...Miguel Rodrigues...
Quando cheguei à Itália, fui imediatamente para o galpão afastado da cidade. Assim que o maldito que nos serviu por tantos anos me viu, começou a tremer que nem vara verde. Acha que, após me trair, ficará vivo para contar história.
Peguei uma cadeira e me sentei na frente dele, que implorava por perdão e uma segunda chance.
Levantei-me lentamente da cadeira, mantendo meu olhar firme nele. Um sorriso sinistro surgiu em meus lábios, revelando minha intenção.
— Acha mesmo que eu daria uma oportunidade para um traidor como você, Leandro? — Avancei na direção dele com uma expressão sombria, deixando claro que ele não escaparia de suas consequências.
Leandro engoliu em seco, seu rosto pálido refletia o medo que o consumia. Ele balbuciou algumas palavras, tentando articular uma desculpa, mas eu o interrompi com um olhar gélido.
— Não espere misericórdia de mim. Você sabia muito bem quais eram as consequências de sua traição, accidenti a te ( malditö).
Olhei para o meu consigliere Havier, que entendeu perfeitamente o que eu queria que ele fizesse. Ele acenou com a cabeça e abriu o canil, trazendo consigo Kallen, meu fiel amigo da raça Pitbull misturado com Rottweiler.
— Leandro, você sabe o que acontece com aqueles que traem a família. Não há perdão para traidores. — Disse eu, com a voz carregada de autoridade, enquanto observava Leandro se contorcer de medo, enquanto olhava para kallen, que latia ferozmente para ele.
— Por favor, Don Rodrigues, eu posso explicar! Foi um erro, eu juro! — Implorou ele, com os olhos cheios de lágrimas.
— Explicações não vão mudar o que você fez. Você sabia das consequências. — Respondi, com a voz fria e implacável. — Maldito, nem precisa dizer para quem entregou minhas armas. — Continuei.
Ele chorava como uma mulherzinha, implorando por clemência.
— Sabe onde está a clemência, miserável? Na baixa da égua. — ordenei a um dos meus soldados que o desamarrasse da cadeira, e assim ele fez.
— Adeus Leandro, mande um abraço para o capeta por mim. — Rosnei com ódio enquanto soltava Kallen e caminhava para fora.
Enquanto Leandro corria, procurando uma saída desesperadamente, eu olhei para Kallen e ordenei que começasse o show. Vi meu amigo sair correndo atrás de Leandro, e logo os gritos dele ecoaram pelo ambiente. Sabia que Kallen estava cumprindo seu papel, como sempre fez. Ele foi treinado para isso.
— O que acha da venda de mulheres? — Indagou.
Olhei para ele com um misto de surpresa e desgosto.
— O que está pensando em fazer? Está me falando sobre tráfico de mulheres? — Interrompi minha voz carregada de indignação.
— Bem, achei que...
— Achou errado! O que deu em você? Seu grande Figlio di puttana ( filho da puta).
Havier baixou a cabeça, visivelmente desconfortável com a minha reação.
— Desculpe, chefe. Não era minha intenção ofender. Eu só pensei que poderia ser lucrativo...
— Lucrativo? Isso é desumano, Havier. Não tolero esse tipo de atividade em minhas operações. Nunca mencione isso novamente. Entendeu? — Falei com firmeza, deixando claro que não havia margem para discussão sobre o assunto.
Ele assentiu, envergonhado.
— Entendi, chefe. Não irá se repetir. - respondeu, cabisbaixo.
Encerrei a conversa e voltei minha atenção para os próximos passos da operação, deixando bem claro para Havier que esse tipo de proposta era inaceitável.
Após a conversa com Havier, entrei no carro e seguimos para o jatinho particular que já estava à minha espera para retornarmos à Fazenda. Chegando no mesmo, entrei e ocupei a poltrona.
Aquela sugestão sobre o tráfico de mulheres ainda reverbera em minha mente, incomodando-me profundamente. Era perturbador pensar que alguém em minha equipe, especialmente alguém tão próximo quanto Havier, pudesse considerar tais práticas desumanas como uma opção viável.
No entanto, eu sabia que, apesar de nossos esforços para manter nossos negócios dentro de limites éticos - dentro do contexto do crime organizado -, nem todos na organização compartilhavam dos mesmos escrúpulos. A ganância podia levar as pessoas a considerarem atos impensáveis em busca de lucro fácil, e era minha responsabilidade assegurar que isso não acontecesse.
Refletindo sobre o assunto, percebi que precisava reforçar os valores e princípios nos quais nossa organização se baseava. Não se tratava apenas de negócios; era uma questão de integridade e respeito humano. Decidi que, na manhã seguinte, convocaria uma reunião com toda a equipe para reiterar nossos valores e estabelecer claramente os limites éticos que deveriam ser respeitados.
Com esses pensamentos em mente, finalizei meus planos para o dia seguinte e me preparei para uma noite de descanso, determinado a garantir que nossa organização permanecesse firme em seus princípios, mesmo diante das tentações do mundo do crime. Fechei os olhos e acabei adormecendo na poltrona, chegando na fazenda pela madrugada.
O silêncio envolvia a mansão quando entrei, meus passos ecoavam suavemente nos corredores vazios. Ao alcançar o quarto, avistei o papel sobre o criado-mudo, contendo a assinatura de Isa. Um sorriso sutil curvou meus lábios, uma mistura de satisfação e antecipação.
Antes de partir para a viagem, dei instruções a Leonara para auxiliar Isa na adaptação à casa. Fiz questão de enfatizar que não sobrecarregasse a nova funcionária com muitos afazeres e que, além disso, garantisse que ela assinasse o contrato de trabalho. Sabia que a presença de Leonara seria crucial para facilitar a transição de Isa para a vida na mansão, e confiava em sua capacidade de cumprir minhas orientações.
Enquanto subia para o quarto destinado a ela, não pude deixar de notar como seu vestido realçava suas belas pernas. Enquanto fumava meu cigarro, fiquei ali por um momento, admirando-a discretamente. A visão dela despertou uma sensação de desejo, mas eu sabia que precisava manter a compostura, pelo menos por enquanto.
Enquanto eu estava sentado na poltrona, pude observá-la balbuciar algumas palavras enquanto se contorcia na cama, possivelmente tendo um sonho erótico. Quando meu nome escapou de seus lábios, senti meu sangue pulsar nas veias. Desejei profundamente poder proporcionar esse prazer a ela, mas ela não colabora.
Após ela acordar e me avistar no quarto, trocamos algumas palavras breves. Respeitando seu desejo de descansar, deixei o ambiente e dirigi-me ao meu escritório. Lá, servi-me de um uísque e adicionei alguns cubos de gelo, permitindo que o líquido âmbar me envolvesse em seu calor reconfortante enquanto eu refletia sobre os acontecimentos do dia.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Elizabeth Fernandes
Será que Havier tá armando por trás de Miguel e traficando mulheres
2025-03-14
0
Giorgia
Um consiglier que não conhece a forma de pensar do Dom?????
Aí tem!!!
Mas uma vez penso, que teve dedo dele nesta traição.....
2025-01-28
1
Simone Santos
Não possível que não tem câmera nessa casa ,pra ele ver que as ordens dele não foi comprada. Essa fulana so fez a isa de escrava 😡
2024-06-20
2