Dez dias já haviam se passando de o seu casamento e nesse período, só havia ido até o internado em duas ocasiões por conta das provas e foi difícil fazer Helena, a sua única amiga do colégio entender os motivos de ela ter se casado com um acamado.
Mas ela era feliz assim.
Ela mantinha o seu dinheiro que ganhava com os trabalhos de tradução sem precisar usa-lo, já que sendo uma Romero, não lhe faltava nada e ainda se via livre das ameaças de sua tia.
Os seus dias eram preenchidos com pequenos trabalhos feitos em seu notebook, no silêncio do seu quarto, ao lado do marido.
Quando saía para realizar alguma prova,logo voltava, ansiosa por estar ao lado de Brian, subia rapidamente para o andar superior para ver como ele estava.
Num desses dias, ao abrir a porta e vê-lo imóvel, foi direto para ele. Já havia se acostumado a contar para ele os seus segredos, os seus gostos, os seus medos e os seus sonhos. Ela conversava sempre com ele para não deixar que a sua mente "morresse".
— Oi, Brian, querido. Sentiu a minha falta?
Sentou-se na beirada da cama e segurou a sua mão com carinho, acariciou o rosto bonito.
— Sabe, Brian, hoje algumas colegas do internato foram cruéis. — Ela tentou segurar uma lágrima teimosa que rolou dos seus olhos, caindo sobre a mão do marido.
Isso ela não percebeu, muito menos o pequeno movimento das pálpebras do homem imóvel na cama. Suellen tentava conter o choro e disfarçar a voz, não queria falar coisas más para um doente.
— Elas diziam, apontando para mim, que eu me casei com um vegetal apenas devido ao dinheiro, que casei com o homem que era da minha prima. Estou triste com isso. Elas falaram que é um vegetal! — Com um sorriso zombeteiro, continuou — Você está mais para um pão. Sim, um pão delicioso…
Uniu os seus lábios aos dele, apenas para sentir o calor. Aquele beijo inocente a acalmava e já era algo totalmente natural para ela.
— É melhor fazer a sua higiene enquanto temos sol e o dia ainda está quente.
Levantou-se da cama, foi pegar tudo o que era necessário para higienizar Brian. Tirou as suas roupas para não suja-las, ficando apenas de roupas íntimas. Ao passar em frente ao espelho, ficou envergonhada. As peças que sua sogra havia comprado não tinha nada de recatada como as suas antigas calcinhas de algodão e motivos infantis.
O seu conjunto de “lingerie” era de uma renda delicada, num tom rosa que se destacava na sua pele. Ligo se acalmou. A porta estava trancada e Brian não poderia vê-la.
Nesses dez dias de união, tudo no quarto de Brian havia mudado. Além da presença constante de Suellen, ali a organização já não era mais visível. Potes e cremes ficavam sobre a pequena bancada, uma pequena escrivaninha foi posta no canto para ela poder estudar e continuar a cuidar de Brian.
Por todo o lugar que se olhasse na suite, tinha algo que deixava claro a presença de Suellen ali, nenhum vestígio sequer da decoração milimetricamente calculada de antes. Brian era obcecado por organização e limpeza, já a sua jovem esposa, era a mais livre das amarras da organização.
Suellen já estava acostumada com a reação de Brian enquanto ela o higienizava e para controlar a palpitação que sentia ao fazer esse trabalho, conversava com ele. Falava coisas do seu cotidiano, às vezes falava dos seus medos e os seus sonhos... era bom falar com alguém, mesmo que esse alguém não lhe ouvisse.
— ... e Helena não acredita que eu possa ser feliz com esse casamento.— as mãos delicadas pararam por um instante de limpar o pescoço forte. — Sei que como a família Romero estou segura, os meus tios não se preocupavam comigo.
Quem visse a cena poderia não acreditar na inocência da moça que, apenas usando micro peças rendadas, estava montada num homem sobre a cama.
Suellen estava nessa posição por ser mais prática para limpar aquele homem de mais de 1,85 m. Enquanto limpava, tagarelava incessantemente e quando deslizou mais para baixo para poder limpar o peito largo, já sentiu as reações do corpo de Brian.
— Não entendo isso. Se você está dormindo, como as suas partes baixas estão acordadas?— suspirou. — O Dr Marcelo disse que era para que eu te ajudasse com isso, já que faria com que você acordasse. Mas eu nem sei como fazer essas coisas.— então ela sussurrou para ele— Mas eu sei que gosta quando eu cuido de você dessa forma.
Suellen corou. Ela gostava daquela sensação que o membro acordado causava-lhe. As vezes até ficava mais tempo sobre ele, senti do i calor que vinha dali. Mas logo fugia, não era certo se aproveitar de um homem incapaz.
Ficou um tempo com o rosto contra o peito masculino, sentindo o corpo dele se aquecer sob o dela. Um sorriso inocente brotou no rosto feminino quando falou novamente:
— Brian, meu marido, as vezes penso em como seria se você pudesse me abraçar... sinto-me acalorada só em pensar em como seria bom ficar presa em seu abraço.
Lentamente ela ergueu o rosto e o olhou de frente.
— Desculpe-me, mas preciso sentir os seus lábios.
Dizendo isso, ela fechou os olhos e o beijou meio sem jeito, por conta da inexperiência, mas o toque dos seus lábios macios nos dele, foi como se ela pegasse fogo e viajasse para outro mundo.
Ela não soube dizer por quanto tempo sugou aqueles lábios e comprimindo os seus seios no peito forte, mas ela afastou o seu rosto no momento em que pareceu sentir que a língua dele tocava a sua.
Olhou-lhe em busca de mais movimentos, não houve nada. Mas podia sentir o membro rígido comprimindo a sua parte íntima, protegida apenas pela renda da calcinha.
Saiu de cima dele rapidamente, se condenando em pensamento por aproveitar-se de Brian, mas ela já tinha vinte anos e às vezes sentia curiosidade sobre essas coisas íntimas.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Célia Moraes
também acho que ele está acordando, não vejo a hora dele acordar e lembrar de tudo até ela fala
2025-03-15
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Isabel Esteves Lima
Ele está acordando aos poucos, e acredito que o Dr Marcelo já percebeu.
2025-01-05
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Rosineli Barbosa
primeiro acorda a cabeça de baixo 🤔😏😏😉depois acorda a de cima 🤣🤣🤣
2025-03-14
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