Suellen sentia muito calor, desistindo de colocar a camisola, foi deitar-se ao lado do marido.
— Brian...O seu primo Athos me drogou. Aquele imbecil queria o meu corpo para te humilhar e também me chantagear.
Ela revirava-se na cama. Incapaz de se acalmar, foi até o pequeno frigobar, pegou gelo e passou em seu corpo.
— Estou sofrendo, não tenho ninguém para me ajudar.
Suellen não pôde conter as lágrimas. Naquele momento, ela estava arrependida de ter se casado com ele. Ele não podia protegê-la.
Secando o rosto com as costas das mãos, falou com a voz chorosa:
— Você não vai se levantar para me proteger?
Naquele momento, sentindo um calor, ela correu para o banheiro para mais uma ducha fria, o seu corpo acendeu-se novamente. Ela já não sabia quantos banhos havia tomado e nada do calor se acalmar. Andava nua pelo quarto, com os cabelos molhados, os olhos vermelhos… nesse momento, ela olhou para Brian inerte na cama. Foi até ele, estava cansada, mas o rosto dele era tão bonito, os lábios cheios, pareciam pedir por beijos…
"Só um beijo, talvez o fogo fosse embora".
Os lábios tocaram-se, mas de repente Suellen queria mais e sem pensar em mais nada, montou o corpo inerte e o beijou. O calor aumentou, ela sentiu o membro do seu marido ficando rígido, entre as suas pernas o calor aumentou, a sua intimidade pulsava e queimava.
Foi a última coisa que ela pôde pensar, antes que a sua mente se apagasse e perdesse toda a sensatez. Ela passou a se esfregar naquele corpo firme, os seios tocando aquele corpo forte...
Na penumbra do quarto, no auge do efeito da droga, tudo se apagou na cabeça de Suellen, ela tinha uma vaga sensação de mãos fortes em sua cintura e beijos sugadores em seu pescoço... um calor intenso. Apenas quando o sol estava prestes a aparecer, ela abriu os olhos e ao se mover, percebeu que estava nos braços de Brian.
O seu corpo agora estava gelado, mas podia sentir o corpo quente de seu marido. Mais quente que o normal.
A sua boca estava seca, precisava de água. Ao tentar levantar-se, sentiu o corpo dolorido e logo veio a lembrança da noite passada e do calor...
Quando sentou-se na cama foi que se deu conta de toda a bagunça...
Ela estava nua, com dores entre as pernas e no corpo todo. Ao tocar-se, o que havia acontecido.
Sob o efeito das drogas ela abusou de um homem adormecido e incapaz! E pior, a sua virgindade foi tirada de uma forma que ela nunca havia imaginado.
O seu marido estava inerente, mas sem as agulhas de infusão conectadas na sua mão, o rosto dele estava mais corado e havia marcas de pequenas mordidas no seu tórax desnudo. O seu pijama estava abaixado, deixando o membro exposto.
" Céus eu o mordi !"
Suellen pulou da cama e ficou de pé, nua olhando o estrago que havia feito. Como explicaria isso para a sua sogra? E se tivesse prejudicado Brian?
A mancha vermelha no pijama do seu marido, era a prova de que ela o usou como "c@nsolo"para as suas dores.
Como um “flash”, ela pôde lembrar-se dos olhos fixos nela. Eles eram frios, sem nenhum vestígio de calor...
— Você... você está acordado?
Puxou a colcha e cobriu o seu corpo, envergonhada, mas percebeu que ele não se mexia. Talvez fosse uma alucinação por conta da droga. Apenas a sua virgindade perdida era real.
Mais calma, engatinhou pela cama até ficar próxima dele. Olhou por um tempo para aquele rosto bonito e pensou:
" Ele dormia o tempo todo, foi apenas alucinação. Sua boba! Tudo foi alucinação enquanto você estava sob o efeito daquela droga."
— Quase acreditei que você soubesse o que fiz. — ela sussurrou envergonhada, sem se dar conta dos sei@s tão próximos do rosto de seu marido.
Ela olhava fixamente para aquele rosto inexpressivo, achando-se uma tola por ter imaginado que ele estivesse acordado. No entanto, de repente, ele abriu os olhos, eram os olhos negros mais lindos que ela havia visto em toda a sua vida!
Mas eram olhos frios, sem calor...
Era nítido o desprezo que ela via naqueles olhos. Ele não gostava dela. Esse pensamento ficou no fundo da sua mente e o seu sangue congelou, deixando-a paralisada sobre ele.
— Vá... chamar... alguém...
A voz rouca e pausada fez com que ela saísse da cama Imediatamente. Mas, antes de fazer o que ele pedia, pegou sobre o aparador, lenços umedecidos e rapidamente limpou o membro adormecido, todo cheio de resquícios do seu sangue virginal. Ela podia perceber tido o descontentamento de seu marido, era como se o seu toque o enojasse.
Suellen destrancou a porta e gritou por Olga, sua voz ecoando pelo corredor.
— Olga, por favor... ajude! Chame a senhora Ana...
Dizendo isso, encostou a porta novamente, correu para o closet e rapidamente colocou um vestido qualquer para cobrir a sua nudez.
Quando voltava para o lado do seu marido, a sua sogra entrava apavorada no quarto, seguida de perto pelo seu marido Rômulo.
Quando Suellen sentia que não tinha como a sua vergonha ser pior, o Dr Marcelo também chegou para os cuidados matinais do paciente. Todos ali para saber o que afligia a jovem esposa. Como todos ficaram paralisados vendo a bagunça na cama, ela falou:
— Ele ... ele acordou...
A sua voz sou fraca e cheia de constrangimento, mas Marcelo foi o primeiro a se mexer, correndo para o corpo inerte, pegou o estetoscópio e começou a examinar Brian.
— Pare... tenho sede. — a voz rouca e sem energia trouxe lágrimas aos olhos dos pais.
Suellen correu até o jarro de água, encheu um copo e foi até ele para ajudá-lo. Com um movimento lento, mas firme, ele empurrou o copo, fazendo com que caísse ao chão e se despedaçasse.
— Saía daqui. — a voz dele agora parecia mais forte e cheia de desprezo.
No fundo do seu coração, ela esperava que Brian fosse uma pessoa gentil, não esperava um tratamento tão frio e cheio de desprezo. Suellen ficou paralisada, era uma grande humilhação ser tratada dessa forma depois do que fizeram juntos naquela noite.
Ela afastou-se e saiu de cabeça baixa, foi para o corredor, onde ficou com as costas apoiadas na parede, sem se mover, de olhos bem fechados, tentando esquecer daquele olhar frio.
Ela chegou a pensar que seria uma boa vida. Que todos os seus problemas tinham chegado ao fim. A gentileza com que era tratada por todos, fez com que sonhasse com uma família.
Família feliz?
Desde a morte dos seus pais, ela não teve mais felicidade em sua vida. Os poucos momentos de alegria, eram vividos en companhia de Helena, ela sabia das suas dores e aflições, até do seu casamento.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Luzia Pereira Sousa Silva
tbm já li uma estória igualzinha,não tenho certeza se é a mesma
2025-03-19
1
Rosilene Oliveira
essa história é muito parecida com uma que eu li que não teve fim
2024-12-28
3
Maria Souza
eu também li,só não lembro se era a mesma autora,se não é plazio infelizmente.
2025-03-08
4