Já era noite e Suellen passou o dia em seu quarto.
Olga levou o seu almoço e algumas frutas. A moça ficou o dia organizando as suas coisas em seu novo quarto e traduzindo alguns manuscritos.
Acabou por adormecer cansada, mas acordou no meio da noite sentindo muito frio. Não havia cobertores naquele quarto. Como já havia passado da meia-noite, todos já deveriam estar dormindo e o único lugar que ela sabia ter alguns cobertores extras era no quarto de Brian.
Pensou que se entrasse silenciosamente, ele não notaria a sua presença. Pensando assim, saiu da cama e foi para o quarto ao lado, abrindo suavemente a porta. O ambiente era iluminado apenas Pela luz fraca de um abajur de cabeceira.
Suellen o viu inerte na cama. Os seus pés descalços não faziam barulho, confiante ela foi até o closet, puxou a banqueta para subir e assim alcançar um dos cobertores.
Tarefa fácil e silenciosa, mas ela acabou por esbarrar em um vaso decorativo no canto da parede e o barulho não foi alto, mas foi o suficiente para acordar Brian.
— Quem está aí?
A voz dele parecia bem mais forte que antes, Suellen teve a certeza de que ele estava bem melhor.
— Sou eu...
— Venha até aqui. O que está fazendo? Me roubando?
Essa pergunta fez o sangue de Suellen ferver e todo o medo que sentia daquele homem evaporou-se.
Suellen saiu do closet com um cobertor nas mãos e jogou-o sobre a cama.
— Se pegar um mísero cobertor é roubo, pode ficar para você. Não será por isso que morrerei congelada!
Brian olhou aquela mulher a sua frente. Ela uma roupa de dormir rosa e rendada, que deixava amostra as coxas brancas e convidativas.
Os cabelos com aquela cor de fogo, os poucos cachos teimosos tampando os olhos, mas ele podia ver que ela estava no seu limite. Sentiu uma vontade de provocá-la afinal ele estava cansado de ficar, naquela cama.
— Veio até o meu quarto para me seduzir ? — Brian falou arqueando uma sobrancelha.
Suellen aproximou-se dele furiosa e com o dedo em riste falou:
— Quem pensa que é para falar comigo assim? Eu sou a sua esposa! — tirando o cabelo do rosto continuou enfurecida— Cuidei de você, não deixei que ficasse atrofiado nessa cama. Falei com você incansavelmente para que o seu cérebro não morresse e o que ganhei com isso?
Brian engoliu em seco. A luz do abajur contra a roupa fazia o tecido ficar transparente, revelando cada curva do corpo feminino. Ou ela fazia de propósito, ou estava tão enfurecida que não percebia…
O que o fez ficar mudo lembrança daquela voz que tagarelava no seu ouvido por horas a fio, coisas que não eram de seu interesse, sentimentos e os seus medos.
Sim, aquela voz o manteve vivo.
De repente, sentiu o cheiro doce e floral que vinha dela, esse cheiro era-lhe familiar. Era verdade, aquela mulher esteve ao seu lado o tempo todo…
Suellen se deu conta que foi grosseira com o seu marido e ao observar os olhos dele escuro como a noite, percebeu haver ultrapassado os limites. Ele olhava-a de forma estranha, como se estivesse a analisar.
— Veio no meu quarto para me seduzir. — Brian falou, lançando um olhar sugestivo para ela.
Suellen não teve a malícia de entender o que ele dizia, não percebia que a luz do abajur deixava a sua roupa transparente e o seu corpo a mostra.
— Eu vim para pegar um cobertor, está frio no outro quarto. — ela afirmou.
— Ajude‐me a sentar, o meu corpo dói. — ele falou, fingindo Não ter forças para fazer isso sozinho.
Suellen rapidamente aproximou-se, arrumando as almofadas ao mesmo tempo em que o apoiava. Brian inalou o perfume que vinha dos cabelos dela. Esse cheiro o tranquilizava, era como estar em casa.
Ele percebia o quanto ela se esforçava para ajudá-lo, mas apenas podia sentir a presença do corpo macio, tão próximo do seu rosto…
— Está bom assim?
Suelen perguntou, ainda próxima de Brian, sem perceber como a sua proximidade afetava aquele homem, que sempre foi controlado e nunca Perdia o seu controle perto de uma mulher. Mas essa era diferente. O toque suave das mãos delicadas o incendiava de tal maneira que lhe era difícil controlar-se, fazendo-o se esquecer de que ela era apenas uma mulher comprada por sua mãe.
Esse pensamento fez o seu sangue gelar. Ele teve pensamentos contraditórios. Ficou dividindo entre trazer aquele corpo macio e perfumado para cima do seu ou afastar aquela mulher que pensava apenas em compensação financeira.
Sueleln sentiu a mão quente em suas nádegas, ela assustou-se e deu um passo para trás afastando-se do toque de Brian. Ao levantar os olhos, pode ver um sorriso cheio de desprezo no rosto bonito e olhos tão frios quanto gelo.
— Foi paga por minha mãe para vir aqui durante a noite? Não se julgue tão Irresistível, corpo desfrutável se encontra em qualquer lugar...
Quando Suellen percebeu, a palma da sua mão ardia.
Ela havia esbofeteado seu marido, movida por um instinto, estava com medo. Não sabia qual seria a sua reação.
— Então a mulher doce que a minha mãe comprou tem garras!
Suellen ouviu aquele insulto mais uma vez e se amaldiçoou ter sido tão tola "naquela noite" e feito o que não devia por conta das drogas e do calor que consumia o seu corpo.
Ela havia entregado a sua virgindade enquanto estava sem o controle das suas ações e aquele homem de gelo mais uma vez a acusou.
Não pensou ou ficou esperando por mais insultos, saiu imediatamente do quarto, batendo a porta atrás de si e indo diretamente para o seu quarto. Pegou um casaco no seu closet, não se importando com a marca de grife famosa e caríssima, vestiu-o e enrolou-se na colcha fina que cobria a cama. Estava fria aquela noite, mas o seu coração estava mais gelado que o ar.
O que ela não sabia, era que no quarto ao lado, um homem mantinha um sorriso frio no seu rosto.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Arlete Fernandes
Ele vai se arrepender amargamente o se vai!
2025-01-04
1
maria fernanda
/Facepalm//Shy//Shy//Shy/
2025-02-06
0
Euridice Neta
Brian tu vai se arrepender de cada palavra e humilhação quexesta fazendo com ela...
2025-01-17
1