Ao entrar na mansão, Suellen sentiu-se revigorada, o sol fez bem para ela. Olga veio ao seu encontro, parecia que a governanta estava até mais sorridente.
— Olga, por favor, gostaria de fazer um arranjo com estas flores para colorir o quarto. Teria um pequeno vaso?
— Claro, senhora Suellen.
Olga foi para a ala dos criados e logo retornou com um pequeno, mas belo vaso de cristal, perfeito para as flores.
— Obrigada. Quero dar mais cor para o quarto, Brian tem um gosto muito sóbrio.
Dizendo isso, subiu as escadas em direção ao quarto do casal, cantarolando alegre pelo caminho.
Ao pé da escada, Olga olhava para jovem senhora com respeito, se fazia bem Romero, então era um anjo.
Logo Ana juntou-se a governanta enquanto bebericava o seu chá de camomila, admirando a jovem nora. Ela iria encomendar pulseira de pedras raras em gratidão ao seu entusiasmo para com Brian.
......................
Suellen arrumou o vaso e o deixou sobre um pequeno aparador logo abaixo da TV, colocada na parede especialmente para que ela se entretivesse. Parecia que Brian não tinha tempo ou não gostava de televisão, Suellen gostava de maratonar algumas séries.
Foi até a janela e puxou totalmente a cortina, deixando que a luz do sol entrasse. A vidraça ia até o chão e a luz do sol recaía sobre Brian, talvez ajudasse na recuperação seu marido.
Sentando-se na ponta da cama e pegando os pés do marido, começou a massagá-los, assim como viu as explicações do fisioterapeuta. Isso tentava auxiliar Brian na sua recuperação enquanto contava sobre a sua vida antes da morte dos pais, assim ela não deixava a mente dele "morrer" e ao mesmo tempo, colocada para fora os seus sentimentos.
Suellen gostava de ficar com ele, a proximidade dos dois era como um mar calmo. Ele não a criticava, não a oprimia... coisas que na casa do seu tio ela sentia, era como se eles a odiassem.
Agora ela tinha uma sogra bondosa e carinhosa.Tinha Olga que estava sempre atenta as suas necessidades, o senhor Rômulo Romero era mais fechado, mas nunca fez nada que a ofendesse.
Após fazer as massagens para ativar a circulação do seu marido ela pegou um cacho de uva e arrumou as almofadas, de forma que ela pudesse assistir a sua série preferida enquanto Brian descansava a cabeça em seu colo.
Estava tranquila quando che laptop sobre a mesa fez um bip. Suellen tirou a cabeça do marido de cima das suas coxas e a colocou suavidade sobre o colchão, olhou para ele com carinho e levantou-se da cama:
— Brian, vou dar uma conferida. Pode ser algum trabalho. Preciso aumentar as minhas economias, já te falei da minha loja virtual? As vezes consigo um bom pagamento.— continuou com um sussurro— Agora que a sua mãe cuida de mim, eu posso economizar bem mais.
Suellen pegou o laptop e acomodou-se na cama novamente. A notificação tinha da sua loja virtual.
— O trabalho me chama.— falou e depositou um beijo na testa dele.
Ela puxou os cabelos vermelhos para trás da orelha digitou:
SUELLEN "Em quê posso ajudá-lo?"
CLIENTE "Preciso de um tradutor de mandarim."
SUELLEN "A nossa loja pode ajudá-lo."
CLIENTE "Trabalha com traduções externas?"
Suellen pensou um pouco, resolveu aceitar. Ela já havia feito alguns trabalhos assim e o pagamento era bem maior. Era apenas traduzir negociações durante reuniões ou jantar. Como ela mesmo administrava a loja online, era fácil fazer os seus horários e negociações para o empregador.
SUELLEN "Sim, mas o preço é maior."
CLIENTE "Sem problemas, serão apenas duas horas. Hoje a noite, das 18:30 até às 20:30, no máximo."
Ela olhou para o relógio. Já eram 17 horas, mas ela seria rápida. Passou o valor do trabalho.
SUELLEN "Metade agora e o restante ao final do trabalho."
CLIENTE "Sem problemas".
Logo o valore estipulado caiu integralmente em sua conta. Suellen assustou-se, o cliente pagou antes de receber o serviço. Não poderia decepcionar uma pessoa tão boa.
Concluindo a transação, ela conferiu o endereço e beijou feliz os lábios de Brian:
— Acabei de ganhar um bom dinheiro. Vou sair, mas não irei demorar, querido.
Não daria tempo nem de tomar um banho. Correu para o closet e escolheu uma roupa sóbria. Optou por um conjunto de terno feminino na cor escura com uma camisa de seda na cor rosa. Prendeu os cabelos num coque alto, deixando apenas alguns cachos ruivos soltos, maquiou-se para esconder as sardas, chegou a sua imagem no espelho e logo calçou a sandália de salto alto.
— Não demoro, meu marido. Fique bem, volto para dormirmos juntos.
Avisou Olga sobre a sua saída, a sua sogra estava fora, num jantar de negócios com o seu marido. A governanta insistiu para ir com o carro da família, o motorista estava à sua disposição. Suellen ficou feliz, assim não teria gastos ou atrasos. Passou o endereço para Júlio, o motorista de 40 anos que ainda era segurança que foi escolhido pela senhora Ana apenas para cuidar de Suellen. O endereço era num hotel de luxo.
— Obrigada, senhor Júlio. — Suellen agradeceu, enquanto descia do carro.
— Estarei aqui, a sua espera, senhora.— o homem falou com voz pausada.
— Não precisa, ficarei por duas horas. Muito tempo de espera.
— Eu ficarei. São as instruções da senhora Romero.
— Certo. Acredito que seja no salão, durante o jantar. Será um trabalho rápido.
Suellen caminhou até a entrada do hotel e ligou para o seu enpregador, que entendeu no mesmo instante:
📱 Olá! Estou na entrada do restaurante. Por favor, venha buscar-me. Eu uso um terno escuro e camisa rosa.
📱Ok. Já irei buscá-la.
A ligação foi interrompida, mas Suellen gostou de ouvir a voz de uma mulher, certamente o seu empregador era uma mulher e ela poderia ficar despreocupada, afinal mulheres se entendiam muito bem.
Ao aproximar-se, a empregadora estendeu a mão, num aperto fraco e sem emoção.
— Senhorita Suellen?
— Sim.
— Siga-me por favor.
Suellen estranhou ao passarem direto pela entrada do restaurante. A mulher, que não disse o seu nome, desceu por uma escada. Suellen parou, achou aquilo estranho.
— Senhorita, o trabalho não seria no restaurante, durante o jantar?
A mulher a sua frente parou, mas não se deu ao trabalho de olhar para trás:
— Eu esqueci de avisar. Há um restaurante lá em baixo, no subsolo.
Suellen não duvidou da mulher e a seguiu. No tanto, não era verdade. Era um clube. A música era alta, luzes piscavam, alguns homens e mulheres dançavam na pequena pista de dança. Podia-e ver algumas portas e vidraças escuras, eram camarotes privados.
Ela sentiu que algo estava errado.
Antes que se desse conta, foi levada até uma porta e ao entrar, Suellen sentiu com mais intensidade a necessidade de sair dali imediatamente, mas ao se virar, a porta já havia sido fechada.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Silvia Moraes
Deve ser o primo ou os tios dela.
Ela não deveria ter ido sozinha
2025-03-02
1
Aurizete Domingues
meu Deus vai começar a tortura tomara que ela consiga escapar ilesa dessa armação
2025-01-05
1
Andreia Carla
não deixem fazer maldade com ela
2025-01-06
1