo, a vida do seu marido corria riscos.
— Senhora Ana...
— Nada disso menina. Pode chamar-me apenas de Ana ou simplesmente de sogra. — A senhora falou com aquele sorriso acolhedor estampado no seu rosto, sorriso que aquecia o coração solitário da moça.
— Sogra, eu preciso contar algo importante. — a moça falou enquanto apertava a mão sobre o seu "colo". — Athos quer prejudicar o meu marido.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Rosineli Barbosa
isso mesmo tem que contar nada de ficar de segredinhos assim a mãe dele vai saber como lidar com esse primo maníaco 😨😨😨😤😤😤
2025-03-14
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Vó Ném
Tá certa tinha que contar para alguém...
2025-02-26
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Arlete Fernandes
Nossa acertou na lata!
2025-01-03
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