ANDREW NARRANDO
Após aquele jantar fracassado e tentativas desesperadas de um CEO que está à beira da falência, fui para minha casa.
Assim que entrei, estava tudo em completo silêncio como sempre, as luzes apagadas. Acendi a luz da sala, coloquei minha pasta em cima do sofá, tirei o paletó e o coloquei sobre a pasta. Enquanto afrouxava o nó da gravata, pensava na vida. O que para muitos é solidão — viver sozinho em uma mansão — para mim é paz. Minha casa é onde me refugio, onde ninguém vem me importunar.
Preparei um whisky e me sentei no sofá. Enquanto tomava meu whisky, analisava os gráficos da minha empresa pelo celular. Os números falam por si e enchem os meus olhos.
Terminei minha bebida, coloquei o copo no lugar, peguei minha pasta e meu paletó e subi para o meu quarto.
Passei direto pro banheiro, tomei um banho quente, tirando toda tensão do meu corpo, só vesti uma cueca box e me deitei. Consigo dormir tranquilo.
Acordei cedo, fiz toda minha rotina matinal, tomei café da manhã, e fui direto para empresa, hoje os novos funcionários vão começar, eu sempre cobro a cada supervisor para inspecionar o trabalho de seus subordinados.
Hoje o meu dia começou com uma reunião crucial, recebi na minha sala o setor financeiro da minha empresa. Às 10h em ponto, todos os diretores e gerentes, reuniões jurídicas e financeiras, faço exclusivamente na minha sala, não aceito interrupções de nenhuma espécie. Hoje eles vieram prontos para apresentar os resultados do último trimestre.
Começamos a reunião com a apresentação do nosso CFO, que expôs os números detalhados das receitas, despesas e lucros. Ele destacou um aumento significativo nas receitas em comparação ao trimestre anterior, mas também mencionou que os custos operacionais cresceram, afetando nossa margem de lucro.
Os gráficos mostraram que, embora nossas vendas de cotas tenham aumentado, precisamos melhorar a eficiência operacional para maximizar os lucros e mantendo a Wall Street no topo da cadeia alimentar, Assim gerando ainda mais. A equipe financeira também apresentou uma análise detalhada de nossos fluxos de caixa, apontando áreas onde podemos cortar custos sem comprometer a qualidade do nosso serviço.
Em seguida, passamos para a projeção de resultados para o próximo trimestre. O setor financeiro apresentou vários cenários possíveis, levando em consideração diferentes variáveis econômicas e de mercado. Discutimos estratégias para otimizar nosso orçamento e aumentar a rentabilidade, incluindo a renegociação de contratos com fornecedores e a implementação de novas tecnologias para automatizar processos.
Mostrei uma tabela que detalhei um plano de contingência, caso o mercado sofra uma desaceleração inesperada. Este plano inclui medidas para preservar nosso capital de giro e manter a liquidez necessária para operar sem interrupções.
Durante a reunião, fiz questão de ouvir as preocupações e sugestões de cada membro da equipe. A colaboração e o comprometimento de todos são fundamentais para mantermos o padrão elevado
Terminamos a reunião, meu sentimento é de otimismo cauteloso. Sei que tenho trabalho pela frente, mas estamos preparados para tomar decisões estratégicas e agir de forma proativa.
A reunião acabou e dispensei todos para o almoço. Hoje fui almoçar sozinho em um restaurante a poucos quilômetros da empresa. Quando voltei, decidi entrar pela recepção, pois gosto de observar o movimento. Muitas vezes, no meio do dia, passo por alguns setores para inspecionar se todos estão fazendo o seu trabalho de forma correta.
Estava esperando o elevador executivo quando vi a mesma mulher correndo, mas dessa vez ela estava uniformizada com a farda da empresa. Ela entrou no elevador de serviço. Nossos olhares se encontraram por alguns segundos, ela abaixou a cabeça e a porta do elevador se fechou.
Entrei no elevador executivo e fui direto para minha sala. Assim que me sentei na cadeira, liguei o computador e entrei no sistema do RH. No sistema de recursos humanos, encontrei a ficha de todos os funcionários com foto. Aqueles olhos são inconfundíveis em qualquer fotografia.
Comecei pelas novas contratações e a encontrei. Ela é uma jovem de apenas vinte e três anos, chamada Catarina, que trabalha no décimo andar. Li todas as informações sobre ela. Quando Dona Lola bateu na porta, avisou-me sobre a reunião que teria com os novos investidores.
Estou me preparando para essa reunião há dias. São investidores japoneses que trazem uma nova revolução para o mercado; temos pensamentos parecidos sobre lucros e erros. Desci para o décimo andar e caminhei até a sala de reunião procurando por Catarina, pensando que ela poderia estar correndo pelos corredores e esbarrar em mim, mas não a vi; devia estar na copa.
Todos os investidores chegaram e estávamos prontos para começar a reunião, quando começaram a servir café e água. Uma das secretárias de algum setor serviu o café e a jovem Catarina estava servindo a água.
Quando ela colocou a minha garrafa sobre a mesa, a garrafa tombou. Meu reflexo foi instantâneo para segurá-la, acredito que o dela também, e sem querer toquei sua mão. Mais uma vez nossos olhares se encontraram, só que dessa vez de perto, e eu pude ver como são lindos e também assustados.
— Me perdoe, senhor — ela falou baixo e arrumou a garrafa.
Não respondi, mas fiquei hipnotizado pela sua beleza. Catarina saiu da sala de cabeça baixa, e meus olhos a acompanharam até a porta se fechar.
Começamos a reunião e, dessa vez, todas as minhas ideias foram aceitas. Fechamos negócio. A reunião tomou toda a minha tarde, mas terminou como eu esperava. Voltei para minha sala apenas para pegar minhas coisas. Hoje tenho que passar na casa dos meus pais, minha mãe já deixou mais de 50 mensagens me pedindo para não esquecer o jantar.
Decidi descer pela recepção e mandei uma mensagem para o meu motorista me esperar na entrada da empresa. Foi quando vi Catarina correndo em direção ao berçário. A frequência com que a vejo correndo pelos corredores da minha empresa começa a me incomodar.
Ela entrou no berçário e eu fiquei observando pela janela de vidro transparente. Uma menininha correu em sua direção, e Catarina a pegou no colo, começando a beijá-la enquanto a criança sorria.
— Então é isso, ela está sempre correndo para ver a filha — falei para mim mesmo, abrindo um sorriso involuntário.
Fiquei observando por mais alguns instantes, mas quando Catarina se virou para sair da sala, apressei os passos em direção oposta. A cena de ver aquela jovem com sua filha me deu uma sensação de paz, uma sensação que só sinto quando vejo os milhões entrando na minha conta.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Cintia Maciel
aí calica Catarina já chegou chegando derrubando a barreira do coração do CEO frio e arrogante porrä não tem como não se apaixonar a @Viih è fodä
2024-06-10
266
Maria Do Socorro Bezerra
Essa paz que você está começando a sentir não tem dinheiro que pague.
2025-01-24
1
Patrícia Barbosa Ferrari
Catarina, você será a responsável por fazer a vida do Andrew virar de ponta cabeça 🗣️
2025-03-07
0