Capítulo 02

Meu nome é Catarina Veigas, tenho 23 anos e sou mãe solteira de uma menina maravilhosa. Criar a minha filha sozinha é, sem dúvida, o maior desafio e a maior alegria da minha vida. Cada dia é uma nova lição, tanto para mim quanto para ela.

Nasci e cresci numa pequena cidade, Wells, no sudoeste, onde todos se conhecem e as oportunidades são escassas. Sempre valorizei a educação, e apesar das dificuldades financeiras, consegui concluir o ensino médio. Desde jovem, aprendi a importância de ser resiliente e lutar pelos meus objetivos, mesmo quando o caminho parecia difícil.

Sou de Família humilde, aprendi a conviver com o pouco, e ser feliz com o que dá. Sem ambições. Sempre mantendo os pés no chão.

Aos 19 me mudei para Londres, em busca de uma vida melhor, oportunidade de emprego. Eu queria ter para mim e para ajudar a minha família e foi aqui que conheci o Nalbert, me apaixonei loucamente por ele, chegamos a dividir a vida juntos.

Quando descobri que estava grávida, minha vida mudou completamente. O pai da minha filha decidiu não fazer parte da nossa vida, e eu tive que enfrentar essa nova realidade sozinha. Nos primeiros meses, o medo e a incerteza eram meus companheiros constantes, mas percebi que precisava ser forte por nós duas.

Pensei várias vezes em voltar para minha cidade natal, eu precisava de uma rede de apoio. Mas coloquei em minha cabeça que eu conseguiria sozinha, moro até hoje em um quarto e sala. E a minha vizinha a Gisele que é minha melhor amiga conheci ela aqui em Londres, ela que me ajudou.

Gisele acompanhou a minha gestação, ela viu a Lavínia nascer, e cuidou de nós duas. Foi bem difícil, mas conseguimos. Lavínia teve de tudo ao nascer, eu trabalhava em um supermercado, trabalhei os nove meses da minha gestação. E quando a minha filha nasceu eu cuidava dela e de mim, durante o dia, a noite quando Gisele chegava do trabalho, ela arrumava a casa, cuidava da roupa e da comida.

Hoje Lavínia está com dois anos, Cada sorriso e cada novo aprendizado da minha filha me lembram que todo o esforço vale a pena.

Tive que sair do Mercado, não estava conseguindo conciliar os horários, com os cuidados com a minha filha, meu salário estava ficando quase todo com a babá. Comecei me endividar, atrasar as contas, quase fui despejada por não conseguir pagar o aluguel, Gisele que me ajudou.

Estou à procura de emprego, tentando encontrar uma oportunidade que me permita sustentar minha filha e estar presente na vida dela. Tenho experiência em atendimento ao cliente e vendas, Além disso, desenvolvi habilidades administrativas básicas, que acredito serem úteis em muitas funções.

Durante o tempo que estou em casa, aproveito para me aprimorar. Participo de cursos online e workshops, sempre buscando melhorar minhas qualificações. Sei que o mercado de trabalho é competitivo, mas estou determinada a conseguir uma posição que nos proporcione viver bem, não quero riqueza, só quero ter o básico. Para viver bem com a minha filha.

Os dias são longos e as noites, muitas vezes, são curtas, mas cada desafio superado me dá a certeza de que estou no caminho certo. Tenho uma forte ética de trabalho e estou disposta a aprender e me adaptar às novas funções. Sei que, com dedicação e perseverança, conseguirei superar as dificuldades e proporcionar um futuro melhor para minha filha.

Ser mãe solteira não é fácil, mas também é uma fonte inesgotável de amor e motivação. Cada pequeno sucesso, cada nova palavra dita pela minha filha, me dá forças para continuar lutando. Acredito firmemente que podemos construir um futuro promissor, cheio de oportunidades e felicidade.

Como não tenho dinheiro para pagar uma babá, eu saiu com a Lavínia no colo, nos lugares que passei só recebi não, tem pessoas que chegam a me ofender por está procurando emprego com a minha filha no colo.

Isso me dói muito, vivemos dentro da nossa realidade. Eu não tenho dinheiro e nem com quem deixar ela. O Genitor dela sumiu, nunca mais vi, e ele nunca me procurou para saber se estávamos precisando de alguma coisa. Isso torna minha vida ainda mais difícil.

Hoje estou indo em uma empresa chamada Wall Street, lá eles oferecem berçário e creche para os filhos dos funcionários, abriu algumas vagas e eu estou confiante. Qualquer trabalho que me oferecer, irei aceitar, não posso me dar o luxo de escolher.

Me levantei e fiz a minha rotina matinal, me arrumei; coloquei uma blusa gola alta e um casaco. Está muito frio. Arrumei a Lavínia, deixei a minha filha bem agasalhada, fiz um café bem forte e uma mamadeira para Lavínia. Apesar dela ainda mamar, a minha filha já come e tomar mamadeira. Tetê só na hora de dormir à noite.

Saímos de casa cedinho, tive que pegar duas condução para chegar na Wall Street. Me trataram bem e pude deixar a Lavínia no berçário, fiz a entrevista. Todos os testes e por fim. Fui contratada, consegui a vaga de copeira. Fiquei tão feliz, enquanto mulheres que estavam do meu lado. Menosprezaram a vaga. Eu fiquei feliz. Agora vou conseguir dar a minha filha, uma vida melhor e teremos o que Comer e onde dormir. Sem sofrer ameaça de despejo e passar a noite em claro pensando como vai ser o amanhã.

Fiz o meu crachá, e peguei a autorização para a minha filha ficar no berçário. Recebi o uniforme e conheci o andar onde vou trabalhar, vou ficar no andar da diretoria do Marketing.

É um prédio de muitos andares, não tem como uma copeira conseguir dar conta de tudo sozinha, então eles contratam uma por andar, cuidamos do café e também da limpeza. Pra mim tá ótimo, estou olhando para o Salário e os benefícios, plano de saúde para Lavínia, ela nunca teve plano de saúde. Vale transporte e vale alimentação, além do salário que é o dobro do que eu ganhava no mercado.

Voltei para casa radiante, assim que cheguei, fiz um pouco de macarrão e comemos. Teve que ser só o macarrão, não tinha nenhuma proteína para acompanhar.

— Filha, hoje temos pouco, mas logo teremos o suficiente para viver bem.

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Comments

Vera F Strombeck

Vera F Strombeck

já vivi isso,quando eu tinha minhas 2 filhas pequenas fazia sopa de fubá com couve,pois não tinha outra coisa,
hoje graças a Deus estão criadas adultas trabalham,e tenho um casal de netos...
eu continuo trabalhando pra me sustentar, graças a Deus não tenho as dificuldades de antigamente,e minhas filhas estão bem empregadas,,até hoje de vez em quando faço a sopa de fubá,, e as minhas filhas e netos gostam muito.a diferença é que não encontrei um Andrews pra mim, kkkkkkkkkk,
linda história ❤️ tô amando ler, ansiosa esperando novos capítulos

2024-06-09

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Dany pina

Dany pina

a escritora viveu isso ou tá escrevendo algo que realmente aconteceu me diz Fiquei curiosa para saber se foi uma criação ou se foi algo que aconteceu na vida real é claro que a gente sabe que acontece muito disso na vida real mas de alguém próximo

2025-02-24

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camila moniele

camila moniele

eu passei uma época q estava eu meu marido desempregado e com criança pequena e aluguel comendo só arroz e cebola foi uma fase de aprendizado e sou grata por está fase q eu aprendi a dar valor em cada grão de comida seja qual for

2025-01-31

0

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